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Felipe Neto chama atenção para urgência da educação digital: “As pessoas não sabem utilizar a internet”

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“Existe um ditado africano que diz que para qualquer que seja a pergunta a resposta é comunidade”. Com essas palavras, o arquiteto Edgard Gouveia Júnior resumiu a discussão que pautou o último painel do Davos Lab, realizado nesta terça-feira (02/03), que tratou do tema “Liderança: objetivos e alternativas para o Brasil”.

Além de Gouveia, participaram a empreendedora Luiza Helena Trajano, o youtuber Felipe Neto, a deputada federal Tabata Amaral, e o líder comunitário Preto Zezé. Dentre os debatedores, foi unânime o entendimento de que o futuro da política no Brasil só será próspero se for coletivo.

“Precisamos focar em consensos, construir uma unidade em cima de agenda pública de interesse da maioria. Isso tudo em um momento que vemos uma luta insana por protagonismo, busca por monopólio do bem. Nós carecemos de pessoas dispostas a fazer o que é comum a todos, pensar no coletivo”, defendeu Preto Zezé, fundador da Central Única das Favelas (CUFA Brasil).

Almejar uma política robusta e coletiva passa, contudo, por aumentar a diversidade dos representantes do povo, que são os vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidentes, entre outros.

“Algo que me salta aos olhos é a falta que faz um diploma de realidade na política, de quem lidera mesmo. No começo da pandemia, o discurso de ‘fiquem em casa’ e ‘lavem as mãos’ me incomodava muito. Não porque eu discordo, não é isso. Mas porque demorou muito para que se falasse a palavra favela, que não tem nem água potável na maioria das vezes. Faz falta lideranças que conheçam a realidade de verdade”, disse Tabata Amaral.

Para o youtuber Felipe Neto, o Brasil enfrenta uma crise de descrédito com a política que precisa ser revertida. “A importância da representatividade passa pela quebra da imagem do salvador da pátria. Nós continuamos elegendo políticos que representam a máxima elite do país, elegendo bancadas prejudiciais e venenosas para dentro do nosso Parlamento e com isso a gente não consegue evoluir em pautas importantes”, pontuou, acrescentando que “a realidade do Brasil está completamente desgraçada porque a gente não se preocupa em quem está votando”.

Além disso, o youtuber chama atenção para a urgência de uma educação digital que tenha a potência de enfrentar o desastroso cenário da desinformação que é um problema não só do Brasil, mas de todo o mundo.

“O que a gente vê hoje é um cenário devastador, preocupante, no sentido de que as pessoas não sabem utilizar a internet. Infelizmente a gente tem uma população desinformada que não teve acesso em aprender sobre como utilizar a internet. Como uma arma, a internet foi entregue na mão das pessoas e isso trouxe consequências preocupantes para nosso planeta. Hoje, as teorias da conspiração, as fake news, ameaçam a nossa liberdade”, afirmou.

Diante deste complexo emaranhado político, a aposta de Edgard Gouveia para superar esse desafio está nas mãos das crianças e adolescentes. “Eles estão prontíssimos, já se importam com meio ambiente, não querem abraçar o racismo e o sexismo. Estão em outra realidade”, disse. “A próxima grande onda é uma horda de milhões de Gretas Thumberg que estarão muito bem organizadas e sabendo muito bem como usar as redes”, defendeu.

Na visão de Luiza Helena Trajano, o Brasil tem uma herança colonizadora, calcada nos mais de 400 anos de escravidão, que nunca foi superada em relação à importância da coletividade. “Nós nunca assumimos o nosso país para valer. Mas na pandemia ficou clara a necessidade de nos organizarmos coletivamente como sociedade civil”, disse.

Neste sentido, a empreendedora defendeu que, depois da vacinação em massa, será responsabilidade dos brasileiros como nação criar um plano estratégico de recuperação do país, em quatro pilares: saúde, a partir da governança e digitalização do Sistema Único de Saúde (SUS); educação, a partir de um projeto estratégico que esteja na boca do povo na boca do povo; habitação, com a construção de 20 milhões de casas em dez anos; e emprego, para garantir dignidade às pessoas. “São esses quatro pilares amarrados pela sustentabilidade”, finalizou.

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