Gestão de riscos em megaprojetos industriais exige atuação estratégica da cadeia de suprimentos, afirma Diogo Nakata Casagrande

Gestão de riscos em megaprojetos industriais exige atuação estratégica da cadeia de suprimentos, afirma Diogo Nakata Casagrande

Samantha Di Khali
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Megaprojetos industriais, conhecidos no setor como Major Growth Ventures, envolvem investimentos bilionários, cronogramas complexos e alto grau de exposição a riscos. Em um ambiente marcado por instabilidades geopolíticas, eventos climáticos extremos e gargalos logísticos globais, a gestão de riscos na cadeia de suprimentos deixou de ser uma atividade operacional e passou a ocupar um papel central na segurança e no sucesso desses empreendimentos. Essa é a avaliação do consultor de Gestão de Cadeia de Suprimentos Diogo Nakata Casagrande.

Especialista em Logística e Supply Chain Management, Diogo possui mais de 14 anos de experiência em operações internacionais nos setores de energia e petroquímica. Atuando em uma das maiores companhias do mundo, ele lidera projetos estratégicos voltados à gestão de riscos, otimização de estoques, logística intercontinental e continuidade operacional, sendo reconhecido internamente por soluções inovadoras que geraram economias milionárias.

“Em megaprojetos, a cadeia de suprimentos precisa ser tratada como um pilar de segurança operacional desde a fase de planejamento, e não apenas como uma área de compras”, afirma Diogo Nakata Casagrande.

Segundo o especialista, a falta de visibilidade sobre fornecedores e a ausência de planos de contingência são fatores recorrentes que levam a atrasos crônicos, estouros de orçamento e até paradas operacionais. Para evitar esses problemas, Diogo defende uma abordagem estruturada, integrada e proativa de gestão de riscos.

“O primeiro passo é mapear toda a cadeia, indo além do fornecedor direto e enxergando os níveis dois e três, onde muitos riscos ficam ocultos”, explica. Esse mapeamento permite identificar dependências críticas, como fornecedores concentrados em uma única região do mundo, além de possibilitar o uso de tecnologia e inteligência artificial para simular cenários de ruptura.
A identificação proativa de riscos também envolve fatores geopolíticos, econômicos, logísticos e operacionais. Instabilidade política, sanções, variações cambiais, falhas de fornecedores e gargalos no transporte precisam ser monitorados de forma contínua. Há ainda os chamados “riscos suaves”, ligados a decisões internas, como a aceleração excessiva de cronogramas, que podem comprometer a segurança e a qualidade.

“Muitos riscos não vêm de fora, mas de escolhas feitas dentro do próprio projeto, especialmente quando se tenta ganhar tempo sem avaliar os impactos”, alerta Diogo Nakata Casagrande.

Para classificar e priorizar esses riscos, o consultor utiliza análises quantitativas e qualitativas, como matrizes de probabilidade e impacto e simulações do tipo “o que aconteceria se”. A partir disso, são definidas estratégias de mitigação, como diversificação de fornecedores, regionalização das compras, criação de estoques de segurança para itens críticos e inclusão de cláusulas contratuais mais robustas.

“O objetivo não é eliminar o risco, o que é impossível, mas garantir que ele seja conhecido, monitorado e controlado”, destaca.

Diogo também defende o monitoramento contínuo, com indicadores de desempenho, auditorias periódicas e revisões frequentes nos fóruns de decisão do projeto. Para ele, a tecnologia tem papel decisivo nesse processo.
“Ferramentas de inteligência artificial, machine learning e rastreamento em tempo real aumentam a previsibilidade e permitem agir antes que a falha aconteça”, conclui Diogo Nakata Casagrande.

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