Viúva de Rogério Menezes expõe disputa por herança e acusações de traição
Foto: Divulgação

A morte do leiloeiro Rogério Menezes Nunes, em 22 de outubro de 2026, abriu uma disputa familiar que envolve patrimônio, negócios e acusações de infidelidade. No centro da controvérsia está Elaine Menezes, viúva do empresário, que decidiu tornar públicos os questionamentos sobre a relação de Rogério com Juliana de Andrade Souza e o destino dos bens acumulados ao longo de quase quatro décadas de atuação no mercado de leilões.

Em declarações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, em 27 de outubro, a viúva afirmou ter descoberto um suposto relacionamento extraconjugal entre Rogério e Juliana. Elaine também questionou uma cerimônia envolvendo os dois, cujo custo estima em R$ 800 mil. A viúva quer esclarecer a origem dos recursos utilizados na celebração e a situação matrimonial do empresário à época. O valor mencionado e as circunstâncias financeiras do evento, porém, não foram comprovados por documentos apresentados no material.

A disputa também alcançou o velório. Segundo Elaine, conflitos envolvendo Juliana dificultaram sua despedida do empresário. A viúva afirma que optou por não comparecer à cerimônia para evitar novos confrontos. Outro ponto levantado por ela é uma petição protocolada no dia da morte de Rogério, às 17h48, em uma ação de interdição e curatela que tramita na 2ª Vara de Família da Regional de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A coincidência de datas despertou questionamentos da viúva, mas não constitui, isoladamente, indício de irregularidade.

O patrimônio e a continuidade dos negócios representam outra frente do conflito. Rogério atuava como leiloeiro público oficial desde 1989, com operações envolvendo veículos, imóveis e outros bens. Elaine, que afirma ter participado da construção e da administração dessas atividades, cobra esclarecimentos sobre contratos, comissões e anúncios de leilões que permaneceram disponíveis após a morte do empresário. A viúva também questiona possíveis vínculos comerciais entre Juliana e uma empresa identificada como Plural, cuja estrutura societária e relação com os negócios de Rogério ainda precisam ser verificadas.

A preocupação de Elaine se estende aos cinco filhos do empresário e à mãe dele, Dirce Menezes, de 86 anos. A viúva pretende esclarecer a situação dos ativos e preservar os direitos familiares. Embora se apresente como viúva e reivindique reconhecimento por sua trajetória ao lado de Rogério, a condição jurídica do vínculo conjugal e os eventuais direitos patrimoniais dependem da análise dos registros e dos processos relacionados ao casamento e ao divórcio.

Até o momento, o material apresentado reúne principalmente as declarações de Elaine. Não há manifestação de Juliana sobre as acusações nem documentação suficiente para confirmar supostas irregularidades na administração dos bens. Para a viúva, a disputa não envolve apenas dinheiro, mas também o reconhecimento de sua participação na história pessoal e profissional do leiloeiro. A definição sobre patrimônio, sucessão e responsabilidades dependerá das provas e das decisões judiciais cabíveis.

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