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Não é segredo que a rotina dos brasileiros mudou devido a pandemia do Covid 19. Com isso, o mundo virtual que antes já era recomendado por especialistas a ser usado com moderação, agora tem sido utilizado, como ferramenta pra sair da solidão e interagir com as pessoas em um período em que é necessário o distanciamento social.
Contudo, a psicóloga Jéssica Parmanhani especialista ao atender jovens e adultos, adverte sobre o uso excessivo dos aparelhos eletrônico.
“Atualmente devido a reclusão imposta pela pandemia a tecnologia está sendo ferramenta de estudo, trabalho, lazer, saúde, já que vários atendimentos estão também sendo feitos por essa modalidade, e com isso a população está adquirindo novos hábitos tecnológicos.
O uso da internet, assim como das redes sociais, plataformas variadas, jogos e etc já era feito pré-pandemia, mas tenho percebido que estamos alterando a nossa forma de nos relacionarmos com a mesma, agora de maneira intensificada.
Não tenho como pressuposto a ideia de deixarmos de utilizar essa ferramenta que trás tantos benefícios e tem nos possibilitado prosseguirmos com nossa rotina, mas nessa facilidade habita um perigo, seu uso vem permeado de preocupações as quais precisamos estar atentos, como maior consumo de informações de fontes duvidosas, uma enxurrada de informação que ao invés de contribuir para a ansiedade, a prejudica, uma necessidade compulsiva de checar os aplicativos, entre outros que mostram uma quantidade maciça de estímulos que nos encaminham a uma interação constante e desnecessária com plataformas, sem que haja nenhum ganho efetivo de qualidade de vida”, explica.
Estudos mostram que muitos adolescentes e jovens adultos dormem ao lado dos seus telefones e acordam no meio da noite para checá-los. Isso é prejudicial para o seu cérebro, que precisa de blocos longos e consistentes de sono, além de prejudicar o aprendizado. A especialista ressalta a importância de cultivar novos hábitos.
“Precisamos construir novos hábitos que nos auxiliem a usar a tecnologia para nos nutrir, como a capacidade de filtrar as informações que a gente tem acesso, não comparar nossa realidade com as expostas em redes sociais, criar metas e limites de tempo para o uso, criar filtros para as informações que você foi buscar e se concentrar em um assunto por vez, e é crucial dar valor a fala das pessoas próximas quando nos alertam de que estamos passando dos limites, entre outras possibilidades que valorizem nosso amadurecimento digital.”
Jéssica ainda sugere 7 dicas importantes para combater a ansiedade juvenil durante o período da quarentena.
• Limite-se!
Os jogos virtuais e games podem trazer uma série de benefícios, como raciocínio lógico, Tolerância a frustrações, agilidade e além disso, os jogos sociais podem trazer maior relação com pessoas.
Porém, é comum acessarmos um jogo com a expectativa de ficarmos por alguns minutos e quando saímos percebemos que ficamos muitas horas, inclusive já ouvi relatos de pessoas que ao jogar por horas afinco esquecem até mesmo de se alimentar.
Determine um tempo limite para estar na internet, em jogos virtuais, na tecnologia de forma geral e esteja mais conectado consigo mesmo e presencialmente com pessoas que contribuem para sua vida.
• Durma bem! 
Uma boa noite de sono ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade. O mais indicado é dormir por, no mínimo, 8 horas por noite, afinal o sono reparador e de qualidade é fundamental para a nossa qualidade de vida.
• Se movimente  
Há uma infinidade de atividades físicas que podem ser feitas até mesmo na sala de casa, inclusive existem opções de vídeos de ginástica, yoga, zumba ou outras formas de interação e movimento acessíveis. Escolha o que combina com você e dedique pelo menos 30 minutos diários para esse momento.
• Medite
Meditar traz uma série de benefícios como reduzir o estresse e a ansiedade, melhorar a qualidade do sono, as funções cognitivas, acalma os pensamentos, as ideias costumam ficar mais claras e o dia mais leve. É uma excelente forma de “reset” da mente. E atualmente existem aplicativos e vídeos acessíveis que orientam como realizar a prática.
• Prazer em pequenas coisas 
Aproveite para descobrir um hobby, uma paixão, uma atividade terapêutica.
A jardinagem é um exemplo excelente, pode ser no quintal de casa ou em vasinhos, cultivar plantas pode ser terapêutico e trazer bem-estar e uma conexão com a natureza.
Outro exemplo é reformar itens da sua casa, como uma mobília, pintar uma parede ou simplesmente trocar os móveis de lugar.
• Não faça absolutamente nada 
Não se culpe se um dia ou outro você quiser apenas passar o dia relaxando, no sofá assistindo televisão, lendo um livro ou maratonar alguma série. Tirar um dia de folga para descansar a mente também faz bem, mas precisa ser sem autocobrança, apenas entendendo que você pode praticar a generosidade consigo também.
• Concentre-se no que você pode controlar e seja grato pelo que você tem! 
Não permita que o excesso de futuro, carregado de apreensões e medos roube o seu presente. Viva o aqui e agora compreendendo as suas possibilidades.
Crédito foto: Márcia Silva 
centralrbn

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