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Salvador: Casa do Benin é palco de atividades práticas de alunos de Museologia da Ufba

Salvador: Casa do Benin é palco de atividades práticas de alunos de Museologia da Ufba

A Casa do Benin, equipamento cultural gerido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), em parceria com o curso de Museologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), está recebendo alunos da instituição que participam da disciplina Laboratório de Conservação, ministrada pela professora Graça Teixeira. No espaço, os alunos vão trabalhar na prática com a limpeza e conservação preventiva, tendo como objeto as peças do acervo da própria Casa, localizada no Pelourinho.

O coordenador da Casa do Benin, Igor Tiago, destacou que a parceria é importante por trazer os alunos para dentro de um espaço museal e que, ainda, vão colaborar na preservação das obras. “O acervo vai ganhar muito”, pontuou.

Segundo Graça, levar as aulas para o equipamento municipal é uma forma de transformar o local em espaço de aprendizagem para a conservação e acervo. “Antes de começar o semestre, conversando com o coordenador da Casa do Benin, perguntei sobre a possibilidade de trazer as aulas para cá. Aqui, a turma pode colocar em prática o aprendizado”.

Os estudantes vão fazer o diagnóstico e higienização das peças, sob orientação. “Além disso, eles vão aprender a preencher a ficha de diagnóstico e identificar as técnicas de cada obra, verificar se o material tem fissura, está quebrado ou faltam partes, e como cuidar dessas peças”, completou a professora. Ação semelhante já havia sido realizada no Museu Afro da Ufba.

Na manhã desta quarta-feira (6), os alunos contaram com a presença da também professora Nalva Ferreira, que falou sobre a conservação das peças expostas e do manuseio. “É importante e necessário que eles tenham esse olhar crítico e atencioso, até para que os acervos sejam mais bem conservados”.

Aluna do sexto semestre de Museologia, a jovem Dálete Brandão considera que a experiência agrega conhecimento à prática e ao estágio, onde faz observação de acervo. “Isso me faz ter um olhar atencioso sobre como manusear e trabalhar com as peças, então agrega conhecimento. Quando eu estou aqui, sinto que é uma concretização do que aprendi e venho vivenciando”, avaliou.

Fotos: Bruno Concha/Secom