Qual a opção mais econômica: chuveiro a gás ou elétrico?
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Conheça as vantagens e desvantagens dos dois sistemas

O banho higieniza o corpo, desperta e desestressa. Quem nunca sonhou em chegar em casa, tomar um banho relaxante e sentir as tensões escorrerem pelo ralo? É um momento de intimidade e trégua na rotina, um regulador emocional que traz alívio imediato. Mas o aumento estratosférico da conta de luz consumiu um pouco dessa paz e virou motivo de preocupação. De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a tarifa de energia subiu mais que o dobro da inflação só em 2021, com acúmulo de 114%. O chuveiro elétrico é responsável por 25% do custo mensal de uma residência com quatro moradores. Para economizar, muitas pessoas têm reduzido o tempo no banho e pensado em soluções mais definitivas, como converter a ducha elétrica para gás. O chuveiro a gás é realmente mais vantajoso? Quais as vantagens e desvantagens? Comparamos as duas opções para você fazer uma escolha mais consciente.

 

Como funciona o chuveiro elétrico?

 

O chuveiro elétrico é coisa nossa, uma invenção brasileira, presente em aproximadamente 75% das residências, mas pouco utilizada no restante do mundo. Surgiu na década de 30 do século passado, quando as cidades já tinham energia elétrica, mas não possuíam infraestrutura para distribuição de gás. É visto com estranhamento em alguns países, que questionam a segurança de misturar água com eletricidade. 

 

É uma alternativa com baixo custo de instalação. O aquecimento acontece por meio da resistência elétrica dentro do dispositivo, e é imediato. Porém, quanto mais água sai do chuveiro, menor o tempo de aquecimento, e a água sai mais fria. 

 

Como funciona o chuveiro a gás?

 

A ducha a gás precisa de um aquecedor, e a instalação é realizada por um profissional qualificado. Por norma, o equipamento deve ficar em um ambiente com ventilação constante – na maioria das vezes, na área de serviço. Assim, em caso de vazamento, evita o acúmulo de gás. 

 

Diferentemente do chuveiro elétrico, a água sobe de temperatura no aquecedor, depois é transportada pela tubulação específica. A pessoa regula a temperatura no misturador dentro do box, podendo colocar mais quente ou mais fria. Existem dois tipos de gás: o natural ou o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o mesmo usado nos fogões. O natural chega nas casas por encanamento, e o GLP é transportado em botijões pelas distribuidoras de gás.

 

Prós e contras do chuveiro elétrico

 

O preço do chuveiro elétrico é acessível, e a instalação é mais barata, mas a manutenção é mais constante, com a necessidade de troca da resistência. Como é alimentado pela rede elétrica, não precisa de espaço extra. Se mal instalado, pode oferecer riscos; por isso, é importante isolar corretamente os fios. A falta de aterramento do chuveiro também pode provocar choques, e é essencial ter um fio terra ligado na rede do chuveiro.

 

É um dos vilões do consumo de energia nas residências, principalmente nos horários de pico, em que o valor do kWh é mais caro. O aquecimento é imediato, mas a eficiência é menor que os chuveiros a gás, já que não consegue aquecer uma grande vazão de água. No inverno, essa deficiência é mais sentida no bolso, porque, para aquecer, é necessário usar a potência máxima, com aumento do consumo energético.

 

Prós e contras do chuveiro a gás

 

O ponto forte é a eficiência. O chuveiro a gás aquece a água mais uniformemente, um diferencial importante nos lugares mais frios. Proporciona banhos mais quentes e agradáveis, com temperatura regulável e vazão maior de água. É importante não se entusiasmar e evitar demorar no banho, para não aumentar o consumo de água. 

 

A economia é significativa. Por não depender da energia elétrica, a pessoa pode tomar banho quente mesmo com a falta de luz. O investimento inicial é maior, a instalação requer mão de obra profissional, tubulação específica, e depende da rede de gás da rua ou do condomínio. Porém, em médio e longo prazo, esse investimento é recuperado na redução da tarifa de energia.

 

Agora que você conhece os dois sistemas, coloque os prós e contras na ponta do lápis. Se for fazer a conversão, planeje antes, e escolha bons profissionais. Qualquer opção deve estar atrelada ao consumo consciente da energia e da água, fundamental para a saúde do bolso e do planeta. 

 

Amanda Mathias
Atua como assessora de imprensa, redatora e Link Builder na Conversion. Escreve sobre cidades, cotidiano, tecnologia, e-commerce e cultura.

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