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Estilo e Vida

“Fiquei anos sem chorar”, conta Projota

O artista participou de uma roda de conversa sobre luto na 2ª Semana da Saúde Mental VivaBem, do UOL

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"Fiquei anos sem chorar", conta Projota

Viver adequadamente o processo de luto permite que o enlutado reúna forças para seguir em frente. Por isso, é importante enfrentá-lo, sem negação, e é necessário respeitar os próprios sentimentos —ou os de alguém próximo que esteja passando por isso.

Esse foi o tema de um dos painéis da 2ª Semana da Saúde Mental VivaBem, a plataforma de saúde e bem-estar do UOL. Durante a conversa,  o cantor e compositor Projota contou que, após a morte da mãe, quando ele ainda era criança, não se permitiu chorar por muitos anos.

Projota conta que sofreu sozinho por diversos momentos. “Queria ter alguém para trocar aquela informação, ter diálogo. Mas pensei: ‘vou sofrer sozinho’, e com 8 anos de idade segurei aquele B.O”.

Para ajudá-lo no processo, o cantor relata que encontrou refúgio na música. “Depois comecei a colocar essas experiências todas em músicas. É algo recorrente, quase em todas as minhas músicas falo sobre isso. Para mim, é uma forma extremamente terapêutica, quase como escrever um diário sobre esse assunto. Cada vez eu enxergo uma nova perspectiva. A saudade e a dor amadurecem, não acabam, mas vão se transformando em algo diferente do que é.”

A conversa foi mediada por Cynthia Almeida, jornalista e fundadora do site “Vamos falar sobre o luto?” e teve a participação da psicóloga e coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre Luto da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Maria Helena Franco.

Para a psicóloga, a dor do luto deve ser vivida, respeitando as oscilações de humor e os próprios sentimentos. “O luto é um processo natural quando a gente vive uma perda, e o natural dele é que exista dor. Fingir que não, não é o natural”.

O evento

A 2ª Semana da Saúde Mental VivaBem tem como objetivo estimular que as pessoas falem abertamente sobre transtornos mentais –o primeiro passo para tratar esses problemas e trilhar o caminho do equilíbrio. Ela começou no último dia 14 de outubro, com um evento ao vivo, que debateu em 5 painéis temas como o impacto da pandemia na saúde mental do brasileiro, luto, depressão, ansiedade, saúde mental dos jovens e como o preconceito aumenta o risco de transtornos.

O evento está disponível na íntegra no canal do UOL no YouTube, teve apresentação de Mariana Ferrão e patrocínio de Libbs Farmacêutica.

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