Carreta do SUS leva mamografia e ultrassom ao centro de Itaquaquecetuba e alivia a fila de exames na macroregião de Guarulhos
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Humberto Tobé, Fátima Christine

Unidade móvel de saúde da mulher do Ministério da Saúde ofereceu 1.355 vagas de mamografia e 925 de ultrassonografia em um mês de funcionamento

Em uma cidade de cerca de 370 mil habitantes, conciliar trabalho, casa e filhos com a ida a um exame preventivo é um desafio para muitas mulheres. Entre 17 de abril e 15 de maio de 2026, Itaquaquecetuba trouxe o exame para perto delas. Uma carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, funcionou no largo Monumental, na Vila São Carlos.

A unidade ofereceu 1.355 vagas de mamografia e 925 de ultrassonografia, entre exames transvaginais e pélvicos, além de avaliação ginecológica. O atendimento ia de segunda a sexta, das 7h às 17h, e aos sábados pela manhã. Quem precisava de orientação sobre o resultado tinha acesso a teleconsultas, que ajudam a definir o próximo passo sem obrigar a paciente a enfrentar uma nova espera.

As vagas foram destinadas a mulheres que já estavam na fila da rede pública, chamadas pela regulação da Secretaria de Saúde. Esse modelo garante que o recurso chegue a quem mais precisa e evita que a demanda reprimida continue crescendo. O objetivo declarado foi ampliar o acesso a exames especializados e reduzir a fila no Alto Tietê.

A presença do programa na região não parou em Itaquaquecetuba. Em outubro de 2026, uma nova carreta de saúde da mulher começou a atender em Mogi das Cruzes, voltada a 11 municípios do Alto Tietê, entre eles Suzano. A sequência mostra que a estratégia funciona como um rodízio: a unidade passa, reduz a fila e segue para onde a necessidade é maior.

A importância desse esforço fica clara nos números do câncer de mama. Em 2023, a doença matou 20.165 brasileiras, alta de 38% em relação a 2014. A melhor arma contra essa estatística é o diagnóstico precoce. Por isso, desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde garante a mamografia pelo SUS a mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sintomas, e estendeu o rastreamento de rotina até os 74 anos.

Regras mais amplas só se transformam em saúde quando há equipamento e equipe para atender. É aí que as unidades móveis fazem diferença. Em cidades grandes da periferia metropolitana, a rede pública atende muita gente e a procura por exames costuma superar a oferta. Sem um reforço como esse, a mulher que precisa de uma mamografia esperaria mais ou teria de pagar por ela, o que muitas famílias não conseguem.

Até setembro de 2026, as carretas de saúde da mulher do Agora Tem Especialistas já tinham atendido 14,7 mil pacientes no estado de São Paulo. Em Itaquaquecetuba e no Alto Tietê, esses números têm endereço: uma praça no centro da cidade onde, por um mês, o exame que faltava estava ao alcance de quem precisava.

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