Instituição social celebra duas décadas com trajetórias transformadas através do esporte

Instituição social celebra duas décadas com trajetórias transformadas através do esporte

Katarine Monteiro
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O mês de março tem um significado especial para a instituição social De Peito Aberto, que completa 20 anos celebrando inúmeras histórias de transformação promovidas pelo esporte. Entre elas estão as trajetórias de Guilherme, Tarley e Paulo Henrique, jovens que mostram como infraestrutura adequada, aliada a um trabalho atento com a formação humana, pode se tornar um instrumento poderoso para construir uma sociedade mais justa.

A história de Guilherme Sampaio ilustra bem como esporte e educação podem mudar caminhos. Aos 12 anos, ele conta que as aulas de judô oferecidas pela De Peito Aberto em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, ajudaram a torná-lo mais resiliente. Com a prática, o garoto conseguiu superar o bullying que sofria na escola por causa do peso e fortalecer sua autoestima.

Motivado pela medalha de ouro conquistada por Beatriz Souza nos Jogos Olímpicos de 2024, Guilherme decidiu não desistir diante das primeiras dificuldades.

“Eu assisti às lutas da Bia com o meu pai pela televisão e gostei muito. Minha mãe me incentivou a fazer o judô, comecei a fazer, me encantei e quis continuar. Já pensei em desistir, mas muitas pessoas me incentivaram a continuar. Agora eu tento retribuir também”, conta.

Hoje faixa cinza, ele afirma que o judô trouxe benefícios não apenas para controlar a ansiedade, mas também para melhorar seu desempenho na escola. A mãe, Adil, também percebe mudanças importantes, principalmente na forma como o filho se comunica com colegas e familiares.

“Uma amiga me indicou a De Peito Aberto e hoje ele faz esporte a semana toda. Segunda e quarta à tarde faz judô com a DPA além de futebol e jiu-jitsu em outros locais. Ele ama esporte. Sempre foi muito tímido e ansioso, e o esporte tem o ajudado a lidar bem com as frustrações”, relata.

Outro jovem que encontrou no tatame um caminho de superação é Tarley, de 17 anos, morador de Sete Lagoas, a cerca de 70 km de Belo Horizonte. Ele conta que o judô foi essencial para enfrentar um momento muito difícil: a perda do pai, no ano passado.

“Não foi fácil. Perder o meu pai foi a coisa mais difícil que já me aconteceu. O mais difícil foi continuar a rotina como se nada tivesse acontecido. O treino virou um momento em que consigo aliviar a mente e focar em algo positivo”, afirma.

Para Tarley, o judô representa muito mais do que uma prática esportiva: é um espaço de aprendizado sobre disciplina, respeito e equilíbrio emocional.

“É um lugar onde me sinto acolhido, não só como atleta, mas como pessoa. O esporte me deu maturidade.”

Admirador de Beatriz Souza e também do jogador Cristiano Ronaldo pela determinação, ele projeta um futuro de conquistas tanto pessoais quanto profissionais.

A mãe, que também se chama Beatriz, destaca o papel da instituição nesse processo:

“A equipe é maravilhosa e o ajudou muito a superar o falecimento. Os professores e colegas foram fundamentais.”

Paulo Henrique: do anonimato ao reconhecimento no Pará

Se Guilherme e Tarley destacam a superação de dificuldades, Paulo Henrique, de 15 anos, ressalta o papel do esporte no amadurecimento e na transição da adolescência para a vida adulta. Atleta de futsal, ele se inspira em Leozinho e, no futebol de campo, tem Neymar como referência.

Foi com a De Peito Aberto que ele participou do primeiro campeonato da vida — e saiu campeão na categoria de base em 2024. A conquista trouxe mais do que medalhas: trouxe reconhecimento, responsabilidades e novas perspectivas.

“A primeira vez que disputei um campeonato foi com a De Peito Aberto. Comecei a ser reconhecido pelo pessoal na rua. O mais legal é que toda semana posso fazer um esporte diferente”, conta.

O projeto ampliou seus horizontes e fortaleceu sua disciplina dentro e fora das quadras. Para a família, as mudanças são claras.

“O projeto fez parte da vida dele durante todos esses anos. Ele ganhou responsabilidade, disciplina e se tornou uma pessoa muito especial em casa e entre os colegas”, afirma o pai, Adelson.

As trajetórias de Guilherme, Tarley e Paulo Henrique refletem centenas de outras histórias impactadas pela atuação da De Peito Aberto. Em diferentes realidades sociais, a instituição segue atuando como agente de transformação, promovendo inclusão, autoestima e oportunidades concretas por meio do esporte.

Sobre a De Peito Aberto

A De Peito Aberto (DPA) é uma organização social criada com o objetivo de contribuir para o esporte, educação, saúde e cultura para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica ao redor de todo o país. A instituição se destaca pela experiência em planejar e executar projetos em parceria com gestores públicos e privados, tendo como principal diferencial a excelência pedagógica e metodológica oferecida às pessoas impactadas pelas iniciativas.

Com 20 anos de história, a instituição idealizada por atletas e entusiastas do esporte já beneficiou mais de 65 mil crianças e adolescentes. Esporte na Cidade, Oportunidade Através do Esporte, Educar com Cultura, Educa Skate, Educa Fut e Esporte na Cidade Norte Nordeste são alguns dos projetos realizados pela instituição via Lei Federal de Incentivo ao Esporte e com o apoio de parceiros privados, entre eles Lhoist, Elo, Bayer, B3, Grupo CNH, White Martins, Livelo, D´Granel, Mercado Livre, MRN, Ferroport e Vale entre outros.

A De Peito Aberto também se destaca pelo conhecimento em projetos com verba direta. É o caso do Trilhando Caminhos, que beneficiou crianças, jovens e adultos no município de Barcarena, no Pará. A iniciativa contou com aporte da Hydro.

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