Saúde dos trabalhadores e fim da escala 6x1 mobilizam equipes em Santa Cruz do Rio Pardo
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Sob coordenação de Felipe Souto, apoiadores percorrem os bairros para dialogar com moradores e apresentar propostas de Alencar Santana e Leandro Soares

A defesa da saúde física e mental dos trabalhadores, de jornadas mais equilibradas e do fim da escala 6×1 está presente na mobilização realizada em Santa Cruz do Rio Pardo. Sob a coordenação da liderança Felipe Souto, equipes percorrem diferentes bairros da cidade em um trabalho de corpo a corpo, com distribuição de materiais, conversas com moradores e visitas estratégicas em apoio às candidaturas de Alencar Santana a deputado federal e Leandro Soares a deputado estadual.

A mobilização busca aproximar as propostas dos candidatos da realidade vivida pela população. Durante as visitas, os apoiadores conversam diretamente com trabalhadores, famílias, comerciantes e lideranças locais, ouvindo suas principais necessidades e apresentando as pautas defendidas por Alencar Santana e Leandro Soares.

Uma das principais bandeiras compartilhadas pelos candidatos é o fim da escala 6×1. Leandro Soares defende a redução da jornada para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois dias de descanso. Alencar Santana também atua pela mudança desse modelo, por meio da PEC 221/2019, apresentada na Câmara dos Deputados.

A proposta parte do entendimento de que uma jornada mais justa não representa apenas uma mudança nas relações de trabalho. Ela também pode influenciar diretamente a saúde, o descanso, a convivência familiar e a qualidade de vida dos trabalhadores.

A foto registra parte da equipe durante a mobilização realizada na última terça-feira, no Jardim Santana. O trabalho naquela região já foi concluído e, na sexta-feira, os grupos avançaram para novos pontos de Santa Cruz do Rio Pardo.

As atividades precisaram ser interrompidas na quinta-feira devido à forte chuva, mas foram retomadas logo pela manhã do dia seguinte. Para ampliar o alcance antes da previsão de novas chuvas durante a tarde, Felipe Souto dividiu os apoiadores em grupos, direcionando cada equipe para um bairro diferente.

Paralelamente à distribuição de materiais nas ruas, outra parte dos apoiadores permaneceu dedicada às visitas de casa em casa. A estratégia permite conversar com os moradores de maneira mais próxima, explicar as propostas dos candidatos e conhecer as demandas específicas de cada bairro.

Segundo Felipe Souto, esse contato direto tem sido fundamental para conquistar novos apoios e apresentar pessoalmente os candidatos à população.

“Nosso foco é o Alencar e o Leandro. É um trabalho de voto a voto, conversando, visitando e mostrando nossas propostas. Tenho certeza de que estamos fazendo um trabalho muito bom aqui e vamos colher um resultado muito positivo”, afirmou Felipe.

Entre os assuntos apresentados à população está a necessidade de rever jornadas que deixam pouco tempo para o descanso e para a vida fora do trabalho. Na escala 6×1, o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de atividade para ter apenas um dia de folga. Muitas vezes, esse único dia também precisa ser usado para cuidar da casa, resolver compromissos pessoais e acompanhar familiares.

Para Humberto Tobé, gestor de saúde pública e integrante da equipe do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o debate sobre a jornada de trabalho deve considerar os impactos provocados na saúde física e mental da população.

“Quando uma pessoa trabalha seis dias consecutivos, enfrenta deslocamentos demorados e tem somente um dia para descansar, todo o seu cotidiano é afetado. Ela pode não encontrar tempo para acompanhar a própria saúde, realizar exames, praticar uma atividade física ou simplesmente recuperar o corpo e a mente. Por isso, discutir o fim da escala 6×1 também significa discutir prevenção, bem-estar e qualidade de vida”, destaca Tobé.

Segundo o gestor, o cansaço acumulado pode interferir no sono, na alimentação, na convivência familiar e na saúde emocional. Além disso, a ausência de tempo disponível pode dificultar até mesmo a procura por atendimento nas unidades de saúde.

“O SUS está preparado para acolher e cuidar dos trabalhadores, mas também precisamos atuar sobre as condições que contribuem para o adoecimento. Jornadas extensas, pouco descanso e falta de tempo para a família podem aumentar o estresse, a ansiedade e o esgotamento. A saúde pública não pode observar somente a doença já instalada, precisa trabalhar com prevenção e com a promoção de uma vida mais saudável”, afirma Humberto Tobé.

Para ele, levar esse assunto aos bairros e ouvir diretamente os trabalhadores ajuda a ampliar a compreensão sobre os efeitos da escala 6×1.

“O diálogo com a população é essencial. Cada trabalhador vive uma realidade diferente e precisa ser ouvido. Quando lideranças percorrem os bairros e conversam com os moradores, criam um espaço para que essas experiências apareçam e sejam consideradas na construção das propostas. Política pública de qualidade nasce da escuta, da participação popular e do conhecimento da realidade de cada cidade”, acrescenta.

Além do fim da escala 6×1, as equipes ressaltam a importância de fortalecer os serviços públicos e garantir políticas que atendam às necessidades dos moradores de Santa Cruz do Rio Pardo. A presença nos bairros permite identificar demandas relacionadas à saúde, ao emprego, à assistência social, à infraestrutura e à qualidade de vida.

A mobilização coordenada por Felipe Souto também evidencia a importância da organização territorial. A divisão dos apoiadores em grupos facilita a presença em diferentes regiões da cidade e amplia a possibilidade de diálogo com quem nem sempre participa de encontros ou atividades políticas.

Mesmo diante das dificuldades provocadas pela chuva, as equipes mantiveram o planejamento e retomaram rapidamente o trabalho. A continuidade das ações demonstra o compromisso dos apoiadores com a apresentação das candidaturas e das propostas defendidas por Alencar Santana e Leandro Soares.

A estratégia seguirá baseada na presença nas ruas, nas visitas de casa em casa e na conversa direta com a população. Com a coordenação de Felipe Souto, a mobilização pretende alcançar novos bairros e ampliar o apoio aos candidatos em Santa Cruz do Rio Pardo.

Mais do que distribuir materiais, o trabalho busca construir uma rede de participação popular em torno de propostas que dialoguem com o cotidiano da população. Entre elas, estão a valorização dos trabalhadores, o fim da escala 6×1, o fortalecimento da saúde pública e a defesa de mais tempo para o descanso, a família e a vida em comunidade.

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