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O Outubro Rosa, que surgiu em 1990, em Nova York, tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção à doença, bem como levar informações importantes ao maior número de pessoas, o que se torna ainda mais necessário no momento atual, visto que 62% das mulheres esperam o fim da pandemia para voltar à rotina de cuidados com a saúde, segundo pesquisa realizada pelo Ibope.  “O câncer de mama é perfeitamente tratável se diagnosticado na fase inicial da doença. Estudos mostram que nesta fase o tratamento é eficaz e proporciona uma elevada taxa de cura.  Para que isso aconteça é de extrema importância o autocuidado, a realização das consultas periódicas e os exames de rotina.”, enfatiza Dr. João Eduardo Pereira, Coordenador do curso de Medicina da Estácio de Alagoinhas.

O exame preventivo é importante para que a mulher possa identificar o câncer antes dos sintomas se manifestarem e é recomendado pelo Ministério da Saúde que a partir dos 50 anos de idade elas realizem uma mamografia a cada dois anos, além do exame clínico realizado por um profissional da saúde. “Sabemos que esta patologia pode ter componente genético envolvido, mas bons hábitos contribuem para prevenção como a prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, não consumir bebidas alcoólicas e a amamentação”, salienta João Eduardo.

Para Tarcísio Menezes, ginecologista, obstetra e professor do curso de Medicina da Estácio de Juazeiro-BA, o diagnóstico inicial, como toda doença, permite um tratamento em tempo hábil, com menor impacto para a mulher. “Faz parte das doenças com desfechos em que conseguimos prevê uma história/ curso temporal ou cronológico mínimo, quando se faz diagnóstico precoce, dar-se tempo para mínimos impactos na qualidade de vida desta mulher. Cirurgia com menor ressecção e maior chance de cura, completa Tarcísio.”

“Câncer de mama está entre as neoplasias que mais matam mulheres no Brasil. É uma Patologia que tem rastreio, podendo ser detectado de forma precoce, e o tratamento pode ser feito com mínimo impacto à mulher. Logo, a importância é a detecção precoce para aumentar a sobrevida livre da doença com mínimo de impacto possível em sua saúde física e emocional,” complementa o ginecologista.

Porém, quando o diagnóstico é positivo, é importante saber que o suporte familiar e psicológico pode ser fundamental no tratamento. Susy Matos, coordenadora do curso de Psicologia do UniRuy, de Salvador, explica que a Psicoterapia é uma forte aliada neste momento. “O acompanhamento psicológico é extremamente importante, pois, proporciona um espaço de escuta e acolhimento que auxilia a paciente não apenas a lidar com o diagnóstico, auxiliando no tratamento acompanhando e identificando os fatores emocionais que influenciam na sua saúde, mas dando suporte também a família ao orientar e acolher suas demandas. Atualmente está comprovado em diversas pesquisas acadêmicas sobre o câncer de mama que pacientes que possuem acompanhamento psicológico desenvolvem uma melhor adaptação à doença, melhora dos problemas emocionais, maior adesão ao tratamento e diminuição dos sintomas”, complementa Susy Matos.

Casos especiais
Mulheres que possuem um histórico familiar de câncer, fumantes, obesas, que não se alimentam de forma adequada e que consomem bebida alcoólica de forma abusiva devem dobrar a atenção e os cuidados.

Tratamento
O tratamento para o câncer de mama pode variar de acordo com cada paciente, com a fase da doença e também o tipo de tumor. São muitos os tratamentos que podem ser realizados, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, entre outros.

Suporte Psicológico

A paciente que passa por um tratamento de câncer precisa de um acolhimento especial da família, desde o momento em que recebe o diagnóstico. Além do suporte familiar, contar com a ajuda de um psicólogo ajuda a lidar com a doença com menos angústia e as chances de depressão diminuem.

centralrbn

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