População ainda sente reflexos da pandemia na saúde mental

A prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25% no primeiro ano da pandemia de Covid-19, de acordo com um resumo científico divulgado, em março desse ano, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 90% dos países pesquisados incluíram a saúde mental e o apoio psicossocial nos planos e resposta à doença.  Uma preocupação é a oferta de serviços públicos em saúde mental.

No Brasil, além das opções de atendimento psicológico e psiquiátrico em clínicas e hospitais privados, existe a Rede de Atenção Psicossocial, a RAPS, que estabelece os pontos de atenção de atendimentos pelo SUS às pessoas com transtornos mentais e com necessidades devido ao uso de álcool e outras drogas. Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, o país conta com 2.742 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) habilitados e estruturados em 1.845 dos seus 5.568 municípios.

Embora existam essas opções de apoio oferecidos pelo SUS, conforme Nilton Correia, psicólogo e professor do curso de Psicologia da UNIFACS, são necessários mais investimentos, não apenas no quantitativo de unidades, mas na formação profissional e na qualidade dos serviços ofertados.

Outra necessidade, de acordo com o professor, é a quebra de estigmas. “Mesmo diante dos avanços significativos que tivemos em relação ao tema, ainda temos uma questão relevante que, se alcançada, nos possibilitará uma quebra de paradigmas, que é o não estigma às pessoas com transtornos mentais”, destaca o psicólogo.

Cuidados com a saúde mental

Acompanhamento com profissionais especializados para tratar tanto a depressão como o transtorno de ansiedade são altamente recomendados. Algumas atitudes também podem ajudar a manter uma boa saúde mental, minimizando as chances de ter essas doenças ou reduzindo seus sintomas. “De modo geral, eu diria que, para resguardar a saúde mental, é preciso realizar um autocuidado diário que envolve realização de atividades físicas, alimentação saudável, manter a qualidade e duração significativa do sono e relacionamentos sociais saudáveis”, exemplifica o professor.

Clique aqui para consultar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) habilitados pelo Ministério da Saúde, na Bahia.