O fim da guerra fiscal redesenha a logística no Brasil e acelera a volta dos CDs aos grandes centros

O fim da guerra fiscal redesenha a logística no Brasil e acelera a volta dos CDs aos grandes centros

Redação RBN
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A
reforma tributária brasileira começa a provocar mudanças estruturais na
logística do país ao enfraquecer a guerra fiscal entre estados e estimular a
reaproximação dos centros de distribuição dos grandes mercados consumidores.
Com a tributação passando a incidir no destino do consumo, empresas tendem a
rever a localização de suas operações, priorizando a proximidade com os seus
consumidores.

 

A
mudança altera uma lógica que, por décadas, incentivou a instalação de centros
de distribuição em estados vizinhos, motivada principalmente por benefícios
fiscais. Com a unificação de tributos como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI em um
modelo baseado no valor agregado, decisões logísticas passam a ser guiadas por
critérios operacionais e econômicos, como proximidade do consumidor,
infraestrutura e eficiência de distribuição.

 

O
impacto é especialmente significativo na Região Sudeste, que concentra a maior
fatia da atividade econômica nacional. Segundo dados do IBGE, São Paulo
responde por cerca de 31% do Produto Interno Bruto (PIB) do país,
enquanto Minas Gerais representa aproximadamente até 9,5%, formando,
junto com o Rio de Janeiro (10,5%), o principal eixo de consumo, indústria e
serviços do Brasil. Nesse contexto, estar próximo desses mercados se torna um
diferencial estratégico cada vez mais relevante.

 

Segundo
Lucilene Prado, advogada tributarista e pesquisadora de reformas
tributárias, a reforma corrige distorções históricas na tomada de decisão das
empresas. “Com a tributação no destino, a escolha sobre onde instalar um
centro de distribuição deixa de ser fiscal e passa a ser essencialmente
econômica e operacional. Isso aproxima as empresas dos mercados consumidores,
dos pólos industriais e das principais infra estruturas logísticas do país”
,
afirma.

 

Esse
movimento já começa a se refletir na prática. Empresas que mantinham centros de
distribuição em estados vizinhos passam a reavaliar suas estruturas, com
tendência de recentralização dos CDs em regiões metropolitanas e corredores
industriais
, como a Grande São Paulo e o eixo São Paulo–Minas Gerais.

 

Empresas
já antecipam movimento

A
Inventa, plataforma full service que integra indústria, tecnologia e
varejo, está entre as companhias que se antecipam a essa nova dinâmica. A
empresa já opera com um centro de distribuição em São Paulo e planeja a
abertura de uma segunda unidade em Minas Gerais, ampliando sua presença no
Sudeste e fortalecendo sua estratégia logística.

 

Para
Omar Jarouche, CRO da Inventa, a decisão está alinhada às mudanças
trazidas pela reforma tributária. “Atualmente temos um centro de
distribuição em São Paulo e já planejamos a implantação de uma segunda unidade
em Minas Gerais. Essa estratégia busca maior eficiência logística, redução de
prazos de entrega e maior proximidade com fornecedores, indústrias e o
consumidor final, em um cenário de crescente exigência por agilidade e
previsibilidade”
, destaca o executivo.

 

Do
ponto de vista jurídico, a expectativa é que esse reposicionamento se
intensifique ao longo do período de transição da reforma, previsto até 2033. “À
medida que os benefícios fiscais estaduais perdem relevância e o novo sistema
ganha previsibilidade, as empresas tendem a revisar suas estruturas logísticas
de forma mais profunda”
, explica Prado.

 

Impacto
viário e alta no custo dos aluguéis preocupam 

Apesar
dos ganhos operacionais, a concentração de centros de distribuição em grandes
regiões metropolitanas também traz desafios. O aumento da demanda por galpões
logísticos tende a pressionar os custos de aluguel em áreas estratégicas, além
de gerar impactos no trânsito urbano, com maior circulação de caminhões e
veículos de carga. O cenário exige planejamento integrado entre empresas e
poder público para mitigar gargalos de infraestrutura e mobilidade.

 

Com
a implementação gradual da reforma tributária até 2033, a reorganização da
logística nacional deve ganhar força nos próximos anos. Empresas que
conseguirem equilibrar eficiência operacional, custos imobiliários e impactos
urbanos estarão mais bem posicionadas em um mercado cada vez mais competitivo.

 

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