Saúde e Nutrição: População brasileira apresenta déficit na alimentação
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Especialistas da Unyleya contam como restabelecer o equilíbrio imunológico e carências nutricionais do organismo

Segundo a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-2018), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dos 68,9 milhões de domicílios no Brasil, equivalente a 25,3 milhões de lares, estavam com algum grau de insegurança alimentar: leve (24%), moderada (8,1%) ou grave (4,6%). A aceleração foi ainda mais intensa de 2018 a 2020, como mostra a pesquisa VigiSAN, o aumento e insegurança alimentar foi para 27,6%. Em apenas dois anos, o número de pessoas em nessa situação saltou de 10,3 milhões para 19,1 milhões.

As pesquisas demonstram que uma boa parcela da população brasileira tem déficit qualitativos e quantitativos em sua alimentação, que podem trazer graves impactos em indicativos de saúde e bem-estar. É aí que entra o papel do nutricionista, cujo objetivo é minimizar o impacto desse déficit na população e auxiliar no diagnóstico e tratamento das possíveis patologias.

Renata Pires Dotto, coordenadora de cursos de especialização da Unyleya, explica que o problema da fome também está associado a segurança alimentar – qualidade e higiene dos alimentos, de forma resumida – além do desemprego e altos impostos nos produtos de consumo, como é o caso dos alimentos. Portanto, pessoas com poder aquisitivo menor vão optar por alimentos e bebidas com valores mais acessíveis e que geralmente são ricos em carboidratos, conhecidos também como “calorias vazias”. Nesses casos, a educação nutricional ajudaria muito a população.

Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) confirmaram que do total de 213,3 milhões de brasileiros, 116,8 milhões vivem algum grau de Insegurança Alimentar, dos quais 43,4 milhões não possuem comida suficiente em casa e 19 milhões enfrentaram a fome.

A coordenadora afirma que só é possível diagnosticar um paciente anêmico ou subnutrido através de exames físicos e laboratoriais. Segundo ela, as doenças mais comuns são:

  • Marasmo: acomete crianças menores de um ano e está associada a amamentação inadequada e utilização incorreta de fórmulas infantis. A criança geralmente se apresenta magra com gordura subcutânea ausente, membros delgados devido à atrofia muscular e subcutânea, cabelos secos e finos, crescimento reduzido e infecções constantes.
  • Kwashiorkor: tipo de desnutrição que acomete crianças menores de dois ou três anos cuja alimentação é interrompida precocemente, ou é substituída por uma alimentação baseada em mingaus (ricos em carboidratos e pobres em proteínas), resultando em hipoalbuminemia, edemas, alterações da pele dos membros inferiores e nos cabelos, além de apresentar debilidade muscular. Taquicardia, hipoglicemia, infecções graves e distúrbios hidroeletrolíticos são comuns.
  • Anemia: pode ser a ferropriva, a mais comum (deficiência de ferro), perniciosa, megaloblástica, entre outras. O tratamento começa com o diagnóstico correto da patologia, depois o foco deve ser ajuste do peso corporal e na educação nutricional, corrigindo as carências. Para isso, pode-se utilizar alguns suplementos por via oral ou endovenosa.

Em tempos de Covid-19, no entanto, os desafios são maiores. O sucesso da garantia do direito humano à alimentação adequada, alcançado até 2013, foi progressivamente revertido a partir de 2014, e ganhou impulso negativo maior com o início da pandemia da Covid-19.

A nutricionista Silmara Soeiro, professora de Pós-Graduação da Unyleya, ressalta que quando falamos de uma dieta equilibrada pós-infecção pela Covid-19, cada paciente tem necessidades específicas para ingestão de calorias e demais nutrientes, dependendo também da idade, presença de outras doenças, necessidades apontadas por exames laboratoriais, prática de atividade física, entre outros fatores.

“A alimentação pós-alta deve ser consumida em horários regulares para garantir a ingestão adequada de nutrientes essenciais para a recuperação. Estes nutrientes ajudam no fortalecimento do sistema imunológico, no combate às infecções oportunistas e também na recuperação do estado nutricional, tão necessário para o restabelecimento da força e disposição”, conta.

Entenda como está o mercado de trabalho para os profissionais da área de nutrição

O mercado de trabalho para esses profissionais está em plena expansão e hoje as pessoas priorizam muito a qualidade de vida, o que está intimamente ligado à alimentação e exercícios físicos. Além disso, a área da estética tem se destacado bastante e o nutricionista tem um papel importante na orientação de dietas e suplementação.

“A nutrição tem várias áreas de atuação. Na Unyleya, temos mais de 50 cursos de especialização nas diversas áreas de atuação. Eles estão distribuídos nas áreas clínica, esportiva, docência, área de alimentos, saúde pública, materno infantil, hospitalar e gastronomia”, comenta Renata.

O profissional da área de nutrição pode atuar em hospitais, clínicas, realizar home care, em empresas de alimentos, clubes de esportes, Unidades Básicas de Saúde, universidades e consultório particular.

O salário está ligado diretamente à qualificação desse profissional e sua área de atuação. Restaurantes em média costumam absorver esses profissionais e sua média salarial pode girar em torno de R$ 3 mil. Em áreas como docência e abertura de consultório particular esse profissional pode ter um salário a partir de R$ 5 mil, lembrando que a faixa salarial poderá variar de acordo a região de atuação do profissional.

Conheça os cursos de pós-graduação EAD na área de nutrição da Unyleya: Pós Graduação em Nutrição

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