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Como fazer um planejamento pessoal financeiro para 2025

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Como fazer um planejamento pessoal financeiro para 2025
Com um planejamento pessoal financeiro adequado é possível transformar os sonhos em realidade

Por Daniel Venancio

De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira do Planejamento Financeiro (Planejar), 70,4% dos brasileiros do Sudeste realizam planejamento pessoal financeiro. Esse recorte de mercado aponta para uma maturidade no controle dos gastos que precisa ser incentivada, para que o consumidor evolua na organização das contas para a realização de sonhos.

Nesse sentido, considerando a proximidade do fim do ano e o desejo de traçar novas metas para 2025, esse é o momento ideal para revisitar o planejamento pessoal financeiro, realizar os ajustes cruciais e definir quais serão os investimentos mais adequados para o próximo ano.

Reorganizando o planejamento pessoal

Seja para quem nunca teve o hábito de estruturar as finanças ou para quem precisa reconsiderar os planos, o primeiro passo é ter a garantia do controle absoluto das despesas. A tecnologia pode ser uma aliada, uma vez que o mercado conta com aplicativos que ajudam no controle das finanças e dão visibilidade sobre as concentrações de gastos em produtos e serviços, inclusive trazendo comparativos para cada tipo de gasto, de acordo com a remuneração, e indicação de quais despesas precisam de atenção.

Além disso, a construção do planejamento pessoal financeiro precisa não apenas considerar as necessidades e realidades do atual momento da vida, mas principalmente a programação de eventos futuros. Isso porque, quanto mais tempo se tem para planejar, maior organização, previsibilidade e segurança para melhores tomada de decisão. Para tanto, a criação de um orçamento detalhado, com objetivos específicos, se torna indispensável.

Uma vez controladas as despesas, com a ciência do alinhamento junto à remuneração atual e a clareza da necessidade de pensar no presente e no futuro, o próximo passo é estabelecer uma meta mínima de investimento mensal. Com essa disciplina, é possível aumentar o patrimônio de maneira consistente e organizada.

Dívida X Investimento

Essa visibilidade da saúde financeira é importante, pois pode sinalizar quando as contas estiverem no vermelho. Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa da Pagou Fácil, o Brasil conta com 72 milhões de pessoas inadimplentes. Além disso, entre janeiro e agosto de 2024, houve um aumento de 2,13% no nível de endividamento do País, em comparação a igual período do ano anterior, sendo que o cartão de crédito e os financiamentos estão entre as principais dívidas.

No entanto, para aprofundar nesse assunto, é imprescindível desmistificar a diferença entre dívida e investimento. Ocorre que as dívidas são tudo aquilo que atende às necessidades atuais, mas não gera patrimônio ou receita. O investimento, por outro lado, não gera uma dívida, mas sim renda ou retorno.

O que impulsiona as dívidas é geralmente o imediatismo, como mostra uma pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, que aponta que 46,6% dos consumidores possuem um grau médio de impulsividade.

O problema de agir por impulso, sem avaliar aquilo o que é realmente necessário, é entrar no ciclo “receber para pagar”, o que desmotiva a construção de grandes sonhos. Pensando em bens móveis, o prazer de ter um veículo agora implica no pagamento de altos juros para as financeiras, por exemplo. Para virar esse jogo, o recomendado é estabelecer o ciclo “receber para investir”.

Embora muitas pessoas tenham receio de investir, com a imagem de que estarão entrando em mais dívida, a grande verdade é que investir significa se libertar da prisão das dívidas. Isso porque, ao direcionar uma parte da renda para investimentos, aumentam as oportunidades de crescimento do patrimônio e da construção de uma reserva financeira.

Dicas para poupar e investir

De acordo com a 7ª edição do Raio X do Investidor, a caderneta de poupança continua sendo o principal investimento do brasileiro, representada por 68% da população investidora. No entanto, essa modalidade é uma das que menos entrega rendimento para o investidor e, consequentemente, posterga o tempo de construção do patrimônio.

Já o consórcio, por outro lado, vem se mostrando uma excelente ferramenta de investimento de baixo custo, pois oferece opções que aceleram a aquisição do patrimônio, por meio de sorteios e lances. Outra vantagem, é que no consórcio não existem juros, apenas uma taxa de administração, o que o torna uma excelente oportunidade para poupar de maneira programada, por meio de parcelas acessíveis.

Em suma, um planejamento pessoal financeiro coerente e alcançável é aquele que busca reconhecer o momento atual e estabelecer onde se pretende chegar. Com isso definido, aliado ao acompanhamento do mercado, bem como dos investimentos disponíveis e indicadores econômicos, é possível traçar um plano consistente, capaz de tornar os sonhos em realidade.

Daniel Venancio é Diretor Estratégico na Âncora Consórcios, uma das 15 maiores administradoras independentes de consórcios do Brasil.

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