O Carnaval costuma reunir situações que aumentam a vulnerabilidade dos celulares, como deslocamentos frequentes, grande concentração de pessoas e uso intensivo do aparelho ao longo do dia e da noite. Nesse contexto, o smartphone acaba ficando mais exposto a perdas, furtos, roubos e danos, justamente em um momento em que ele concentra múltiplas funções do cotidiano.
Informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo indicam que os dias de folia concentram um volume elevado de registros envolvendo furto e roubo de celulares no estado, dinâmica observada também em outras grandes capitais do país. Além do prejuízo material, esse tipo de ocorrência pode comprometer o acesso a dados pessoais, profissionais e financeiros armazenados no dispositivo, ampliando os transtornos para o usuário.
“O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação. Ele concentra dados sensíveis e acesso a serviços digitais que fazem parte da rotina das pessoas, o que exige cuidados adicionais em momentos de maior exposição, como grandes eventos”, afirma Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich Seguros.
Com a evolução da tecnologia e o uso cada vez mais frequente de aplicativos bancários, pagamentos por aproximação, serviços de transporte e autenticação digital, a atenção com a segurança do celular se tornou ainda mais relevante. Pequenas ações preventivas podem reduzir riscos e evitar dores de cabeça durante a folia.
Segurança digital e comportamento fazem diferença
Antes de sair para blocos ou festas, a recomendação é reforçar a segurança digital do aparelho, com uso de senhas fortes, biometria e autenticação em duas etapas nos principais aplicativos. Também é indicado revisar permissões, reduzir limites de pagamento por aproximação e desativar conexões como Bluetooth e NFC quando não estiverem em uso, principalmente em ambientes com grande circulação de pessoas.
Ativar recursos de rastreamento e bloqueio remoto é outra medida importante. Essas ferramentas permitem agir com mais rapidez caso o celular seja perdido ou roubado. Manter anotados, em local seguro, dados como marca, modelo e número de identificação do aparelho também facilita registros oficiais e procedimentos de bloqueio.
“O planejamento antes de sair de casa ajuda a reduzir riscos. Ajustes simples no aparelho e mais atenção ao ambiente já fazem diferença em períodos de maior movimentação, como o Carnaval”, destaca Carlos Eduardo.
Atenção redobrada durante a folia
Durante os dias de festa, a orientação é evitar o uso prolongado do celular em meio à multidão. Sempre que possível, é recomendável procurar locais mais tranquilos para acessar aplicativos ou realizar pagamentos. O cuidado com a forma de transportar o aparelho também é fundamental, já que bolsos externos, mochilas abertas e o bolso de trás da roupa aumentam a vulnerabilidade a furtos.
Além disso, acidentes são comuns nessas ocasiões. Quedas, contato com líquidos, areia ou exposição excessiva ao calor podem causar danos ao celular. O uso de capas e películas protetoras ajuda a minimizar prejuízos em situações inesperadas.
Caso o celular seja perdido ou roubado, a orientação é agir rapidamente, bloqueando o aparelho, entrando em contato com a operadora e com as instituições financeiras utilizadas e registrando um boletim de ocorrência. O Governo Federal também disponibiliza o aplicativo Celular Seguro, que permite o bloqueio remoto de informações pessoais e bancárias, mediante cadastro prévio na plataforma gov.br. Nesse cenário, o seguro celular ganha relevância como uma ferramenta de proteção adicional, ajudando a reduzir impactos e trazer mais previsibilidade ao consumidor diante de imprevistos.
“Mesmo com cuidados, imprevistos podem acontecer. Ter um plano de ação definido para essas situações, saber quais medidas adotar e contar com mecanismos de proteção faz diferença para reduzir transtornos e lidar com a situação de forma mais organizada, permitindo uma retomada mais rápida da normalidade”, conclui o executivo da Zurich Seguros.
