À frente da KM Modas, empresária conquista espaço ao unir diversidade de tamanhos, tendências e expansão digital
A história da KM Modas começou a ganhar forma em 2021, em um momento de recomeço no ambiente digital. A marca já existia, mas precisou criar um novo perfil no Instagram já que o anterior não alcançava público Foi também nessa fase que Fabiana Gomes decidiu transformar em negócio um desejo antigo: conquistar independência financeira e contribuir de forma mais significativa com a renda da família.
Com dois filhos e diante de uma realidade em que o salário do marido era limitado, ela conta que o casal fazia o possível para investir no negócio, sempre acreditando que o projeto poderia crescer.
Apaixonada por moda e por se vestir bem, Fabiana começou a observar uma lacuna importante no mercado: a dificuldade de muitas mulheres em encontrar peças bonitas, atuais e bem acabadas em diferentes tamanhos. A procura por moda plus size era grande, e foi justamente essa percepção que ajudou a definir um dos principais pilares da KM Modas.
A loja passou a atender mulheres com diferentes corpos e estilos, trabalhando tanto com modelagens convencionais quanto com numerações maiores. Hoje, a marca oferece peças que vão do tamanho 38 ao 48.
Para Fabiana, ouvir as clientes se tornou parte essencial do processo de criação e compra das coleções. Ela acompanha os modelos mais procurados, observa tendências de cores e procura selecionar peças com tecidos de qualidade, bom acabamento e versatilidade.
A intenção é oferecer opções que possam transitar entre o moderno e o casual, sem limitar a moda a um único tipo de corpo.
Do desafio digital às vendas para todo o Brasil
Um dos maiores obstáculos enfrentados pela KM Modas foi justamente a entrada mais estruturada no universo digital.
Com o tempo, a marca passou a utilizar Instagram, WhatsApp, Tik Tok, tráfego pago e grupos voltados tanto ao atacado quanto ao varejo. Hoje, as vendas chegam a diferentes regiões do Brasil e a empresa mantém um estoque com mais de 100 modelos variados.
Fabiana atribui parte desse crescimento à organização e à análise constante do negócio. Ela acompanha resultados, identifica o que funcionou ou não em cada estratégia e procura se atualizar continuamente diante das mudanças de comportamento do consumidor e das novas ferramentas digitais.
Moda como ferramenta de autoestima
Mais do que vender roupas, a proposta da KM Modas é reforçar a ideia de que estilo não deve estar condicionado ao tamanho do manequim.
Para Fabiana, todo corpo pode e deve ter acesso a peças que proporcionem segurança, conforto e identificação. Por isso, a marca investe em modelagens, tecidos, cores e estampas que acompanhem tendências sem abrir mão da diversidade de tamanhos.
O crescimento continua. A KM Modas já está em sua segunda loja e trabalha para ampliar ainda mais sua presença tanto no varejo quanto no atacado.
A escolha do atacado foi estratégica, pois vendendo em grande proporção é possível oferecer melhores preços, o que possibilita abastecer muitas lojas.
A meta é alcançar clientes em todo o país, mantendo como base aquilo que, segundo Fabiana, acompanha o negócio desde o início: observar as necessidades das consumidoras, identificar os problemas e buscar soluções com responsabilidade e fidelidade.
Entre novos projetos e uma presença digital cada vez mais forte, a empreendedora garante que ainda há novidades pela frente. Para quem começou acreditando que um pequeno negócio poderia se tornar grande, cada nova etapa representa mais um passo na construção desse objetivo.