Moacir Santos e Neris Rodrigues - Divulgação

Trombonista,
compositora e arranjadora pernambucana apresenta show com repertório autoral e
homenagem ao maestro Moacir Santos em palcos como CCBB Rio, Teatro BNDES,
Jardim Botânico e Teatro Café Pequeno

A
trombonista, compositora e arranjadora pernambucana Neris Rodrigues chega ao
Rio de Janeiro com o show “Tributo a Moacir Santos – 100 anos”,
espetáculo que celebra o centenário de nascimento de um dos nomes fundamentais
da música brasileira do século XX. Natural de Olinda, Neris lidera o projeto Neris
Rodrigues e O Trombonando
, em uma formação instrumental que une frevo,
jazz, funk, coco, ritmos afro-brasileiros e referências da música de matriz
ancestral. A temporada carioca inclui apresentações no Centro Cultural Banco
do Brasil (CCBB Rio,
08 e 09 de julho, quarta-feira, às 12h30, e quinta, às
19h), Teatro BNDES (10 de julho, sexta, às 19h), Jardim
Botânico
(12 de julho, domingo, às 11h) e Festival de Jazz do Teatro
Café Pequeno
(12 de julho, domingo, às 19h).

No
palco, Neris apresenta uma suíte de composições autorais e uma suíte dedicada à
obra de Moacir Santos (1926 – 2006), maestro, compositor, arranjador e
multi-instrumentista pernambucano reconhecido por sua contribuição decisiva
para a música instrumental brasileira, o samba-jazz, o afro-jazz e a renovação
harmônica da MPB. Em sua temporada no Rio, ela terá a honra das participações
especiais de Alexandre Caldi, no Show do Teatro BNDES e de Reppolho, no show do
CCBB Rio.

Selecionada
pelo Edital de Ocupação do Teatro BNDES, Neris leva ao Rio um trabalho que
parte da tradição musical de Pernambuco, mas se projeta em linguagem
contemporânea. Em seu show, o trombone aparece como voz principal de uma
pesquisa sonora marcada por pedais, sintetizadores, polifonias e arranjos que
aproximam a herança do frevo e das culturas afro-brasileiras de uma escuta
atual e afrofuturista.

A
homenagem a Moacir Santos ocupa lugar central no espetáculo. Nascido em
Pernambuco, o maestro construiu uma linguagem própria ao reunir ritmos
afro-brasileiros, sofisticação harmônica, jazz e tratamento orquestral. Seu
álbum “Coisas”, lançado em 1965, permanece como uma das obras mais
influentes da música instrumental brasileira. Para Neris, revisitar esse
repertório é também reafirmar a permanência de uma música brasileira inventiva,
negra, nordestina e universal.

Com
mais de duas décadas de atuação em diferentes formações, de bandas populares a
orquestras, Neris Rodrigues é bacharel em Música pela Universidade Federal de
Pernambuco e tem trajetória ligada ao frevo, à música instrumental e à formação
de novos músicos. Já participou de projetos e apresentações com nomes e grupos
como Cordel do Fogo Encantado, Maestro Spok, Maestro Edson Rodrigues, DJ
Dolores, Sa Grama, Transversal Frevo Orquestra, Orquestra 100% Mulher e Projeto
Frevo Negro, entre outros.

Como
arranjadora, assinou trabalhos para artistas da cena contemporânea, incluindo
parcerias em discos de Johnny Hooker. Também liderou o movimento Mulheres
Trombonistas do Brasil, defendendo maior presença feminina no ensino da música,
nos palcos e na liderança de formações instrumentais.

Em
Neris Rodrigues e o Trombonando, a artista assume o trombone como instrumento
de fala, identidade e afirmação. Acompanhada por cinco músicos, ela constrói um
show de forte presença cênica e musical, no qual o virtuosismo técnico se soma
a uma reflexão sobre território, ancestralidade, negritude e protagonismo
feminino na música instrumental brasileira.

As
participações especiais de Alexandre Caldi e de Reppolho no show, vai oferecer
ao público um momento único, de diálogo musical, criando uma atmosfera de
homenagem ao mestre de todos: Moacir Santos! A participação especial no dia 10
de julho será de Alexandre Caldi, no Teatro BNDES. Compositor, arranjador e
instrumentista, Alexandre Caldi é um dos poucos representantes do sopro
brasileiro a incorporar influências latinas em sua obra de forma requintada e
expressiva. Toca os saxofones soprano, alto, tenor e barítono, além de flauta,
flautim e pífanos. Já no CCBB, o percussionista Reppolho vai performar com
Neris na quinta, dia 09 de julho, às 19h. Reppolho é pernambucano e vive no
Rio. Ao longo dos seus 52 anos de carreira lançou seis álbuns solos e
acompanhou artistas em shows, turnês e gravações, como Tim Maia, Gilberto Gil e
Milton Nascimento, entre outros.

Formação musical:

Neris
Rodrigues – trombone e direção musical

Balbino
– piano

Ary
Eira – baixo

Leo
Correia – guitarra

Percuteria
– Gilberto Bala

Programação – Neris Rodrigues e o Trombonando

Show Tributo a Moacir Santos – 100 anos

CCBB Rio

Rua
Primeiro de Março, 66, Centro

Quarta-feira,
08 de julho, às 12h30 – Teatro III

Quinta-feira,
09 de julho, às 19h – Teatro III (participação especial de Reppolho)

Entrada:
de R$ 15 a R$ 30, vendas pelo site https://ingressosccbb.com.br/musica-neris-e-o-trambonando-tributo-a-moacir-santos-100-anos__3863

Teatro BNDES (participação especial de Alexandre
Caldi)

Rua
República do Chile, 100, Centro

Sexta-feira,
10 de julho, às 19h

Entrada:
gratuita, reserva pelo site https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/onde-atuamos/cultura-e-economia-criativa/espaco-cultural-bndes/sextas-instrumentais/neris%20rodrigues/

Jardim Botânico

Rua
Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico

Domingo,
12 de julho, às 11h

Entrada:
gratuita

Teatro Café Pequeno – Festival de Jazz

Av.
Ataulfo de Paiva, 269, Leblon

Domingo,
12 de julho, às 19h

Entrada:
de R$ 50 a R$ 100, vendas pelo site https://bileto.sympla.com.br/event/122693/d/394338/s/2600261

Sobre Neris Rodrigues

Natural
de Olinda, em Pernambuco, Neris Rodrigues é trombonista, compositora,
arranjadora, pesquisadora, produtora musical e bacharel em Música pela
Universidade Federal de Pernambuco. Sua trajetória atravessa o frevo, a música
instrumental brasileira, as práticas de matriz afro-brasileira e a
experimentação sonora contemporânea. À frente do projeto Neris Rodrigues e o
Trombonando, desenvolve uma pesquisa autoral em que o trombone conduz uma
narrativa musical ligada à ancestralidade, ao território e à presença feminina
na música instrumental.

Sobre Moacir Santos

Nascido
em Pernambuco, Moacir Santos tornou-se um dos mais importantes compositores,
arranjadores e maestros da música brasileira. Multi-instrumentista, professor e
criador de uma linguagem própria, fundiu ritmos afro-brasileiros, jazz, música
erudita e música popular em uma obra de grande sofisticação. O seu disco
“Coisas”, de 1965, é considerado um marco da música instrumental brasileira.
Moacir também atuou como professor de nomes fundamentais da MPB e da Bossa Nova
e desenvolveu carreira no Brasil e nos Estados Unidos.

Sobre as participações especiais

Alexandre Caldi

Compositor,
arranjador e instrumentista, Alexandre Caldi é um dos poucos representantes do
sopro brasileiro a incorporar influências latinas em sua obra de forma
requintada e expressiva. Toca os saxofones soprano, alto, tenor e barítono,
além de flauta, flautim e pífanos. Em 2021, lançou pelo selo Biscoito Fino o
álbum “Buarqueanas”, em que toca a obra de Chico Buarque acompanhado pelo
Quarteto Metacústico. Pelo mesmo selo lançou em 2019 o álbum
“Afro+Sambas” em duo com o pianista Itamar Assiere, reinterpretando
músicas de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Tem dois outros CDs solo,
“Festeiro”, de 2008, e “Mestiçaria”, de 2016, ambos autorais. Em 2003,
lançou o álbum “Intrometidos” em duo com seu irmão Marcelo Caldi. Faz parte, ao
lado do irmão Marcelo e da mãe, a pianista Estela Caldi, do Grupo LiberTango,
dedicado às várias vertentes do tango, do tradicional ao contemporâneo, com
cinco discos lançados. É um dos músicos mais requisitados do Rio de
Janeiro, tendo dividido o palco com dezenas de artistas ao longo da carreira,
como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Hamilton de Holanda, Francis Hime, Bibi
Ferreira, Yamandu Costa, Roberto Menescal, Leila Pinheiro, Moraes Moreira, Elza
Soares, Teresa Cristina, Dona Ivone Lara, Geraldo Azevedo, Sérgio Ricardo,
Bossacucanova, uma vasta experiência que contribuiu para o desenvolvimento de
seu trabalho autoral.

Reppolho

Givaldo
José dos Santos, mais conhecido pelo pseudônimo de Reppolho, é percussionista,
cantador, compositor, produtor musical, arranjador, pesquisador da cultura
afro-brasileira e pesquisador pernambucano. Ao chegar no Rio de Janeiro,
em 1979, acompanhou Robertinho do Recife, Ednardo, Jorge Mautner, Gilberto Gil,
Milton Nascimento (Missa dos Quilombos 1981), Gal Costa, Nana Caymmi, Tim Maia,
Elza Soares, entre outros músicos, em shows e gravações pelo Brasil e exterior.
Ao longo dos seus 52 anos de carreira lançou seis álbuns solos: “Tribal
Tecnológico” (Wea-1989), “Em Perfeita Vibração” (Leblon Record-1994), “Dialetos
ao Vivo” (GJS-2002), “Zabumbeat” (GjS-2008), “Batukantu” (GJS-2014) e “Reppolho
& Ednaldo Lima Juntos” (GJS-2018).

Rede social: @neristrombonando

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