0

A cultura da sociedade sempre levou a moda a distinguir o que era masculino e o que era feminino de acordo com suas características, porém a discussão sobre gênero coloca em pauta essa questão e busca descontruir a imagem de que a moda tem gênero. Em 2020 muito se falou sobre o tema e isso refletiu em novos negócios e novos posicionamentos de diversos segmentos.

Uma das principais empresas do mundo da moda que apostou em lançar produtos 100% sem gênero é a Italiana Gucci, que em 2020 lançou a etiqueta “MX”, que trata-se de uma curadoria de peças de diversas coleções não-binárias presentes no catálogo da marca.

De acordo com um comunicado da marca, eles enfatizam as linhas turvas da divisão de gênero em nome da autoexpressão: “Brincamos com a natureza construtiva do gênero, MX enfatiza a natureza performativa do que vestimos, apresentando masculinidade e feminilidade como conceitos relativos”.

No Brasil, a marca de acessórios Trexx Culture foi além e apostou em um catálogo 100% feito de produtos não-binários e viu seus colares se tornarem uma tendência entre jetsetters e famosos durante a temporada de final de ano de 2020. Entre os famosos adeptos dos colares sem gênero da Trexx Culture estão a jornalista Joyce Pascowitch, o DJ Vintage Culture e João Guilherme Silva.

De acordo com Lele Loureiro, CEO da marca, a criação de uma marca sem gênero não é um posicionamento social e aconteceu de forma natural: “Eu sempre tive dificuldades em encontrar acessórios que eu gostasse, então comecei criar colares pra mim e todos sempre curtiam muito! Meus amigos Diego Habib e Daniel Tourinho entraram na ideia de criar uma marca comigo. Nossas peças são exclusivas, existem algumas semelhantes mas em sua grande maioria são exclusivas, com detalhes, cores e pingentes diferentes” disse o fundador da marca, que oferece peças com valores entre R$269 e R$1.969 e são comercializadas de forma virtual no Instagram da marca (@trexxculture) ou na loja Sohoostyle em Trancoso-BA. A marca prepara uma coleção especial que deve ser lançada em 2021, com peças feitas com matéria-prima fornecida por índios locais e 30% do valor arrecadado será revertido em doações para saúde em tribos indígenas.

centralrbn

Estudo da Cognizant analisa as principais tendências do trabalho remoto

Artigo anterior

UniRuy promove aulão de revisão para o Enem no próximo final de semana

Próximo artigo

VOCÊ PODE GOSTAR

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *