HPM-SP: Cuidado ou Humilhação aos Heróis da Polícia Militar?
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​Ao ingressar na PMESP, o jovem recebe a promessa de um hospital digno. Na prática, o complexo de 1978 no Tucuruvi virou palco de abandono que dilacera quem serve e quem busca socorro.

​O HPM sequer possui mamógrafo e não conta com ressonância magnética: policiais femininas e dependentes chegam a mutilar os seios por diagnósticos tardios, enquanto exames vitais viram peregrinações infindáveis. Das duas tomografias, uma jaz inoperante há anos; aparelhos de radiografia sucateados e quebrados obrigam ao improviso de portáteis, elevadores vivem em pane crônica e faltam insumos básicos e paramentos cirúrgicos.

​A dor interna dilacera a alma. Sob escalas exaustivas de 12 horas, a perversidade atinge o limite: retiraram os bancos das alas, impedindo que o policial da saúde se sente sequer para preencher uma ficha médica ou descansar o corpo esgotado. Até o cantinho da alimentação e café pago do próprio bolso foi retirado: hoje, para almoçar, enfrentam filas de 40 minutos no térreo ante micro-ondas queimados. Para piorar, a empatia é punida: quem acolhe com carinho um irmão de farda doente é repreendido, e doentes em desespero já ouviram voz de prisão de oficiais-médicos se a continência verbal falhar.

​A tortura começa na entrada. Catracas digitais caríssimas de reconhecimento facial forçam veteranos com sequelas de AVC a contorções vexatórias na frente de todos. O descaso cobra almas: um veterano tirou a própria vida no estacionamento do hospital. E como fica quem mora a centenas de quilômetros do interior, sem conseguir acesso à capital?
​Não calaremos diante de milhões consumidos mensalmente sem humanidade. Acionarei a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da ALESP, Deputada Márcia Lia, e a Corregedoria das Polícias, com o Dr. Mauro Casali, para exigirem explicações e fiscalizarem in loco esse complexo. Policiais, servidores e veteranos merecem respeito e dignidade.

Sobre a Autora: Eu, Sandra Campos, perdi meu filho de 24 anos para o suicídio. Transformei a dor em propósito e hoje sou ativista pela vida no projeto “Não te julgo, te ajudo!”, oferecendo acolhimento e escuta amiga. Não passe por esse peso sozinho. WhatsApp: (11) 94813-7799 | Instagram: @sandracamposa_

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