Estandes ganham novo peso na disputa das marcas pela atenção do público
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De feiras corporativas ao Rock in Rio, ativações combinam tecnologia, conteúdo e experiência para transformar presença física em relacionamento e negócio

Em um evento com dezenas de marcas disputando o mesmo público, estar presente já deixou de ser suficiente. Telões, iluminação, som, interatividade e conteúdo passaram a ocupar um papel cada vez mais estratégico na tentativa de fazer o consumidor parar, participar e, principalmente, lembrar.

O movimento aparece tanto em feiras de negócios quanto em grandes festivais. No Rock in Rio 2026, por exemplo, o Grupo Pleno atuou em 20 espaços, entre estandes e áreas VIP, para marcas e instituições como Vale, Seara, Seara Gourmet, CIF, Estácio e Prefeitura do Rio. A operação movimentou cerca de R$ 1 milhão durante o evento.

Mais do que estruturas de exposição, esses espaços passaram a funcionar como uma espécie de mídia física das empresas.

“O estande deixou de ser apenas o lugar onde a empresa apresenta seus produtos. Ele se tornou uma mídia da marca e um espaço para gerar atenção, relacionamento e negócios”, afirma Leonardo Ferreira, sócio e fundador do Grupo Pleno.

Tecnologia sozinha não resolve

A transformação trouxe uma espécie de corrida tecnológica para dentro dos eventos. Telas de LED, totens interativos, tablets, iluminação cênica, sonorização e conteúdos digitais são cada vez mais integrados às ativações.

Mas tamanho e quantidade de equipamentos, sozinhos, não garantem atenção.

“Não basta instalar uma grande tela dentro de um estande. As pessoas precisam entender a proposta daquele espaço e sentir vontade de participar”, diz Ferreira. Segundo ele, a tecnologia funciona melhor quando está subordinada a uma ideia criativa e a uma experiência clara para o visitante.

Essa mudança também aumenta a complexidade das operações. Em uma única montagem no Distrito Anhembi, em São Paulo, o Grupo Pleno afirma ter mobilizado 30 toneladas de equipamentos e 12 caminhões, além de 500 placas de LED, 268 pontos de iluminação e 65 pontos de sonorização.

Em outro evento corporativo, voltado ao setor de recursos humanos, a estrutura reuniu mais de 250 notebooks, além de tablets, celulares, câmeras de segurança e equipamentos de som, luz e gravação.

Do estande ao conteúdo compartilhável

A lógica por trás desses investimentos também mudou. Uma ativação já não termina necessariamente quando o visitante deixa o espaço.

Ambientes instagramáveis, experiências interativas e ações capazes de gerar conteúdo nas redes ampliam o alcance para além do público presencial. Assim, o mesmo estande pode funcionar como ponto de venda, ferramenta de relacionamento, cenário para conteúdo e instrumento de coleta de dados.

É justamente essa soma que ajuda a explicar por que as ativações ficaram mais sofisticadas — e mais caras.

No fim, a disputa dentro de uma feira ou festival deixou de ser apenas por metragem, localização ou estrutura. O desafio agora é transformar alguns minutos de atenção em lembrança de marca, compartilhamento e, quando possível, negócio.

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