Foto: Divulgação

A decisão do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) de arquivar o caso do cão comunitário Orelha provocou forte reação popular e intensificou a mobilização de ativistas da causa animal em diversas regiões do país. Inconformados com o encerramento das investigações, manifestantes prometem ir às ruas no próximo dia 17 de maio, em São Paulo, em um ato que deve reunir protetores independentes, ONGs, influenciadores e apoiadores da luta por justiça animal.

O caso ganhou repercussão nacional após denúncias apontarem que Orelha teria sido vítima de um ataque brutal na Praia Brava, em Florianópolis. Desde então, a história do cão comoveu milhões de pessoas e passou a simbolizar a luta contra os maus-tratos animais no Brasil.

A indignação aumentou após o arquivamento do caso, principalmente porque, segundo ativistas e defensores da causa animal, existem elementos considerados contundentes que reforçariam a hipótese de tortura e agressão humana contra o animal. Entre os pontos citados está o laudo do médico veterinário responsável pelo atendimento inicial de Orelha, que teria apontado sinais compatíveis com agressão provocada por humanos.

Outro ponto frequentemente mencionado por apoiadores da causa é uma declaração atribuída ao governador de Santa Catarina, que teria afirmado ter visto imagens relacionadas ao caso e que as cenas “embrulharam o estômago”, fala que passou a ser usada por manifestantes como argumento para questionar o arquivamento das investigações.

Para os organizadores do movimento, esses elementos reforçam a necessidade de continuidade na busca por respostas e responsabilizações. “Existem muitas dúvidas que seguem sem respostas. A população não aceita que o caso simplesmente seja encerrado”, afirmam ativistas envolvidos na mobilização.

Além da revolta com a decisão, apoiadores relatam que o caso causou profundos impactos emocionais em diversas pessoas desde que passou a ser amplamente divulgado pela mídia e pelas redes sociais. Protetores independentes, ativistas e moradores que acompanharam a história afirmam ter enfrentado sofrimento psicológico, crises de ansiedade, abalo emocional e sentimento de impotência diante da repercussão do episódio e da ausência de uma resposta considerada satisfatória.

Nas redes sociais, milhões de mensagens continuam sendo publicadas diariamente em memória de Orelha. Para muitos, o cão deixou de ser apenas um animal comunitário e passou a representar um símbolo nacional de resistência, compaixão e cobrança por justiça.

Os organizadores afirmam que a manifestação do dia 17 será pacífica, mas marcada por forte emoção, homenagens ao cão e pedidos por leis mais rígidas de proteção animal. Cartazes, faixas e ações simbólicas já estão sendo preparados por grupos de ativistas de diferentes estados.

Segundo os participantes da mobilização, o ato também busca impedir que o caso seja esquecido pela sociedade. “Orelha marcou a vida de milhares de pessoas. Muitos sofreram emocionalmente acompanhando tudo isso. O arquivamento não encerra a dor nem a luta por justiça”, afirmam os organizadores Fernando Silva e Kabelo Crespo.

Saiba mais:
Manifestação: 17/05
Horário: 10h
Local: Avenida Paulista — Vão do MASP — São Paulo/SP

Durante o ato, também serão arrecadadas doações de ração para cães e gatos, sachês, roupinhas, medicamentos e outros itens destinados a animais resgatados.

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