Montes Claros (MG), 24/10/2026 - A vereadora do PT de Montes Claros, em Minas Gerais, Iara Pimentel ficou gravemente ferida após sofrer um ataque de bolsonaristas na noite deste sábado (24), quando participava de uma carreata em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). caiu desmaiada após o ataque de bolsonaristas com pedras e garrafas. Reprodução: X/Cláudio Castro
© X/Cláudio Castro

A disputa acirrada deste segundo turno tem sido acompanhada por episódios de violência política contra candidatos, militantes, agentes públicos e cidadãos. 

Em Montes Claros (MG), a foi atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de ontem e teve de deixar o local em uma ambulância do Samu. Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos.vereadora Iara Pimentel (PT)

A vereadora afirmou que a agressão é incompatível com a democracia, defendeu a liberdade de manifestação política e cobrou “investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos”. Também afirmou que a violência política não pode ser naturalizada e que nenhuma divergência justifica agressões.

“Pensar diferente é um direito. A violência política é uma ameaça à democracia. Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco”, argumentou.

O episódio de Montes Claros foi citado também pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que classificou a agressão sofrida por Iara Pimentel como “inadmissível”. Ela afirmou que “a democracia não combina com pedras, ameaças e agressões” e manifestou solidariedade à vereadora e às demais pessoas feridas, .defendendo a responsabilização dos autores

A parlamentar já havia denunciado ser alvo de violência política, a ponto de ter de desativar sua conta no X após .sucessivas ameaças de morte e estupro

Ana Elisa afirmou que recebia ataques "a cada dois minutos", declarou estar "totalmente vulnerável" e informou ter levado o caso à Polícia Civil de Minas Gerais. As mensagens continham conteúdos racistas, misóginos e de violência sexual.

Diante das ameaças sofridas, a .deputada eleita foi incluída no Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais

Após votar em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou episódios de violência registrados durante a campanha e defendeu a convivência democrática entre pessoas com opiniões políticas, religiosas e visões de mundo diferentes.

O presidente afirmou que divergências políticas não podem resultar em agressões. “A coisa mais sagrada na democracia é a convivência democrática na diversidade”, disse o presidente, citando o caso da vereadora mineira.

“Os vizinhos não precisam torcer para o mesmo time, mas não precisam brigar. Os vizinhos não precisam ter o mesmo candidato, mas também não precisam brigar. Não precisam gostar da mesma religião, mas também não precisam brigar. Se cada um aprender a respeitar o direito dos outros, a fé dos outros, o time dos outros e o partido dos outros, a gente exerce a democracia na sua plenitude”, acrescentou.

Ameaças a servidores da Justiça Eleitoral

Há também relatos de ameaças contra servidores da Justiça Eleitoral. A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) divulgou nota de repúdio às intimidações que vêm sendo feitas desde o primeiro turno das eleições. Diante da situação, tem cobrado a responsabilização dos envolvidos.

A União Brasileira de Mulheres do Distrito Federal (UBM-DF) denunciou, na véspera do segundo turno, agressão contra sua presidenta, Maria das Neves Filha, e contra a presidenta da Mocidade do Gama, Edilamar Melo.

O em frente ao CEMI-Gama e foi registrado em vídeo. Segundo a entidade, o homem identificado é policial militar aposentado e teria arremessado uma mesa e derrubado materiais da atividade.caso ocorreu durante uma atividade de panfletagem

A UBM-DF informou ter registrado boletim de ocorrência, anunciado medidas judiciais e divulgado vídeo do episódio. Na nota, a entidade afirma que “não podemos naturalizar a barbárie e a violência contra mulheres” e caracteriza o caso como violência política de gênero.

Com informações do site: Agência Brasil.

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