Phytoervas 4Z leva lições de liderança para a disputa da Santos-Rio em outubro
Aline Bassi / Balaio de Ideias

Uma estratégia bem elaborada pode precisar de mudanças no meio do caminho. Um erro pode afetar o resultado de uma competição, mas também colocar à prova a confiança construída entre os integrantes de uma equipe. Para o empresário e velejador Marcelo Bellotti, comandante do Phytoervas 4Z, enfrentar essas situações exige equilíbrio, leitura de cenário e capacidade de reconhecer o potencial de cada pessoa.

Esses são alguns dos princípios que orientam o trabalho do comandante e que serão colocados à prova novamente na Regata Santos–Rio, com largada prevista para 22 de outubro. Atual campeão da disputa e do Circuito Rio, o Phytoervas 4Z tem o co-patrocínio da Galápagos Capital e da Raff Infra. A competição também abrirá o Campeonato Brasileiro de Oceano 2026.

Bellotti considera que a preparação é indispensável, mas não deve ser confundida com a obrigação de executar cada etapa exatamente como foi planejada. “Ter um plano é essencial, mas a única certeza é que, na prática, ele não vai acontecer exatamente da forma que você pensou”, afirma.

A diferença está na capacidade de avaliar o que acontece durante a disputa e decidir se a estratégia original deve ser mantida ou modificada. Esse processo envolve ponderar continuamente as possibilidades e os riscos de cada alternativa.

“A todo tempo, você precisa avaliar os riscos e os benefícios, ficar cruzando essas informações e decidindo. A cabeça que funcionar melhor nessa dinâmica vai errar menos e ser recompensada no resultado”, explica.

Liderança exige saber compartilhar responsabilidades

Na condução de uma equipe, Bellotti acredita que reconhecer as próprias limitações é tão importante quanto conhecer as competências dos demais integrantes. A tentativa de centralizar todas as tarefas pode prejudicar o desempenho coletivo, enquanto a delegação permite que cada profissional ou velejador contribua naquilo que faz melhor.

“Não dá para ser bom em tudo. Se achar que é o melhor em tudo, já começou errado. Saber delegar funções é uma virtude”, diz.

O comandante também destaca que as responsabilidades podem mudar de acordo com as circunstâncias. Cabe à liderança perceber onde está o principal obstáculo e permitir que a pessoa mais capacitada para aquela situação assuma a condução da solução.

“Entender, em cada circunstância, em qual posição está o gargalo e empoderar a pessoa para que lidere o comando nesse momento é fundamental. Cabe ao comandante orquestrar e não impor nada”, afirma.

Confiança não pode ser definida por um único momento

Quando uma decisão falha, as consequências podem aparecer imediatamente no desempenho. No entanto, Bellotti chama atenção para um efeito menos visível e igualmente importante: o risco de que o episódio comprometa a segurança dos integrantes em suas próprias capacidades.

“Para além do impacto direto do erro, que pode custar caro em uma competição, o principal a ser combatido nesse momento é a falta de confiança”, avalia.

Na visão do velejador, a reação ao problema deve considerar a história da equipe, e não apenas o resultado de uma decisão específica. Preservar a confiança significa reconhecer o trabalho acumulado e evitar que uma falha isolada prejudique uma construção coletiva.

“Não deixar o momento estragar algo que é muito maior. Tentar olhar o filme e não a foto”, resume.

Na Santos–Rio, o Phytoervas 4Z voltará a enfrentar os desafios de uma regata de longa distância, colocando em prática a combinação de planejamento, decisões compartilhadas e confiança defendida por seu comandante.

Oito barcos e resultados em diferentes classes

A atuação do Phytoervas se estende por oito barcos distribuídos entre as classes Star, Snipe e ORC. Considerado o projeto mais longo e consistente da vela brasileira, o time mantém presença ativa em competições olímpicas, sul-americanas e de oceano.

O histórico recente inclui o vice-campeonato geral da Semana Internacional de Vela de Ilhabela em 2025, quando a equipe também conquistou o tricampeonato no Soto40. Na mesma temporada, o projeto venceu a tradicional Regata Santos-Rio e o Circuito Rio.

Além das conquistas coletivas, seus velejadores somam títulos individuais em campeonatos nacionais e sul-americanos nas classes Star e Snipe.

Sobre a Phytoervas

Criada em 1986, a Phytoervas nasceu com a proposta de oferecer beleza natural aos cabelos. Seu conceito de Cosmética Integral valoriza a utilização de ativos naturais em sua forma mais pura, extraídos de maneira responsável e com respeito ao meio ambiente.

A marca foi pioneira no desenvolvimento do shampoo sem sal e continuou investindo em inovação. Atualmente, é totalmente vegana e cruelty-free, com produtos livres de parabenos, sulfatos e corantes.

O portfólio deixou de se restringir aos cuidados com os cabelos e passou a incluir itens para o corpo e para a casa. Os produtos podem ser adquiridos pelo site www.phytoervas.com.br.

Sobre a Galapagos Capital

Fundada em 2019 por executivos seniores com ampla experiência no mercado, a Galapagos Capital é uma companhia global de investimentos que disponibiliza soluções financeiras interconectadas para pessoas, famílias e empresas.

O grupo econômico possui mais de 400 profissionais, distribuídos em onze escritórios no Brasil e em unidades em Miami, Genebra e Abu Dhabi. Sua base supera 50 mil investidores, enquanto os recursos sob gestão somam cerca de R$ 40 bilhões.

Sobre a Raff Infra

A RAFF Infra atua no mercado brasileiro de infraestrutura, com especialização em energia limpa e soluções sustentáveis. A empresa direciona investimentos estratégicos ao desenvolvimento e à operação de ativos que contribuem para diversificar a matriz energética e estimular o crescimento socioeconômico do país.

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