À medida que o número de empresas em crise financeira cresce no Brasil, trabalhadores com
ações na Justiça do Trabalho passam a enfrentar um dilema: o que acontece se a empresa pedir recuperação judicial ou extrajudicial antes do dinheiro sair? O
risco de não receber ou de esperar muitos anos nunca foi tão real. Recentemente, gigantes como Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar recorreram a esse mecanismo para renegociar bilhões em dívidas, evidenciando o crescente risco para credores e empregados.
Quando as companhias entram em processos de reorganização financeira, o pagamento de dívidas,
incluindo indenizações trabalhistas, pode ser atrasado, renegociado ou ficar
comprometido. O movimento ocorre em um contexto de expansão expressiva das
empresas em dificuldade financeira no país. Segundo os últimos dados divulgados
pelo Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, o número de
negócios negativados manteve o patamar de 9 milhões de empresas inadimplentes –
no período, o volume de dívidas negativadas chegou a R$229,9 bilhões. A
entidade também destaca que, somente em março de 2026, foram registrados 76
novos processos de recuperação judicial, envolvendo 176 empresas – um aumento
de 31% no número de processos e de 49% no número de empresas envolvidas, na
comparação com fevereiro deste ano.
O que acontece durante
a recuperação judicial?
Para especialistas, esse
cenário amplia as incertezas para quem aguarda decisões na Justiça do Trabalho.
“Quando uma empresa entra em recuperação judicial, todas as dívidas passam a
integrar um plano de pagamento aprovado pelos credores e homologado pela
Justiça. Trata-se de um sinal claro de que a saúde financeira da companhia não
está nada bem e que os trabalhadores vão esperar ainda mais pelas
indenizações”, explica Herbert Camilo, CEO da Anttecipe.com.
Na prática, as
consequências podem incluir a suspensão temporária de cobranças e execuções
judiciais, pagamentos parcelados e priorização de determinadas
categorias de crédito, o que pode alterar a ordem de recebimento e prolongar o
pagamento de indenizações. “Para os credores, as preocupações são descontos nos
valores e prazos maiores. Já para o trabalhador com ação judicial em andamento,
é um grande alerta de que o prazo para receber pode se prolongar ainda mais”,
afirma Camilo.
Alternativa legal e segura
Muitos
imaginam que, ao ganhar a causa, o pagamento é garantido. Na prática, porém, diante da recuperação judicial ou falência, o trabalhador
enfrenta fatores como a suspensão da execução do processo trabalhista e
uma espera que pode demorar anos, mesmo após
sentença favorável. Há casos que levam de 5 a 10 anos, ou até mais, para ter o
pagamento efetivado.
Diante desse
cenário, cresce o interesse por uma alternativa ainda pouco discutida pelo
grande público: a cessão de crédito
judicial, popularmente chamada de venda de processo trabalhista, é uma
alternativa segura e dentro da legalidade. Prevista no artigo 286 do Código
Civil, essa modalidade permite que o trabalhador realize uma operação de
antecipação do crédito trabalhista, transferindo a uma empresa especializada, o
direito de receber a indenização daqui alguns anos.
A cessão
funciona de forma simples: o trabalhador vende seu direito de receber para uma
empresa especializada, que assume o risco do processo e paga ao trabalhador o valor da antecipação assim
que o contrato é assinado.
“Quando
a empresa entra em recuperação, existem limites para pagamento, regras de
prioridade e, muitas vezes, prazos longos. Isso compromete o recebimento do
trabalhador e aumenta significativamente a espera. A cessão de crédito surge
como alternativa para quem busca segurança. A venda do processo é uma
saída para quem não quer correr o risco de acabar não recebendo e a Anttecipe.com pode pagar até 80% do valor líquido a que o
reclamante tem direito, em até 24 horas após a assinatura do contrato. Além de
antecipar o recebimento, a cessão de crédito elimina riscos futuros”, finaliza
Herbert Camilo.
Sobre a
Anttecipe.com
A Anttecipe.com é uma empresa que compra processos
trabalhistas (crédito judicial), precatórios e concede empréstimo com processo
trabalhista como garantia. É formada por profissionais que atuam há mais de 20
anos no mercado e reúnem expertise nas áreas financeira, operacional, jurídica,
customer experience, e-commerce e marketing.
A empresa já
atendeu mais de 4.000 clientes e negociou mais de R$180 milhões em créditos
judiciais.
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