Expo-Hospital Brasil recebe 19 mil pessoas e gera R$ 440 milhões em negócios na oitava edição
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Evento reuniu quatro mil congressistas, 400 marcas expositoras e lideranças do setor, além de firmar convênio que levará gestores hospitalares brasileiros a uma missão em Israel.

A oitava edição da Expo-Hospital Brasil encerrou sua programação com 19 mil participantes e R$ 440 milhões em negócios gerados. Realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte, a feira reuniu gestores, profissionais da assistência, representantes do poder público e empresas de diferentes segmentos da cadeia da saúde.

Do público total, quatro mil pessoas participaram dos congressos e seminários realizados paralelamente à exposição. Ao todo, 400 marcas apresentaram equipamentos, tecnologias, serviços e soluções voltadas à gestão, infraestrutura, diagnóstico, assistência e eficiência das instituições de saúde.

Para Fernando Kutova, organizador e porta-voz da Expo-Hospital Brasil, os resultados demonstram que a feira se consolidou como um ambiente estratégico para o setor. “Conseguimos reunir quem desenvolve soluções, quem administra as instituições e quem está diariamente na assistência. Os negócios gerados são importantes, mas o impacto também está no conhecimento compartilhado e nas conexões que podem transformar a qualidade da saúde”, afirma.¹

Um dos desdobramentos da edição foi a assinatura de um convênio entre a Expo-Hospital Brasil e a Câmara de Comércio Minas Gerais–Israel. A parceria prevê uma missão, em maio, formada por gestores hospitalares que visitarão instituições, startups e empresas de tecnologia israelenses.

Entre os locais previstos está o Sheba Medical Center, referência internacional e presença recorrente entre os dez melhores hospitais do mundo no ranking da revista Newsweek. A iniciativa pretende aproximar gestores brasileiros do ecossistema israelense de inovação e estimular a troca de experiências sobre medicina preditiva, tecnologia, pesquisa e gestão hospitalar.

As discussões da feira também abordaram a sustentabilidade das instituições que atendem pelo Sistema Único de Saúde. O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, destacou a necessidade de organizar o acesso dos pacientes conforme a complexidade do atendimento e avançar em modelos de financiamento vinculados à qualidade.

Segundo o secretário, Minas Gerais já utiliza o DRG, metodologia que agrupa pacientes de acordo com diagnósticos e níveis semelhantes de complexidade. “Quanto mais se faz, mais se ganha; e, quanto melhor se faz, mais se ganha. A sustentabilidade passa a estar vinculada à qualidade entregue pelos hospitais”, explica.

Para Fábio Patrus, diretor executivo do Hospital da Baleia, a metodologia também permite identificar permanências hospitalares além do período esperado. “Cada diária desperdiçada em um hospital que vive com alta demanda significa um paciente a menos sendo atendido. Com o sistema bem implantado e a codificação correta, em cerca de um ano já é possível começar a extrair resultados”, afirma.

A saúde mental dos profissionais esteve entre os temas da programação. Luciana Valverde, gestora de Saúde Integral da Unimed Minas Gerais, relacionou o burnout às jornadas extensas, aos múltiplos vínculos e às culturas organizacionais que ainda não priorizam o cuidado com o colaborador. Para ela, as instituições precisam construir ambientes com mais segurança psicológica e atenção a quem cuida.

Na área assistencial, a oncologista Carolina Martins Vieira destacou que dificuldades de transporte, medo e falta de apoio familiar ainda comprometem a jornada dos pacientes com câncer. Já Cristiana Guimarães Savoi, coordenadora da equipe de cuidados paliativos do Hospital da Baleia, reforçou que a abordagem não deve se restringir ao fim da vida. “Cuidado paliativo é uma área técnica, que exige formação e capacitação de qualidade”, ressalta.

A liderança feminina também ganhou espaço durante a Confraria Lidera Saúde. Juliana Silveira Teixeira, anfitriã da iniciativa e CEO da Essentia Consult, defendeu a criação de ambientes de troca entre mulheres. “O conhecimento é fundamental, mas a experiência compartilhada de mulher para mulher potencializa os resultados e ajuda a desenvolver a ousadia necessária para ocupar novos espaços”, afirma.

Os expositores também relataram resultados comerciais. A Alves Healthcare firmou parcerias e fortaleceu o relacionamento com clientes, enquanto a MV mapeou mais de dez oportunidades durante os três dias. Para a Minas Indústrias, a feira possibilitou apresentar novidades diretamente aos profissionais que utilizam o mobiliário hospitalar e participam das decisões dentro das instituições.

Com os resultados da oitava edição e o início de novas parcerias internacionais, a Expo-Hospital Brasil encerrou sua programação fortalecendo Belo Horizonte como ponto de encontro de empresas, gestores e lideranças que trabalham pela transformação da saúde.

Saiba mais: @expohospitalbrasil | www.expohospitalbrasil.com.br

Fonte: Fernando Kutova — organizador e porta-voz da Expo-Hospital Brasil.

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