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A especialista da Holiste, Lívia Castelo Branco, ressalta a importância do diálogo e de rede de apoio familiar no enfrentamento da depressão e ansiedade   

O mês da campanha nacional de alerta aos cuidados com a saúde mental já começou, e nunca foi tão oportuna a discussão acerca da necessidade de uma orientação profissional para a garantia da qualidade de vida. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já posicionava o Brasil na liderança mundial em casos de transtornos de ansiedade (9,3% da população) e em quinto lugar no ranking de casos de depressão (5,8% dos brasileiros). Com a pandemia da COVID-19, esse quadro se agravou. 

De acordo com a psiquiatra da clínica Holiste, Lívia Castelo Branco, os casos de ansiedade e depressão aumentaram muito nesse período de pandemia. Dados preliminares de uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, em setembro do ano passado, apontaram um cenário alarmante: 86,5% dos entrevistados admitiram sofrer de ansiedade, 45,5% de transtorno de estresse pós-traumático e 16%, de depressão grave. 

Neste Janeiro Branco, Lívia ressalta que o mais importante é entender que há coisas das quais não se tem controle. Portanto, é necessário que as pessoas trabalhem para se adaptar melhor às situações. O acompanhamento profissional, psicológico, às vezes é necessário para lidar com essa nova rotina, com essas mudanças, que são tanto do ponto de vista social, quanto profissional e familiar”, explica a psiquiatra. 

Atenção aos sinais  

A principal orientação, nesse momento em que o convívio social está praticamente restrito ao ambiente familiar, é reconhecer a importância do diálogo entre os membros da família, como reforça Lívia Castelo Branco. “É fundamental que as pessoas que convivem se escutem, deem apoio uma a outra, encontrem formas de lidar com o estresse juntas, que as pessoas sejam rede de suporte umas para as outras. Se você observar um familiar com algum desses sintomas, colar junto com ele para ajudar e procurar um profissional, caso necessário”, orienta. 

Os sinais de que a saúde mental precisa de atenção e que talvez seja necessário procurar um especialista podem ser percebidos a partir do aparecimento de alguns sentimentos ou sintomas físicos. “O acompanhamento psiquiátrico é importante quando você percebe alterações no corpo, como: alterações de sono; dores no corpo muito frequentes, sem nenhum achado clínico; se você tem dificuldade para realizar atividades do dia a dia, que você não tinha antes; variações de humor com frequência; dificuldade na relação com pessoas; e você se sente triste ou muito ansioso e isso atrapalha sua rotina”, explica Lívia Castelo Branco. 

Mais frequentes nesse período, depressão e ansiedade possuem características bem específicas: “Transtornos de ansiedade são caracterizados por preocupação excessiva, por sofrimento por antecipação, dificuldade de concentração, esquecimento com frequência e por casos em que situações que podem causar estresse são evitadas. Já os sintomas mais frequentes da depressão são: tristeza, falta de ânimo, isolamento, dificuldade de lidar com os problemas, muitas vezes vem irritabilidade, e até o pensamento de morte”, explica a médica.

Novo ano e novas práticas em mente  

Apesar do número alarmante de pessoas afetadasmuita gente ainda possui preconceito e resistência quando o tema é saúde mental. E esse é um importante entrave para a busca por tratamento. “Se a gente pensar que todos nós temos dificuldades de lidar com questões do dia a dia, com as nossas relações, com questões de nossa rotina e planos para o nosso futuro, todo mundo precisa de ajuda profissional em algum momento da vida”, alerta a psiquiatra da Holiste

Os riscos em não cuidar de um transtorno são muitos, dentre eles o de agravamento quadro e de abuso de medicações sem orientação de um especialista. “Com relação à psiquiatria, muita gente ainda prefere tomar remédio do que lidar com o problema por meio da fala. É importante ficar atento e procurar profissionais que façam uma avaliação de forma global”, alerta Lívia Castelo Branco. O acompanhamento psicológico, por exemplo, faz com que o paciente passe a lidar melhor com os estressores que estão acontecendo atualmente e se adapte melhor a essa nova rotina.

Para começar 2021 com foco na melhoria da saúde mental, a psiquiatra orienta sobre a manutenção das melhores práticas: “a importância da atividade física, que também tem uma ação antidepressiva e ansiolítica; horários regulares de sono, alimentação saudável e a importância do lazer e socialização”. 

Redação
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