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Pesquisadores estudam aspectos da Covid-19 no Oeste da Bahia

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“Realizar uma caracterização global da infecção por Sars-Cov-2 no Oeste da Bahia poderia auxiliar na identificação de marcadores inflamatórios, genéticos e fisiológicos da doença para otimizar as técnicas de diagnóstico e avaliação das respostas antiviral e humoral”. É desta forma que o pesquisador Jonilson Lima destaca a importância do estudo realizado no Laboratório de Agentes Infecciosos e Vetores da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) sobre os diversos fatores relacionados a Covid-19 naquela região. De acordo com Jonilson, o trabalho permitirá aperfeiçoar a técnica de identificação do vírus, identificar correlatos de gravidade ou de proteção dentre as diferentes classes de anticorpos e os marcadores imunológicos, fisiopatológicos e genéticos, além de avaliar a resposta inflamatória dos casos leves, moderados e graves da Covid-19.
“De forma prática, nosso trabalho vai avaliar a predisposição genética dos indivíduos relacionado a diversos sintomas, como, por exemplo, a perda de olfato e paladar. Queremos descobrir se a expressão de alguns genes está relacionada a essas condições específicas, além de estudar padrões que indiquem a possibilidade de um paciente desenvolver um caso grave”. Para o pesquisador, os resultados obtidos permitiriam uma avaliação mais precisa do quadro clínico dos pacientes, determinando no início da infecção aqueles com mais chance de apresentar maior gravidade. “Poderemos identificar precocemente indivíduos com predisposição a desenvolver o quadro grave da doença e, dessa forma, orientar possíveis tratamentos e a utilização de um determinado fármaco”.
Jonilson afirma que diante da pandemia e com a implantação do Laboratório de Diagnóstico Molecular da Ufob, o grupo de pesquisadores, que tem expertise em diferentes áreas como bioquímica, imunologia, genética e biologia molecular, decidiu associar o serviço de testagem ao estudo da patologia Covid-19 na região Oeste da Bahia. “Nós, enquanto pesquisadores desta região, sentimos esta necessidade, uma vez que a maioria dos estudos estão restritos às capitais”. Segundo ele, o entendimento da dinâmica local do vírus permite suprir uma carência regional de pesquisas deste tipo, ao mesmo tempo que produz conhecimento com relevância e alcance para todo o país.
Além disso, o trabalho, que possui apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e já têm algumas etapas praticamente concluídas, possui um diferencial que é a pesquisa por marcadores biológicos que ainda não foram descritos como associados à gravidade da doença, a fim de correlacioná-los a outros marcadores já descritos. “Estamos criando um biobanco onde estão armazenadas amostras que permitirão a validação de outros marcadores inflamatórios, genéticos e sorológicas futuras. As amostras podem ser utilizadas para validar e desenvolver kits para diagnóstico através da quantificação de anticorpos ou ainda testes de biologia molecular”.
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