Segurança freia adoção de IA: quase metade dos líderes de TI vê riscos como principal obstáculo
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Uma pesquisa da TeamViewer, fornecedora líder global de soluções para ambientes de trabalho digitais, aponta para uma desconexão dentro das empresas em relação ao uso da Inteligência Artificial. Segundo o estudo, realizado entre abril e maio de 2026 em nove mercados, incluindo o Brasil, profissionais diretamente ligados às operações impulsionadas por IA desejam maior supervisão do que líderes responsáveis pela definição das estratégias. Os gerentes intermediários são quase duas vezes mais propensos que os líderes (46% contra 24%) a defender a presença humana em decisões de IA relacionadas a problemas de TI que possam afetar segurança, dados ou operações de negócios.

Segurança molda confiança na IA
À medida que os sistemas ganham maior autonomia, os profissionais se tornam mais cautelosos. Quase um terço (30%) dos entrevistados aponta riscos de segurança ou acessos indevidos como uma das principais preocupações quando a Inteligência Artificial atua sem supervisão humana. A mesma apreensão é mencionada por 33% dos gestores de nível médio e superiores, contra 23% da alta liderança. Para mais de quatro em cada dez (42%) dirigentes seniores, limitar o escopo de acesso da IA é uma medida capaz de aumentar a confiança. Esse controle deixaria esses profissionais mais confiantes com a resolução autônoma de problemas, em comparação com 37% dos responsáveis por equipes intermediárias e 32% da cúpula executiva.

“Segurança não é um recurso que se adiciona depois; precisa estar presente desde a concepção dos sistemas de IA. Quanto maior a autonomia concedida, mais essencial se torna garantir a transparência nas ações e estabelecer limites claros para definir quando a intervenção humana é indispensável”, afirma Jan Bee, CISO da TeamViewer.

Para o executivo, “é fundamental que os líderes reconheçam que seu próprio nível de confiança na autonomia da Inteligência Artificial pode não refletir o sentimento de toda a empresa. Por isso, nossas soluções de IA seguem princípios de rastreabilidade e visibilidade: cada ação é documentada, os clientes mantêm controle e qualquer alteração crítica exige aprovação humana.”

As percepções sobre a IA também variam conforme o setor. Quase metade (49%) dos profissionais de Energia, Serviços Essenciais e Petróleo & Gás defende a participação humana na resolução de problemas de TI que possam impactar segurança, dados ou operações de negócios, contra apenas 28% em áreas como Marketing, Mídia e Comunicações.

Controles de acesso e transparência fortalecem a confiança
Os resultados confirmam essa tendência. Quase quatro em cada dez trabalhadores (39%) afirmam que proteções robustas de segurança e privacidade os deixariam mais confortáveis em permitir que a IA solucionasse problemas de forma autônoma. Esse percentual sobe para 46% entre gestores seniores e 43% entre profissionais de nível intermediário, em comparação com 34% da alta liderança.

Os colaboradores também destacam medidas específicas que podem aumentar a confiança. Mais de um terço (36%) defende limites claros sobre o que a IA pode acessar antes de atuar de forma independente, enquanto 73% afirmam confiar mais quando o sistema mostra o que está fazendo e as razões. Além disso, 70% se dizem confortáveis com a IA executando ações, desde que possam intervir quando necessário.

Já 51% dos trabalhadores relatam que nem sempre sabem quando confiar na IA ou quando verificar seus resultados. Com esse índice, as empresas precisam estabelecer estruturas claras que definam em quais situações a tecnologia pode agir de forma autônoma, quando é necessária supervisão adicional e em quais casos o julgamento humano deve permanecer como autoridade final.

Responsabilidade ainda pouco definida
Apenas 49% dos entrevistados afirmam que a responsabilização é clara quando sistemas autônomos cometem erros. Há ainda pouca concordância sobre quem deve assumir essa função. Para 26%, a atribuição recai sobre a área de TI; 25% acreditam que deva ser individual; já 17% avaliam que ninguém deve ser responsabilizado por se tratar de um sistema.

Essas respostas evidenciam que os colaboradores não compartilham uma visão comum sobre quem deve responder pelos resultados quando a IA atua, reforçando a necessidade de estabelecer diretrizes claras de responsabilização.

Sobre a pesquisa
O estudo foi realizado pela Sapio Research a pedido da TeamViewer entre abril e maio de 2026, com 4.200 participantes em nove mercados: Brasil, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, França, Itália, Japão e Singapura. A amostra contou com uma divisão equilibrada entre gestores e colaboradores, abrangendo diferentes setores e portes de empresas.

O relatório completo, em inglês, está disponível em https://www.teamviewer.com/en/resources/reports/autonomous-digital-workplace/

Na web, a TeamViewer está em www.teamviewer.com

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