0

Com a pandemia, exercícios em casa ou ao ar livre se tornaram opções mais viáveis; o professor de Educação Física destaca vantagens e desvantagens desse tipo de atividade

Quem precisou se trancar em casa durante a pandemia e não pôde ir à academia para se exercitar, teve que dar seu jeito e começar a praticar alguma atividade física em casa ou ao ar livre. A tendência continua firme e forte. Muitos professores e empresas, inclusive, criaram ferramentas online de treinamento e isso estimulou um mercado que cresce sem parar.

Entre as principais vantagens de se exercitar por conta própria estão as oportunidades de conhecer novos lugares, sentir o ar fresco, a liberdade de treinar a hora que quiser, inclusive nos finais de semana e feriados. Se o treino é em casa, outros benefícios aparecem na lista: você pode ter flexibilidade de horários, não perde tempo nos deslocamentos e trânsito, se protege e protege os outros com relação à Covid-19.

Mas será que a prática de atividades físicas sem acompanhamento de um profissional é recomendada? O professor de educação física Fernando Medeiros explica. “É preciso ter cuidado e seguir as orientações de profissionais qualificados para treinar e obter resultados com segurança.”

Fernando acredita que é possível manter uma boa rotina de exercícios sem ir à academia. No contexto da quarentena, muita gente redescobriu o prazer de seus esportes favoritos, a diversão da dança, a calma da yoga e o poder de uma simples caminhada. Por outro lado, treinos consecutivos em casa podem desanimar a pessoa depois de um tempo, segundo ele.

“O risco de desestímulo é maior, pois é muito mais fácil se distrair com celular, TV, cama, sofá, que estão à nossa disposição. É normal bater aquela ‘preguiça’”, conta.

Ao escolher atividades ao ar livre, em locais abertos ou sem aglomeração de pessoas, o conceito de ir todos os dias a um lugar fixo – no caso, a academia – começou a ser repensado. Mesmo assim, a academia ainda oferece benefícios importantes aos seus frequentadores.

“Muitas pessoas assistem aos vídeos de influenciadores nas redes sociais, querem fazer igual e podem acabar se lesionando. Na academia, o profissional de educação física está mais próximo do aluno e pode auxiliar de forma personalizada”, afirma.

“Além disso, treino em academias são importantes para aumentar o nível de condicionamento neuromuscular e para a manutenção da massa muscular magra, principalmente quando falamos de musculação. A academia pode ser menos motivadora a curto prazo, mas a médio e longo prazo os efeitos são mais duradouros. Indico as pessoas a fazerem treinos com pesos, por exemplo, pelo menos duas vezes na semana.”

Como ambas as modalidades de exercícios oferecem vantagens e desvantagens, o especialista defende a mescla das duas práticas ao longo da semana.

“Variar treinos em casa, ao ar livre ou em academias é a melhor forma de manter-se motivado durante todo o ano. A academia parece ser chata, mas te dá muito foco, o que é essencial. Já as atividades externas podem ser mais lúdicas e prazerosas, e provocam outros estímulos para o corpo tanto físico, quanto mental e social”, ele reforça. “Mas sempre é bom lembrar de manter o distanciamento social, usar máscaras, higienizar os aparelhos antes do uso e lavar bem as mãos”, indica Fernando.

Para quem vai se exercitar em casa ou em ruas e parques, o ideal é que a pessoa esteja bem hidratada, use roupas leves e tênis adequados. Fernando Medeiros recomenda mais dicas: “utilize filtro solar mesmo nos dias com menos sol aparente, faça um aquecimento antes de começar a parte principal do treino e leve o mínimo de coisas para rua”. Assim, você irá se movimentar, cuidar da sua saúde e ainda se divertir”, acrescenta.

Foto Júlio Barbosa

centralrbn

Volkswagen Nivus em apenas seis cliques

Artigo anterior

SCARS E THIAGO OLIVEIRA ANUNCIAM CAMINHOS DIFERENTES

Próximo artigo

VOCÊ PODE GOSTAR

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *