Em resumo

Cicatrizes podem carregar histórias de cirurgias, acidentes, maternidade, doenças ou outros momentos importantes da vida. Para algumas pessoas, porém, essas marcas também interferem na autoestima e na forma como enxergam o próprio corpo.

Karin Nobre mostra como a dermopigmentação pode suavizar cicatrizes sem apagar histórias
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Especialista em dermopigmentação paramédica, Karin Nobre explica que cada cicatriz exige avaliação individual antes de qualquer procedimento

Cicatrizes podem carregar histórias de cirurgias, acidentes, maternidade, doenças ou outros momentos importantes da vida. Para algumas pessoas, porém, essas marcas também interferem na autoestima e na forma como enxergam o próprio corpo. É nesse contexto que a dermopigmentação paramédica vem ganhando espaço como possibilidade de reparação estética.

Especialista na área, Karin Nobre tem como principal campo de estudo e atuação as cicatrizes, especialmente as pós-cirúrgicas. Por meio de técnicas de camuflagem e neutralização, o trabalho busca tornar determinadas marcas visualmente mais harmônicas e menos perceptíveis, sempre que houver indicação.

“Eu não prometo apagar cicatrizes. Trabalho para torná-las visualmente mais harmônicas. A cicatriz faz parte da história daquele corpo e meu trabalho é fazer com que ela deixe de ser protagonista, se esse for o desejo do paciente”, explica Karin.

A técnica pode ser utilizada em casos selecionados de cicatrizes decorrentes de abdominoplastia, mastopexia, redução mamária, cesárea, cirurgias plásticas, queimaduras e outros procedimentos. Mas a especialista ressalta que não existe um protocolo único.

Antes de qualquer pigmentação, Karin avalia fatores como tonalidade, relevo, textura, maturação do tecido, fototipo, subtom da pele e histórico de procedimentos anteriores. Há situações em que a melhor conduta é aguardar a evolução da cicatriz ou encaminhar o paciente para avaliação de outro profissional.

“Duas pessoas podem realizar a mesma cirurgia e cicatrizar de formas completamente diferentes. Meu trabalho não começa pelo pigmento. Começa pela leitura da pele”, afirma.

Além da questão estética, a relação com uma cicatriz pode envolver aspectos importantes da autoimagem e da percepção corporal.

Em setembro, mês que amplia as discussões sobre saúde mental e cuidado, o tema também chama atenção para a importância de olhar para o bem-estar de maneira integral, sem criar padrões ou transformar marcas naturais do corpo em motivo de insegurança.

Para Karin, esse é um princípio fundamental: a dermopigmentação não existe para dizer que uma cicatriz precisa ser escondida. Ela oferece uma possibilidade para quem, por escolha própria, deseja que aquela marca tenha menos protagonismo visual.

“A beleza chega antes do procedimento. Quanto mais natural parece o resultado, mais técnica existe por trás”, conclui.

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