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A combinação de Inteligência Artificial (IA), padronização nacional e capacitação profissional devem marcar uma nova fase para o diagnóstico gastrointestinal no Brasil diante das novas diretrizes publicadas pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). 

 

As atualizações refletem os avanços tecnológicos, as boas práticas internacionais e a demanda crescente por segurança, precisão diagnóstica e conforto do paciente e chegam num momento em que a busca por exames de endoscopia aumentou no país.

 

Segundo o Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, o número de endoscopias realizadas no SUS cresceu mais de 30% entre 2020 e 2024, impulsionado pela ampliação da rede de diagnóstico.

 

As informações impactam diretamente o profissional endoscopista, médico especialista que realiza exames e procedimentos utilizando o endoscópio, equipamento que permite visualizar o interior do corpo humano por meio de um tubo flexível com uma câmera acoplada em uma das pontas. 

 

Por meio do endoscópio, é possível examinar órgãos e estruturas como esôfago, estômago, intestinos, cólon e até mesmo os tratos respiratório e urinário. O exame de endoscopia permite diagnosticar condições como gastrite, refluxo, úlceras, esofagite, causas de anemia e diarreia, pólipos, tumores, e inflamações.

 

O endoscopista é o responsável por interpretar resultados e indicar o tratamento de acordo com cada caso. Ele também pode atuar em outras áreas da gastroenterologia, como no diagnóstico e no tratamento de doenças do fígado, pâncreas e vias biliares.

 

Oportunidades no mercado de trabalho para endoscopista


De acordo com a pesquisa Demografia Médica de 2025, elaborada pela Universidade de São Paulo (USP), há, no Brasil, 5.694 médicos especializados em endoscopia. Os profissionais atuam em hospitais, clínicas médicas e centros de diagnóstico.

 

Entre os principais procedimentos que podem ser realizados pelo profissional estão: endoscopia digestiva alta (esôfago, estômago e duodeno), colonoscopia (cólon e reto), broncoscopia (vias respiratórias), endoscopia urinária (bexiga e vias urinárias), artroscopia (articulações), cistoscopia (uretra e bexiga) e histeroscopia (útero e colo do útero). 

 

O profissional também pode realizar procedimentos terapêuticos, como retirar pólipos ou tumores, dilatar áreas estreitas nos órgãos internos e remover objetos estranhos que possam causar obstruções.

Como é a formação para endoscopista?

Para se tornar um endoscopista, é preciso ter formação em medicina e, posteriormente, realizar residência médica em gastroenterologia ou cirurgia geral. Em seguida, é preciso fazer uma especialização em endoscopia digestiva. O tempo de formação pode somar entre 10 e 12 anos.

 

 

Além da formação acadêmica, o profissional deve ter habilidades como destreza manual, que permite a manipulação do endoscópio; conhecimento técnico, que pode ser adquirido por meio de atualizações na área; capacidade de diagnóstico, que auxilia na identificação e na interpretação de anomalias; empatia e comunicação, que ajudam no trato com os pacientes.

 

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