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Higiene de ambientes continua essencial, mesmo com vacina

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Higiene de ambientes continua essencial, mesmo com vacina

O processo de imunização contra a COVID-19 já começou no Brasil, mas a higienização pessoal e de ambientes e superfícies, além de medidas de distanciamento social e uso de máscaras, seguem sendo essenciais no combate à pandemia do Coronavírus. A posição é defendida pela ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional. “É necessário continuarmos vigilantes às medidas de higiene tanto em casa quanto no trabalho”, afirma Paulo Engler, diretor-executivo da entidade.

Para Engler, mesmo com o início da vacinação, a doença está longe de ser controlada, já que, além daqueles que ainda não foram imunizados, existe a possibilidade de que mesmo os que foram vacinados contraiam a doença, ainda que de forma leve. “A vacina é a melhor notícia que poderíamos ter neste começo de ano, já que ela previne, quase que na totalidade, as formas graves da doença. Mas não podemos esquecer que mesmo um paciente com sintomas leves ainda é um transmissor do vírus”, explica Engler.

A opinião é corroborada pelo gerente de Produtos de Higiene, Perfumes, Cosméticos e Saneantes da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Itamar de Falco Junior. “Como a imunização ainda vai levar um tempo para beneficiar todos os brasileiros, a manutenção dos cuidados que tivemos até aqui é fundamental. Entendo que continuar promovendo as ações de limpeza e desinfecção das superfícies e da prática de antissepsia das mãos, seja lavando com água e sabonete ou utilizando solução de álcool em gel, ajudará a manter a saúde de cada um até chegar sua vez de ser vacinado”, alerta.

Segurança na manipulação

Para que se garanta a eficácia dos produtos de limpeza no combate à disseminação de doenças em ambientes e superfícies, o diretor da ABIPLA afirma que é necessário que os consumidores utilizem os produtos de acordo com as instruções contidas no rótulo. “É preciso estar atento a formas de diluição e manipulação de qualquer produto de limpeza. Só assim você pode ter a certeza de que ele será eficaz em um processo de desinfecção de superfícies, por exemplo. Além disso, as instruções de manuseio devem ser observadas”, destaca Engler.

O gerente da ANVISA acrescenta, ainda, que é fundamental usar produtos que foram analisados pela agência. “No momento do registro, verificamos se todos os aspectos e requisitos estabelecidos pela legislação específica foram cumpridos. Avaliamos se os produtos realmente cumprem o que prometem e se são seguros para as pessoas utilizarem”, diz Falco Junior.

“Por outro lado, um produto que não foi avaliado pela ANVISA, pode não ser eficiente e, ao contrário, conter substâncias não permitidas ou tóxicas, e provocar diversos problemas para a saúde das pessoas expostas, como irritação da pele e olhos, intoxicação por inalação e outras intercorrências resultantes de formulação com substâncias químicas inapropriadas. Por isso, só recomendamos o uso de produtos de limpeza devidamente aprovados pela ANVISA”, afirma o gerente da Agência.

Itamar Falco Junior conta que as práticas de higienização de ambientes e superfícies não combatem apenas o Coronavírus, sendo eficientes, também, na prevenção de diversas outras doenças. “Considero os produtos de limpeza como itens de primeira necessidade e que devem estar ao alcance de todos! Entendo que esses produtos, utilizados corretamente, ou seja, conforme as orientações de rotulagem, contribuem como uma verdadeira barreira contra diversos microrganismos e situações que podem prejudicar a nossa saúde. A prevenção é o melhor “remédio” quando tratamos da saúde da população”, destaca o gerente da ANVISA.

Projeções do setor de limpeza para 2021

Considerando o uso contínuo dos produtos de higiene e limpeza, dentro do contexto de prevenção ao Coronavírus, de acordo com projeções da ABIPLA, a estimativa é que o setor cresça próximo de 3% em 2021, em termos de produção. “Ainda existe uma boa demanda por produtos de limpeza, até por conta da pandemia, mas temos que avaliar qual será o real impacto do fim do Auxílio Emergencial nos números do setor. De qualquer forma, acompanhar de perto o crescimento do PIB brasileiro, em um ano de recuperação econômica, já é um bom desempenho”, diz Engler.

O setor, que fechou o ano de 2020 com volume de produção estável, na comparação com o ano de 2019, vem crescendo acima do PIB há alguns anos e a pandemia, apesar de ter provocado uma demanda maior por produtos de desinfecção, exigiu que as indústrias tivessem que adaptar, rapidamente, suas estratégias para garantir acesso da população a itens de limpeza. “Vivemos uma montanha-russa no ano passado. As empresas tiveram que alterar cronogramas de lançamento e lidar com aumentos súbitos de demanda em determinados produtos, como água sanitária, desinfetantes e sabão em barra. Como o setor costuma basear suas estratégias em planejamentos de longo prazo, foi um grande desafio”, diz Engler.

Para se ter uma ideia da volatilidade enfrentada em 2020, de janeiro a julho, o setor cresceu 5,9%, em relação ao mesmo período de 2019. No entanto, a produção caiu, bruscamente, no segundo semestre, fazendo com que o volume de produção encerrasse o ano em estabilidade. “A queda coincide com a diminuição do Auxílio Emergencial”, diz Engler, lembrando que, mesmo com a baixa no segundo semestre, o setor fechou com números melhores que os da indústria em geral, que caiu 4,5%, segundo o IBGE, e o próprio recuo estimado do PIB – os analistas de mercado calculam uma baixa de 5% na economia brasileira em 2020. “Comparativamente, estamos bem. Além disso, viemos de uma base alta, por conta do crescimento forte nos últimos anos”, conclui.

O diretor executivo da ABIPLA acredita que, em 2021, o mercado deverá receber maior volume de lançamentos, de diversos segmentos, como limpeza perfumada, itens para desinfecção e produtos multiuso. “O mercado deve ser bem movimentado este ano. Alguns lançamentos acabaram sendo diferidos por conta da pandemia e já notamos que as indústrias vêm se estruturando para colocar novos produtos no mercado, em breve”, conta Engler

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