Saúde da pele: altas temperaturas propiciam o surgimento de micoses, alerta dermatologista
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A chegada do verão exige o reforço dos cuidados com a saúde da pele. Isso porque, as altas temperaturas, além de causarem envelhecimento precoce, ressecamento, câncer de pele e queimaduras, também são as responsáveis pelo aparecimento de micoses pelo corpo, durante essa estação do ano. De acordo com o dermatologista do Sistema Hapvida, Dr. Rodrigo Riccio, o próprio sol é um imunossupressor, porém, todos estes problemas podem ser evitados, por meio do uso consciente do protetor solar, que evita a baixa imunidade da pele e a protege contra o aparecimento desses microorganismos.

No entanto, outras medidas básicas podem ajudar a cuidar da saúde da pele, principalmente no período do verão, quando as pessoas acabam indo mais à praia e à piscina, facilitando a proliferação da micose no corpo. “Este microrganismo é um fungo que se aproveita de ambientes úmidos e quentes, e os fatores de riscos mais comuns são o contato com a água e muito calor”, alerta o especialista. Para que todos possam aproveitar a temporada da melhor forma possível e sem incômodos, o Dr. Riccio orienta, após os banhos, trocar a roupa íntima imediatamente, enxugar bem os locais, sobretudo as axilas, virilhas e pés, não compartilhar toalhas, ter uma boa higiene, não usar roupas apertadas e utilizar talco antisséptico nos pés para reduzir a umidade local.

De olho nos sinais!

A infecção se manifesta por meio de manchas brancas ou amarronzadas, coceira, descamação na pele, vermelhidão, que acometem diversas partes do corpo, como peito, rosto, dorso, axila, virilha e, principalmente, os pés. Segundo o médico, os fungos têm um metabolismo lento e logo, os seus sintomas tendem a demorar mais para aparecer. “Depois de algumas semanas que começam a surgir as lesões, o paciente se queixa destes sintomas”, pondera Rodrigo.

Dentre os tipos mais comuns que surgem durante as épocas mais quentes do ano estão os dermatófitos, que são fungos que consomem a camada superficial da pele, e geralmente atingem as áreas dos pés, mas também podem aparecer entre os dedos – as famosas frieiras -, que afetam aquelas pessoas que andam muito tempo com sapato fechado ou de bota. Além disso, esse fungo também pode acometer algumas áreas mais quentes do corpo, como a virilha, apresentando irritação, vermelhidão e coceira. O pano branco, mais conhecido como micose de praia, também é bastante corriqueiro no verão, e se manifesta normalmente nas costas, rostos e no tórax de pacientes mais jovens.

Diagnóstico e tratamento

Conforme o especialista, ao surgir os primeiros sintomas, o indivíduo deve procurar um médico dermatologista para que seja realizado um diagnóstico preciso da lesão. “A partir daí, o profissional vai analisar a região afetada e identificar se realmente é micose, porque existem outras doenças que não são fungos, mas que também aparecem no verão, como, por exemplo, a herpes simples, que associada ao sol e outros fatores como o estresse e ansiedade podem surgir na região labial e a Larva Migrans ou o bicho geográfico, que é uma infecção causada por um parasita encontrado nas fezes de cão de gato”, alerta Dr. Rodrigo.

O tratamento inclui o uso prolongado de cremes, loções e sprays à base de antifúngicos. Isso porque os fungos demoram mais para regredir, e, às vezes, é necessário entrar com o uso de remédios via oral. ” A intervenção médica e o tempo de tratamento vai depender da causa e do tipo da micose. Então, é essencial que o paciente seja acompanhado um dermatologista”, aconselha.

centralrbn

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