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A genética além da ficção científica

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A genética modificando o cotidiano das pessoas é tema de filmes e séries futuristas, mas sabia que já é realidade? Confira

São inúmeras as produções hollywoodianas com temáticas do mundo da genética. Abordagens que exploram discussões éticas e mundos distópicos, aproximam as questões científicas dos espectadores e geram reflexões sobre o futuro.

Os exemplos são muitos, desde Orphan Black, que levanta questões sobre as implicações morais e éticas da clonagem humana e seus efeitos sobre a identidade pessoal, até a série recém lançada The One, que conta a história de uma pesquisadora que descobriu como encontrar o par amoroso perfeito por meio do DNA.

Nos filmes, já existem conteúdos com esse viés há décadas, como Gattaca – Experiência Genética, lançado em 1997. Nessa ficção científica, parte da população é criada geneticamente em laboratórios, e o papel social de cada um é determinado pelas informações genéticas. Já Planeta dos Macacos: A origem mostra um chimpanzé que, através de uma experiência de terapia gênica, desenvolve uma inteligência superior e torna-se líder de uma rebelião contra os humanos para dominar o planeta Terra. Outro clássico é X-Men, que conta as histórias de mutantes com poderes extraordinários.

Ter super-poderes, possuir uma inteligência superior e criar clones humanos podem despertar o interesse de muitos, mas por enquanto, isso ainda não é uma possibilidade gerada pelos avanços da genética. Porém, foram grandes os avanços tecnológicos nas últimas décadas dessa área da Ciência e hoje é possível descobrir  de onde viemos e para onde vamos pela saliva.

Os fatores biológicos relacionados à atração entre parceiros  já foram comprovados pela Ciência. Em 2016, pesquisadores da Universidade de Dresden publicaram artigo na revista Nature com os resultados de um estudo que envolveu 254 casais. Já se sabia que os humanos eram capazes de discriminar estímulos olfativos relacionados ao HLA (moléculas que fazem parte do sistema imune) e, a partir de testes de DNA e questionários sobre compatibilidade, os resultados da pesquisa mostraram que a parceria e a satisfação sexual estavam significativamente relacionadas à compatibilidade HLA classe 1.

Quer saber mais sobre como esse tema de ficção científica vem se tornando realidade e está ao alcance de todos na vida real? O meuDNA, healthtech de mapeamento genético, lista três formas que os brasileiros podem usufruir dos avanços da genética. Confira!

Descubra sua ancestralidade

A busca pela ancestralidade, por meio de testes de DNA, tem se intensificado pelo mundo. Uma pesquisa divulgada pelo MIT Technology Review revelou que ao menos 26 milhões de pessoas já coletaram amostras de saliva para ter parte do genoma analisado para essa finalidade.

O Brasil reflete essa tendência: pesquisas pelo tema “ancestralidade” dobraram ao longo do último ano. O pico de popularidade na procura pelo termo aconteceu em março de  2021, de acordo com o Google Trends.

Um dos fatores que contribuiu para essa popularização é a diminuição do preço devido aos avanços tecnológicos. O teste de DNA, que no princípio do sequenciamento do genoma humano, custava US$ 3 bilhões, hoje pode ser comprado no Brasil a partir de R$ 400.

O meuDNA Origens é um teste de ancestralidade que consegue identificar a história da família de até 8 gerações atrás – o que corresponde aos tataravós dos seus bisavós. Ele é o único teste brasileiro que identifica até 88 populações diferentes no DNA. Os resultados são apresentados de maneira detalhada, oferecendo informações sobre a história e as tradições de cada origem, bem como a relação com o Brasil e a chegada dos povos ao nosso país.

Conheça sua predisposição genética a doenças

No meuDNA Saúde, basta uma coleta de DNA pela saliva para identificar a predisposição a nove doenças hereditárias graves, como cânceres de mama (feminino e masculino), ovário, próstata, colorretal, de pele melanoma e endométrio, além de triglicerídeos altos, colesterol alto e Doença de Wilson. De acordo com o INCA, Instituto Nacional do Câncer, serão 625 mil novos casos de câncer no Brasil só em 2021. Já o colesterol alto, leva muitas pessoas ao infarto, esta a principal causa de morte no país, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Você se lembra que há um tempo a atriz Angelina Jolie retirou a mama pelo alto risco de desenvolver o câncer de mama? Foi um teste como esse que a fez decidir por isso. Além do resultado genético, a decisão envolveu a análise do histórico familiar da atriz e foi feita em conjunto com médicos, a fim de prevenir o surgimento do câncer.

O teste genético pioneiro no Brasil que identifica essas predisposições, usa a tecnologia EXOMA para ler os genes por inteiro. O laboratório especializado em Sequenciamento de Nova Geração (NGS) consegue, a partir de uma amostra de saliva, analisar o DNA por meio de inteligência artificial e bioinformática. Com base em bancos de dados genéticos, a análise identifica se naquele DNA há alterações que podem aumentar o risco de desenvolvimento de doenças.

No caso do Câncer de Mama e Ovário, por exemplo, o meuDNA Saúde analisa todas as 15 mil letras dos genes BRCA1 e BRCA2, para identificar possíveis alterações genéticas associadas à doença. Caso o risco de ter câncer seja maior, a mulher poderá acompanhar sua saúde mais de perto e diagnosticar a doença precocemente, se ela um dia vier a surgir. Assim, suas chances de cura aumentam significativamente..

Teste capaz de identificar mais de 320 doenças em crianças

Você sabia que os testes genéticos podem ser feitos desde o primeiro dia de vida de bebês? Essa é mais uma maneira que essa tecnologia pode prevenir o aparecimento de doenças antes delas manifestarem sintomas.

No Brasil, desde o início desse ano, é possível encontrar em  farmácias e pelo site o meuDNA Bochechinha, um teste genético capaz de identificar mais de 320 doenças graves, silenciosas e tratáveis da primeira infância. Hoje, todo bebê nascido no Brasil tem o direito ao Teste do Pezinho básico, que detecta até seis doenças. Com o meuDNA Bochechinha é realizado o sequenciamento do DNA da criança para encontrar riscos a doenças tratáveis como fenilcetonúria, diabetes e surdez congênita desde os primeiros dias de vida. O resultado da triagem sai em até 28 dias e pode ser acessado pela internet. Com o resultado em mãos, o médico pode recomendar os melhores tratamentos, antes mesmo do aparecimento de sintomas, e garantir uma melhor qualidade de vida para a criança.

Surpreendente, né? E mais: o avanço da genética caminha a passos largos e rápidos, proporcionando maior disponibilidade e barateamento da tecnologia, em produtos cada vez mais personalizados. A depender da genética, ela nos trará informações cada vez mais precisas e abrangentes sobre nosso passado e perspectivas para o futuro.

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