Criador do termo ´marçalismo´, Antonio Lavareda já havia antecipado estratégia de ataques no discurso há dois anos, como registrado no livro Eleições municipais e o que antecipam para 2026, que analisou, entre outros assuntos, o desempenho da ultradireita na disputa pelas capitais.
A confirmação por parte do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo da inelegibilidade do candidato Pablo Marçal afasta da corrida presidencial um representante da ultradireita que poderia embaralhar ainda mais o atual cenário, com sua estratégia de ataques.
A avaliação é do cientista político Antonio Lavareda, criador do termo ´marçalismo´ e um dos organizadores do livro Eleições municipais e o que antecipam para 2026, lançado recentemente com a colaboração de vários cientistas políticos. Também organizado por Helcimara Telles e Silvana Krause, o livro traz ainda artigos sobre a consolidação da ultradireita e o fortalecimento da identidade religiosa nas eleições, entre outros assuntos.
Para Lavareda, em 2024, Marçal já havia organizado sua campanha à prefeitura de São Paulo em torno de ataques ideológicos, frases de efeitos e contrastes morais, tudo isso alinhado à produção de conteúdos digitais “viralizáveis”. Na sua opinião, a fórmula utilizada à época trazia muita agressividade e seria novamente, nas atuais eleições, uma ameaça à democracia.
Em Eleições municipais e o que antecipam para 2026, outro cientista político de destaque, o professor Cláudio Couto, da FGV, escreve: “o candidato gerou confusão nos debates eleitorais, provocando e desrespeitando seus adversários, inventando mentiras sobre eles e suscitando inclusive cenas de violência, como o célebre episódio da cadeirada.”
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