Gestão de reputação institucional e proteção jurídica da imagem, por Adonis Martins Alegre

Gestão de reputação institucional e proteção jurídica da imagem, por Adonis Martins Alegre

Sabrina Vasconcellos
3 min p/ ler 42 já leram
Reprodução InternetReprodução Internet

A gestão de reputação institucional tornou-se elemento estratégico para organizações públicas e privadas em um ambiente de comunicação permanente, veloz e amplamente digital. Notícias, avaliações, decisões judiciais antigas, comentários em redes sociais e conteúdos indexados por buscadores impactam diretamente a imagem institucional, com reflexos jurídicos, econômicos e reputacionais. Nesse cenário, a proteção jurídica da imagem não é apenas reação a crises, mas parte de uma estratégia preventiva de governança.

Reputação institucional como ativo jurídico

A imagem institucional é um ativo imaterial que influencia confiança, credibilidade, competitividade e valor de mercado. Do ponto de vista jurídico, ela se conecta a direitos fundamentais e a princípios como honra objetiva, boa-fé, livre iniciativa e função social da empresa.

Exposições desproporcionais, conteúdos desatualizados ou distorcidos e práticas informacionais abusivas podem gerar:

● danos morais e materiais;

● perda de contratos e oportunidades;

● impacto negativo em relações com stakeholders;

● judicialização e custos elevados de resposta.

Gerir reputação é, portanto, gerir risco jurídico.

Riscos comuns à imagem institucional no ambiente digital

Entre os principais vetores de risco, destacam-se:

● publicações sensacionalistas ou incompletas;

● indexação permanente de fatos antigos sem relevância atual;

● avaliações abusivas em plataformas online;

● fake news e perfis falsos;

● vazamentos de dados e incidentes de segurança;

● decisões administrativas ou judiciais divulgadas fora de contexto.

A velocidade de propagação amplia o dano, exigindo respostas rápidas e tecnicamente fundamentadas.

Instrumentos jurídicos de proteção da imagem

O ordenamento jurídico brasileiro oferece mecanismos para prevenir, mitigar e reparar danos à imagem institucional, tais como:

● notificações extrajudiciais e pedidos de correção;

● direito de resposta proporcional;

● remoção de conteúdos ilícitos ou abusivos;

● desindexação em hipóteses específicas;

● tutelas de urgência para cessar danos contínuos;

● indenizações quando comprovado prejuízo.

A atuação deve equilibrar liberdade de expressão e direito à informação com a vedação ao abuso e à desproporcionalidade.

Gestão preventiva: governança, compliance e monitoramento

A proteção eficaz da imagem institucional começa antes da crise. Boas práticas incluem:

● monitoramento contínuo de menções e indexações;

● políticas claras de comunicação e resposta;

● integração entre jurídico, compliance e comunicação;

● protocolos de crise e preservação de provas;

● capacitação de porta-vozes e equipes.

A prevenção reduz litígios, custos e impactos reputacionais duradouros.

Prova de diligência e defesa institucional

Em disputas judiciais, a capacidade de demonstrar diligência é decisiva. Registros de monitoramento, respostas tempestivas, correções adotadas e políticas internas reforçam a defesa institucional e podem mitigar responsabilidades.

Além disso, a atuação coordenada evita decisões precipitadas que ampliem o dano (o chamado “efeito Streisand”).

A análise de Adonis Martins Alegre

Para o advogado Adonis Martins Alegre, reputação e Direito caminham juntos na era digital:

“A reputação institucional é patrimônio jurídico. Proteger a imagem não significa censurar, mas impedir abusos, distorções e exposições desproporcionais. A gestão preventiva, integrada ao jurídico, é a forma mais eficiente de reduzir riscos e preservar credibilidade.”

Segundo Adonis Martins Alegre, organizações que tratam a reputação como tema estratégico — e não apenas comunicacional — respondem melhor a crises e fortalecem sua posição jurídica.

Conclusão

A gestão de reputação institucional aliada à proteção jurídica da imagem é indispensável em um ambiente de memória permanente e alto impacto informacional. Ao combinar prevenção, monitoramento, governança e instrumentos legais, organizações preservam confiança, reduzem litígios e protegem um de seus ativos mais valiosos: a credibilidade.

Investir em gestão reputacional não é custo reputacional; é estratégia jurídica de sustentabilidade.

Gostou? Compartilhe com amigos!

O que você achou?

Amei 30
Kkkk 31
Triste 2
Raiva 0

Espere! Não perca isso...

Antes de ir, veja o que acabou de acontecer:

Não, obrigado. Prefiro ficar desinformado.