Último final de semana para acompanhar a programação online do 'Assim Vivemos'

Onze produções, entre curtas, médias e longas-metragens, e quatro debates online: “O artista e a força do pensamento”, “Educação Inclusiva”, “Parceria colaborativa e “Em busca de uma voz”)” ainda podem ser assistidos pelo site do 10º Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência.  A edição paulistana se encerra na segunda-feira, 20, celebrando a qualidade e diversidade dos filmes apresentados,

depois do evento passar pelas sedes do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília e Rio de Janeiro em formato híbrido pela primeira vez.

Entre as obras que podem ser vistas até o final do festival, estão: “Incapazes?”, “Deus ama Porkhov”, “Seremos ouvidas”, “Silenciadas: em busca de uma voz”, “Uma parte de mim”, “Minha amiga do sanatório”, “E elas eram colegas de quarto”, “O artista e força do pensamento”, “Não me esqueci de você”, “Eu sou Irina” e “Imbatível Bunina”.

“Estamos em festa em o resultado da 10ª Edição do Assim Vivemos, que mesmo neste momento de incertezas por conta da pandemia, aconteceu de forma plena e linda. Tivemos público presencial, sessões em instituições com a presença de artistas parceiros e encontros incríveis. Unimos o presencial com segurança ao online, permitindo assim que pessoas de todas as partes do Brasil pudessem acessar conteúdos e participar. Nossos debates aprofundaram questões prementes contribuindo para a reflexão. Parte da programação e debates segue no nosso site por mais alguns dias e por isso convido a todos para acessarem este conteúdo único,” comemora Graciela Pozzobon, diretora do festival.

Os encontros desta edição – todos mediados pela idealizadora Lara Pozzobon – tiveram interpretação em Libras e contaram com a presença de profissionais ativos nas suas áreas de atuação, sempre com prioridade para a participação de pessoas com deficiência. Aconteceram gratuitamente e foram disponibilizados na plataforma do evento, assim como o catálogo digital do festival, com informações, sinopses dos filmes e programação completa. E, além da interpretação em LIBRAS, todos os filmes contaram com recursos de acessibilidade como a audiodescrição e as legendas LSE (para surdos e ensurdecidos).

Com direção geral de Graciela Pozzobon, realização do Centro Cultural do Banco do Brasil, patrocínio do Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura, e produção da Cinema Falado Produções, o festival anuncia as produções premiadas com o troféu criado pela artista cega Virginia Vendramini. Os membros do júri são pessoas com deficiência, artistas e profissionais ligados ao tema e, em cada edição, o júri cria novas categorias de prêmios, a fim de destacar as qualidades específicas dos filmes premiados.

Além das premiações, listadas abaixo, o festival contou também com cinco menções do júri. São elas: Qualidade artística (para Marcos Abranches, retratado no filme “O artista e a força do pensamento), Destaque das políticas públicas (para o filme brasileiro “Não me esqueci de você”, de Rene Lopez), Legado pós-pandemia (para o filme inglês “Minha amiga do sanatório”, direção de Zlata Onufrieva), Protagonismo (“Fale conosco”, produção brasileira de Fábio Costa Prado) e Emocionante regaste através da direção (para o canadense “Mulheres surdas me contaram”, de Marie-Andree Boivin).

Filmes Premiados e Menções do Juri

 

PRÊMIO TRAJETÓRIA

“O artista e a força do pensamento”

Dir. Elder Fraga | Brasil | 94′ | 2021

 

PRÊMIO MOVIMENTO E EQUILÍBRIO

“Sete Léguas”

Dir. Jon Ander Santamaría, Marcia Castillo | Espanha | 65′ | 2019

 

PRÊMIO HUMOR INUSITADO

“Volta”

Dir. Johanis Lyons-Reid, Lorcan Hopper | Austrália | 19′ | 2019

 

PRÊMIO FORÇA FEMININA

“Imbatível Bunina”

Dir. Alexander Zinenko | Rússia | 52′ | 2019

 

PRÊMIO ENFRENTAMENTO

“Seremos ouvidas”

Dir. Larissa Nepomuceno | Brasil | 13′ | 2020

 

PRÊMIO DO PÚBLICO

“Fale Conosco”

Dir. Fabio Costa Prado | Brasil | 30′ | 2021

 

 

Menções do Juri:

 

MENÇÃO PELA QUALIDADE ARTÍSTICA

Marcos Abranches

Retratado no filme “O artista e a força do pensamento”

 

MENÇÃO PELO DESTAQUE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

“Não me esqueci de você”

Dir. Rene Lopez | Brasil | 81′ | 2018

 

MENÇÃO PELO LEGADO PÓS-PANDEMIA

“Minha amiga do sanatório”

Dir. Zlata Onufrieva | Reino Unido | 40′ | 2021

 

MENÇÃO PELO PROTAGONISMO

“Fale conosco”

Dir. Fabio Costa Prado | Brasil | 30′ | 2021

 

MENÇÃO PELO EMOCIONANTE RESGATE ATRAVÉS DA DIREÇÃO

“Mulheres surdas me contaram”

Dir. Marie-Andree Boivin | Canadá | 56′ | 2015

 

Jurados:

Izabel de Loureiro Maior

Ativista do movimento social das pessoas com deficiência desde 1977, atualmente membro do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro e titular da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação. Médica fisiatra, mestre em Medicina pela UFRJ e especialista em Bioética pela UnB. Professora da Faculdade de Medicina da UFRJ, aposentada e ex-secretária nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência/SDH, Presidência da República. Dedica-se à promoção, divulgação e defesa dos direitos humanos.

Lucília Machado

Mestra em Diversidade e Inclusão, jornalista, pessoa com deficiência, graduada em Comunicação Social e membro da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão – UFF Acessível. Consultora especializada na questão da pessoa com deficiência, inclusão e acessibilidade. Diretora da Acessar, Comunicação, Diversidade e Inclusão, podcaster–produtora e apresentadora do Podcast “Acessando Lucília” e palestrante.

Rafael Primot

Ator, diretor e roteirista, vem desenvolvendo uma constante e sólida carreira como realizador, sendo apontado pelo Estado de S.Paulo (Caderno 2/Ubiratan Brasil) como “criador incansável, um dos artistas mais promissores e atuantes de sua geração”, tendo como foco de seus trabalhos e estudos em especial as relações humanas contemporâneas e o universo feminino.

Os filmes até 20/12

Incapazes? – Incapable. Dir. Georgy Porotov, Maxim Yakubson. Rússia | 22′ | 2021

Documentário sobre pessoas que foram declaradas incapacitadas pelo Estado, por assistentes sociais e por parentes mais próximos, provavelmente por terem sido pacientes de hospitais psiquiátricos. Sim, essas pessoas têm grandes limitações em suas habilidades: algumas não podem andar, ou falar, ou escrever. Muitas delas foram abandonadas pelos pais – e, na verdade, pela sociedade. Mas essas pessoas ditas “incapacitadas” não se consideram como tal e demonstram que não o são através de suas ações.

Deus ama Porkhov – God loves Porkhov. Dir. Marina Zabelina. Rússia | 30′ | 2019

As crianças com deficiência da cidade russa de Porkhov que são ajudadas pela famosa escritora e dramaturga Lyudmila Petrushevskaya não tinham direito a um futuro. Depois de saírem do orfanato, todas, sem exceção, seriam internadas em um hospital psiquiátrico para adultos – verdadeiros campos de concentração modernos. A instituição de caridade Rostok ajuda órfãos com deficiência intelectual a ganhar liberdade e ter uma família. Eles aprendem a viver não atrás de uma cerca, mas como você e eu. A vida em Porkhov pode ser monótona, como o fluxo do rio Shelon. Mas Rostok dá esperança para aqueles que nunca a tiveram.

Seremos ouvidas. Dir. Larissa Nepomuceno. Brasil | 13′ | 2020

Como existir em uma estrutura sexista e ouvinte? Gabriela, Celma e Klicia, três mulheres surdas com realidades diferentes, compartilham suas lutas e trajetórias no movimento feminista surdo.

Silenciadas: em busca de uma voz. Dir. Flávia Pieretti Cardoso. Brasil | 34′ | 2020

O Documentário “Silenciadas: em busca de uma voz” tem por objetivo principal ‘dar voz’ às mulheres com deficiência, oportunizando a expressão de suas vivências, de seus sentimentos, de suas “memórias” sobre a temática da violência de gênero, bem como, mostrar como se tornaram protagonistas de suas vidas apesar dos episódios relatados.

 

Uma parte de mim. Dir. Sara Paoliello. Brasil | 30′ | 2021

“Uma Parte de Mim” é um curta-metragem documental realizado pela diretora Sara Paoliello como projeto de conclusão do curso de Cinema e Audiovisual. Apresenta relatos de pessoas com diferentes deficiências (incluindo a diretora), que refletem sobre sua vida e sexualidade.

Minha amiga do sanatório – My Friend From a Care Home. Dir. Zlata Onufrieva. Reino Unido | 40′ | 2021

Nina tem 28 anos e passou a maior parte da vida internada em orfanatos, mas, devido à pandemia, viver em um orfanato passa a não ser seguro. Diante disso, Arina, uma jovem assistente social de Moscou, convida Nina para morarem temporariamente juntas. Quando as restrições finalmente são suspensas, Nina deveria retornar para o asilo. No entanto, depois de atravessarem o lockdown juntas, as jovens ficam muito próximas e decidem que é hora de tirar Nina do sistema institucional para sempre, o que leva Arina a ter que tomar a decisão mais difícil de sua vida.

E elas eram colegas de quarto – And They Were Roommates: navigating inclusive mentorship in higher education. Dir. Kylie Walter. EUA | 38′ | 2020

“And They Were Roommates” se concentra em duas colegas de quarto na faculdade: Kylie (uma estudante do primeiro ano de Educação) e Olivia (uma caloura não matriculada que estuda Artes e que se identifica como uma pessoa com deficiência). Novatas em suas funções no Programa Residencial Universidade Inclusiva (InclusiveU) da Universidade de Syracuse, elas descobrem que a tutoria inclusiva de colegas e a amizade no meio universitário vêm acompanhadas de um conjunto de desafios, sucessos e emoções. Ao longo do ano letivo, elas expõem em seus vlogs a realidade da mentoria inclusiva no ponto de vista dos estudantes. Entrevistas com onze colegas, que vivenciam tanto o papel de pupilo quanto o de mentor, adicionam variadas perspectivas à história do processo de inclusão na universidade.

O artista e a força do pensamento. Dir. Elder Fraga. Brasil | 94′ | 2021

O artista e a força do pensamento, reflete a relação entre equilíbrio e desequilíbrio dentro da parcialidade de movimento do dançarino Marcos Abranches. Ele oscila o corpo para despertar do vazio e isolamento causado pelo desequilíbrio. A falta de estética do movimento é sentida pelo abandono e pela rejeição, entendendo que o alívio está no amparo do amor. Investigando movimento do corpo um mundo sem angústia, sem dores, sem desespero. Busca a vida. Encontra na dança o equilíbrio do corpo e o belo da alma.

Não me esqueci de você. Dir. Rene Lopez. Brasil | 81′ | 2018

“Não me esqueci de você” é um documentário longa-metragem sobre educação inclusiva, que ouve diferentes vozes do processo educacional – pais de alunos, professores da rede pública e especialistas na área – e busca sensibilizar sobre a responsabilidade social e política da inclusão de alunos com deficiência na educação básica.

 

Eu sou Irina – I’m Irina. Dir. Tatyana Rotar. Rússia | 9′ | 2019

Irina é uma mulher que perdeu a visão e a audição em um acidente. Depois disso, houve um período de profunda depressão em sua vida, desespero e falta de vontade de viver. Mas quando ela conheceu uma pessoa que a levou ao mundo do teatro, Irina encontrou uma segunda chance.

Imbatível Bunina – Unbeatable. Dir. Alexander Zinenko. Rússia | 52′ | 2019

Olga Bunina, a atleta retratada neste filme, tem uma força espiritual impressionante. Já foi treze vezes campeã mundial de Queda de Braço, competindo como atleta com distúrbios musculoesqueléticos e é tida como a mulher mais forte do planeta. Durante as lutas, ela faz um rugido especial para amedrontar o oponente. Apesar dessa imagem, a delicadeza é sua característica mais marcante. Olga cria quatro filhos (três deles são adotados) e trabalha como instrutora esportiva. Seus alunos, pessoas com deficiência, acertadamente consideram Olga sua segunda mãe.

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