REMA amplia caminho de atletas rumo à elite mundial do surfe
Divulgação/REMA

A chegada do QS 6000
Internacional ao REMA 2026 representa o crescimento do evento. O novo formato
criado pela World Surf League (WSL) pretende diminuir uma das distâncias
existentes na trajetória dos atletas regionais em busca de uma vaga na elite do
surfe mundial.

Entre os dias 14 e 20 de
setembro, na Praia de Itaúna, o REMA apresentado pela Prefeitura de Saquarema,
receberá a primeira etapa QS 6.000 Internacional realizada nas Américas. A
competição permitirá que atletas de diferentes regiões se enfrentem em um
cenário que, na prática, se aproxima do nível encontrado no Challenger Series.

A diferença está
justamente na experiência proporcionada antes que o competidor alcance a
divisão seguinte. “O atleta regional que entra em um evento desse está
competindo em um campo que se parece muito mais com um Challenger do que com um
QS da região dele. E, com isso, a pressão é diferente, a experiência que ele
tem é diferente. É exatamente o que nós queremos que ele vivencie”, explica
Marcel Miranda, Tour Manager da WSL.

A categoria foi criada
para ocupar um espaço intermediário na estrutura competitiva da WSL. Atletas de
diferentes países podem disputar as etapas internacionais e levar o resultado
para o ranking de sua região. Competidores que já estão no Challenger Series
também podem utilizar a pontuação para melhorar sua classificação.

Embora possam participar
de mais de uma etapa internacional, os atletas podem utilizar apenas um
resultado do QS 6000 Internacional para efeito de ranking durante a temporada.

Em 2026, cinco etapas
estão confirmadas no calendário mundial, com competições no Brasil, Espanha,
Portugal, Filipinas e Taiwan. O REMA será a única parada nas Américas.

Um novo nível de
comparação

A mudança também aparece
dentro d’água. Os critérios de julgamento utilizados pela WSL serão os mesmos,
mas o nível dos competidores e a composição internacional do evento alteram a
referência usada para avaliar as performances.

Segundo Marcel Miranda, a
presença de profissionais acostumados a trabalhar nas principais divisões da
WSL contribui para aproximar ainda mais a experiência daquela encontrada nos
eventos de maior nível.

“O critério de julgamento
é o mesmo para todos os eventos da WSL. O que muda, na prática, é o tipo de
onda e o nível técnico dos atletas. Quando temos juízes internacionais no
painel que trabalham no Challenger e no CT, eles trazem essa referência de alto
nível para a leitura do que acontece dentro d’água”, afirma.

Na prática, um surfista
acostumado a enfrentar adversários da própria região passa a medir sua
performance diante de competidores formados em diferentes circuitos.

A experiência pode ser
especialmente importante para atletas que estão próximos da transição para o
Challenger Series, mas ainda tiveram poucas oportunidades de competir
regularmente contra nomes de outros países.

REMA entra em nova
fase

A estreia do QS 6000
Internacional acontece em um momento de transformação do próprio REMA. Criado
em 2021 como Saquarema Surf Festival, o evento passou por diferentes etapas de
expansão. Em 2024, incorporou o skate à programação e atingiu a pontuação
máxima do QS Regional. No ano seguinte, adotou oficialmente a marca REMA e
ampliou a proposta para além das competições, incorporando música, arte,
cinema, experiências e outras manifestações ligadas à cultura do surfe.

Para Gabriel Naccarato,
Head de Marca do REMA, esse crescimento não significa abandonar a origem
cultural do projeto, e a evolução esportiva precisa caminhar ao lado da
preservação das conexões que historicamente formaram esse universo.

“É uma questão até
pessoal, porque vai além só da performance, além da criação de ídolos. É manter
a essência dos esportes”, afirma Naccarato.

A proposta ajuda a
explicar o formato assumido pelo REMA nos últimos anos: competição de alto
rendimento de um lado e, do outro, uma programação que busca aproximar atletas,
público e diferentes expressões da cultura do surfe.

Em 2026, essa combinação
ganha dimensão internacional. Além do QS 6000 International, o REMA chega com
pista de skate montada na areia da Praia de Itaúna, programação musical,
experiências de bem-estar e iniciativas sociais e ambientais. A programação
também abre espaço para o audiovisual com o Cine REMA, uma noite dedicada a
produções audiovisuais, com curadoria da Flamboiar, ampliando as experiências
oferecidas pelo evento para além das competições e reforçando seu encontro com
diferentes expressões da cultura.

O REMA é apresentado pela
Prefeitura de Saquarema e conta com patrocínio de Monster Energy e OceanPact,
além do apoio do ASA Açai, Lev Bicicletas e Castelhana Praia Hotel. Os
parceiros de mídia são Flamboiar, Terra e Rádio Serra Mar. Conta ainda com o
apoio institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ),
do Centro de Treinamento de Surf Léo Neves e da Associação de Surf de Saquarema
(ASV). O evento é realizado pela 213 Sports, V3A e pela WSL.

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