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Saúde

Semana do cérebro: de 15 à 22 de março com o tema

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Semana do cérebro: de 15 à 22 de março com o tema

A rede Supera – Ginástica para o cérebro realiza, de 15 à 22 de março de 2021, mais uma edição da Semana Mundial do Cérebro, neste ano com o tema: “Saúde do cérebro e as sequelas da Covid-19”.

Na corrida para entender o novo coronavírus e suas consequências para os seres humanos, cientistas de todo o mundo caminham cada vez mais para uma comprovação: o vírus pode afetar regiões importantes do cérebro e a reserva cognitiva dos pacientes acometidos pela doença pode ser decisiva nesta resposta.

Com a pandemia ainda em andamento, o alerta dos médicos e cientistas vem principalmente da observação diária de manifestações neurológicas em pacientes, sobretudo dos acometidos por formas graves da doença, que vão desde comprometimentos motores, respiratórios, e, mais recentemente, comprometimentos neurológicos que, em alguns casos, perduram mesmo após o período ápice da doença.

A Covid-19 no cérebro – Segundo o neuro intensivista Marco Paulo Nanci – que atua em Taubaté (SP) e em São Paulo (SP), as percepções das consequências do vírus no cérebro são recentes, porém já apontam para possíveis lesões no sistema nervoso. Os casos de pacientes graves que vão para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) incluem delírios, confusão e alteração comportamental, rebaixamento do nível de consciência, dificuldade para interagir com o meio e com as pessoas, ausência de processamento cerebral adequado entre outras manifestações que sinalizam lesões no sistema nervoso, segundo o médico. “O vírus parece ter uma predileção por determinadas áreas do cérebro que são as áreas da região basal, provavelmente pela forma de entrada dele no corpo, pela região bulbofatório e com isso vai afetando algumas regiões na base do cérebro que é a região do hipocampo, onde é feito o processamento primário da memória, e por isso que estamos tendo essas manifestações iniciais da doença no cérebro”, disse.

Semana do cérebro – Em parceria com a Dana Foundation, o Supera realiza todos os anos uma mobilização nacional com o objetivo de conscientizar para a importância da estimulação cognitiva ao longo da vida.  “A Dana Foundation é uma instituição americana muito respeitada internacionalmente e dedicada a neurociência. Esta campanha, que mobiliza empresas e organizações do mundo todo tem como objetivo despertar a consciência pública para evolução e a importância das pesquisas sobre o cérebro”, pontuou o presidente do Supera, Antônio Carlos Perpétuo.

A Brain Awareness Week (Semana Mundial do Cérebro) começou em 1996 envolvendo 160 organizações nos Estados Unidos com diferentes interesses acadêmicos, governamentais e organizações profissionais em torno de pesquisas que envolvem o cérebro e a esperança tratamento de doenças e distúrbios cerebrais e mais qualidade de vida em todas as idades.

Como a reserva cognitiva ajuda na resposta à Covid-19

Criar reserva cognitiva é fazer com que as conexões entre os neurônios sejam cada vez maiores, aproveitando assim o potencial de funcionamento do sistema nervoso, para gerar ao longo da vida uma reserva cognitiva. Isso vale não apenas para o novo coronavírus, mas também para casos demenciais: uma vez acometido por doenças mais graves, o paciente que tem uma reserva cognitiva maior responde melhor as tentativas de recuperação de forma geral.

“Nos quadros demenciais o paciente que tem mais reserva, mais bagagem por estímulos realizados ao longo da vida, terá menor manifestação e menos propensão a desenvolver a doença. O que muito provavelmente acontece com o coronavírus é a mesma coisa: a pessoa que tem um maior desenvolvimento da parte intelectual, a pessoa que deixou o cérebro mais preparado, o cérebro está mais treinado, vai provavelmente ter menos comprometimento cognitivo em caso de uma possível infecção pelo coronavírus no sistema nervoso”, avaliou o neuro intensivista Marco Paulo Nanci.

A aquisição da reserva cognitiva pode ser comparada ainda a uma poupança, um estímulo que deve ser feito ao longo de toda a vida, mas sobretudo na idade adulta. “Todo esforço para manter o cérebro ativo e funcionando em estado de excelência proporciona conexões entre os neurônios e, em caso de lesão no sistema nervoso ele estará preparado para refazer rapidamente as conexões que foram perdidas, mas volto a dizer: esse preparo do cérebro vai funcionar para levar a um melhor enfrentamento por parte do cérebro, não só no caso de infecção por corona vírus, mas, também em quadros demenciais”, explicou o especialista.

De forma geral, segundo o médico Marco Paulo Nanci, as manifestações neurológicas têm acometido com maior frequência pessoas com mais idade, que já se encontram em um processo de envelhecimento do cérebro. O fato de muitos desses pacientes não terem reserva cognitiva quando são acometidos pelo corona vírus, segundo o médico, é um fator determinante para que a doença encontre espaço para agravar o quadro clínico destes pacientes  “Se em caso de doença o paciente não tiver reserva cognitiva o suficiente para enfrentar aquele momento, a tendência é que os efeitos e as manifestações clínicas do Covid sejam mais intensas, então, quanto maior é a reserva cognitiva do indivíduo, menor serão as manifestações clinicas e um possível comprometimento do sistema nervoso neste paciente acometido pelo corona vírus”, disse.

Como a estimulação cognitiva amplia a reserva cognitiva?

Exercitar nosso cérebro sistematicamente é tão importante quanto o exercício aeróbico para o nosso corpo. Por meio de exercícios que envolvem novidade, variedade e desafio crescente, a Ginástica para o cérebro estimula o cérebro e auxilia na criação de reserva cognitiva em todas as faixas etárias.  Uma boa qualidade de vida somada aos exercícios intelectuais (conhecidos como ginástica para o cérebro), são de fundamental importância para auxiliar na capacidade de ter uma boa reserva cognitiva.

Serviço:

Semana Mundial do cérebro 2021 – “Saúde do cérebro e as sequelas da Covid-19”.

Data: 17/03/2021

Horário: 19h30

Onde: ao vivo no Youtube e Facebook do Método Supera

Presenças confirmadas: Adalberto Studart Neto, médico assistente Neurologista da Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e Mônica Yassuda Mestre e Doutora em Desenvolvimento Humano pela Universidade da Flórida (EUA).

Participação: gratuita

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