Um dos maiores jogadores da história
do futebol brasileiro, Jairzinho foi o convidado da última segunda-feira (08)
do Charla Podcast, programa que conta com o patrocínio da Melitta. Com
apresentação dos jornalistas Bruno Cantarelli e Beto Júnior, o entrevistado
comentou sobre a seleção do tri (70) e da honra de ter atuado ao lado de Pelé e
Garrincha.
Cria do Botafogo, o furacão da Copa
de 1970 comentou sobre a contribuição do clube para o futebol nacional e fez
questão de classificar a equipe como premiada: “O Botafogo é um clube premiado,
porque conseguiu dar sustentação para várias gerações de seleções. É o clube
que transformou o Brasil no país do futebol”, disse o craque.
Apaixonado pela equipe de General
Severiano, Jairzinho destacou que no clube teve o prazer de contar com grandes
professores e ídolos. “Garrincha e Nilton Santos foram os meus professores e
escadas no futebol. Nilton era a enciclopédia, Mané a alegria do povo e o
Zagallo nosso mestre. Aprendi demais com essa galera”.
Durante o papo, o craque da Copa de
1970 também fez questão de rasgar elogios ao seu maior ídolo no esporte, Mané
Garrincha: “Com todo respeito ao Rei Pelé, mas o Garrincha era meu grande
ídolo. O que ele fazia com a bola, eu queria jogar e driblar igual. Ele era
completo, como um carro de fórmula 1, quando colocava a marcha ali ninguém
pegava. Eu falo sempre, em todas as listas de maiores da história, ele precisa
aparecer”, ressaltou o convidado, que também comentou sobre a sorte de ter
jogado ao lado dele e Pelé.
“Eu sou feliz, porque joguei com os
dois. Quer que eu diga o que? Ali era difícil saber quem era o melhor. Quem
fazia o torcedor vibrar, Pelé ou Garrincha? Foi o maior prazer da minha
carreira ter dividido o campo com eles”, concluiu o Furacão.
Quando o assunto foi a poderosa
seleção de 1970, o ex-jogador disse que diversos conceitos táticos utilizados
atualmente já eram executados naquele time, e que isso era graças a leitura de
jogo de Zagallo: “Muita coisa que tem hoje já era executado naquele time. Falso
nove, falso ponta e os caras nem sabiam quem marcar. O Zagallo fazia uma
leitura antecedendo cada partida e geral do jogo”, explicou o craque.
Jairzinho também lembrou do gol de Carlos
Alberto Torres na final, que foi considerado um dos mais bonitos da Copa: “Eu
lembro que treinamos muito aquela jogada, porque fazíamos uma leitura de todos
os jogos e adversários, e naquele jogo percebemos que não marcavam o Carlos
Alberto. Ele só avançou quando o jogo estava decidido, porque foi muito
disciplinado e fez aquele golaço. Além disso, quando vamos ter um meio campo
igual aquele de 70?”.
Parceiro de campo e comandado por ele
em duas Copas, Jairzinho também fez questão de defender Zagallo. “Zagallo é o
cara menos reconhecido pelo pessoal, ninguém dá moral e fica dando porrada
nele. Ele é o único técnico que colocou cinco camisas 10 para jogar juntos”,
finalizou.