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O Brasil completa 521 anos desde a chegada de Cabral. Confira filmes e séries que contam parte de nossa história, no Curta!On

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Em 22 de abril de 1500, uma frota portuguesa de nove naus, três caravelas e uma pequena embarcação, comandadas por Pedro Álvares Cabral, desembarcam no litoral do território que, pouco depois, seria chamado de Brasil. Esse dia mudaria para sempre a história dessa terra e de seus habitantes e, desde então, muitos acontecimentos foram construindo a trajetória de uma nova sociedade, de um novo país.

Há muito o que se refletir sobre esses 521 anos a serem completados no próximo dia 22, e o Curta!On contribui para o debate, disponibilizando filmes e séries documentais que nos fazem pensar sobre como era antes e o que houve após a chegada dos portugueses.

Arqueologias, em Busca dos Primeiros Brasileiros – Duas teorias não necessariamente contraditórias explicam a chegada do homem no continente americano: uma, oficial, propõe a travessia de populações mongóis a pé da Ásia pelo Estreito da Behringer, há 15 mil anos; a outra, ainda coberta de polêmica e controvérsia, aposta em travessias por embarcações simples, vindas da Austrália ou da Polinésia e chegando ao Brasil ainda muito antes disso. Uma coisa é certa: a passagem e eventual fixação de grupos caçadores-coletores-pescadores e populações ceramistas ao longo da costa e do interior das terras brasileiras deixou vestígios que resistiram ao tempo. Esses vestígios são a matéria-prima dessa série documental em 6 episódios, dirigidos por Ricardo Azoury e realizados em localidades diversas e distintas do Brasil.

 

Palmares: Coração Brasileiro, Alma Africana – A série, dirigida por Carlos Nobre, José Carlos Asbeg e Luiz Arnaldo Campos, é um trabalho de recuperação historiográfica do papel que desempenhou o Quilombo dos Palmares durante o período colonial brasileiro. Instalado na Serra da Barriga, entre Alagoas e Pernambuco, o quilombo foi, entre aqueles que surgiram no início do século XVI, o mais combatido (cerca de 45 expedições punitivas para desalojá-lo). Também aquele que mais durou — cerca de 100 anos — tornando-se grave questão de estado para o império português. Palmares tem importância simbólica para a comunidade afro-brasileira, que o tem como referência permanente de sua luta contra o racismo e a desigualdade social.

 

O Desmonte do Monte – O documentário ‘O Desmonte do Monte’, de Helena Ignez, aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrastamento. O filme conta a lenda do tesouro armazenado nas entranhas do morro e traz trechos de ‘O Subterrâneo do Morro do Castelo’, escrito por Lima Barreto. A narrativa é baseada em iconografias e pinturas de diversos períodos, desde a fundação da cidade até os dias atuais. A produção mostra imagens em movimento da Celebração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, evento realizado com as terras do desmonte do Morro do Castelo, e também depoimentos de áudio de ex-moradores do morro e dos engenheiros que trabalharam no seu desmonte.

 

1930: Tempo de Revolução – O filme de Eduardo Escorel faz parte de uma série, idealizada pelo produtor Cláudio Kahns e pelo cientista político André Singer, que pretende documentar as principais sublevações políticas vividas no país. Neste primeiro filme, o diretor remete também a outros movimentos ocorridos antes da Revolução de 1930. Reunindo imagens de arquivo, algumas inéditas, encontradas no exterior, e depoimentos de historiadores, a produção procura esclarecer esse momento crucial e ainda mal compreendido da história brasileira.

 

Os Anos JK – Uma Trajetória Política: O filme de Silvio Tendler conta a trajetória do presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, nascido em Diamantina, Minas Gerais. A produção relembra sua estreia como político, passa por sua atuação na presidência — sobretudo pela construção de Brasília — e vai até a perda de direitos políticos sofrida por Juscelino durante a ditadura militar.

 

O Dia Que Durou 21 Anos – O documentário do diretor Camilo Galli Tavares, dividido em três episódios, traz detalhes sobre a participação dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 no Brasil, bem como importantes documentos americanos considerados como secretos durante o regime. A produção apresenta textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos e imagens inéditas. A narração fica por conta do jornalista Flávio Tavares, que participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político.

 

Democracia em Preto e Branco: Narrado por Rita Lee e dirigido por Pedro Asbeg, o documentário “Democracia em Preto e Branco” aborda o movimento ideológico-futebolístico chamado “Democracia Corinthiana”, focando sobretudo na figura de Sócrates, jogador do Corinthians. O longa, produzido pela TV Zero, mostra o panorama esportivo, musical e político de uma época em que o país fervilhava em meio a greves e protestos pelas eleições diretas.

 

Tancredo Neves – A Travessia: O diretor Silvio Tendler traça a trajetória de Tancredo Neves, falecido em 1985, ao longo de fatos importantes da história política brasileira, como a relação com Getúlio Vargas; o trabalho para permitir a posse de João Goulart logo após a renúncia de Jânio Quadros; o contato com Camilo Castello Branco, o primeiro presidente militar, além de sua participação na campanha das Diretas Já.

 

Sobre Sonhos e Liberdades – O documentário de Francisco Colombo e Marcia Paraiso fala do apagamento do protagonismo negro como uma constante no processo que culminou com a canetada em 13 de maio de 1888, oficialmente a data de libertação dos escravos no Brasil. Um ato de silenciamento, que pôs fim aos projetos de liberdade de uma maioria da população brasileira — acesso à terra, educação, trabalho e direitos civis. Passados mais de 100 anos, a luta pela igualdade e liberdade permanece a mesma.

 

O Mês Que Não Terminou: Em “O Mês Que Não Terminou”, de Francisco Bosco e Raul Mourão, o espectador relembra dois movimentos internacionais de 2011, o “Occupy Wall St”, em Nova York, e “Os Indignados”, em Madrid, fazendo uma ligação entre essas ações e as manifestações que ocorreram no Brasil durante junho de 2013. Segundo os diretores, essa agitação desembocou nos protestos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014; também teria sido motor de propulsão da Operação Lava Jato e da ascensão da extrema direita no Brasil.

 

 

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