Economia
E-commerce deve ultrapassar R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, aponta ABComm
Projeção reforça expansão das lojas virtuais e consolida o digital como eixo central do varejo brasileiro
O comércio eletrônico brasileiro deve encerrar 2025 movimentando R$ 234,9 bilhões, segundo publicação mais recente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). A expectativa representa um crescimento de 15% em relação ao ano anterior e confirma o avanço contínuo das lojas virtuais como motor de modernização do varejo no país.
A entidade também projeta que o Brasil ultrapassará a marca de 94 milhões de consumidores digitais, com ticket médio de R$ 539, demonstrando que a compra online já faz parte do comportamento cotidiano de grande parte da população.
Expansão acelerada das lojas virtuais
O crescimento do setor está diretamente relacionado à popularização de novos modelos de venda online. O uso de redes sociais como vitrine comercial, o fortalecimento dos marketplaces e o avanço da automação, tanto nas campanhas de marketing quanto nos processos logísticos, facilitaram o acesso de milhões de pessoas ao ambiente digital.
A experiência de compra também se transformou. Meios de pagamento integrados, plataformas mais intuitivas e prazos de entrega cada vez menores ampliaram a confiança do consumidor, incentivando tanto a recompra quanto a entrada de novos perfis de compradores.
Antes concentrado nas capitais, o e-commerce agora se expande de forma homogênea pelo país. Pequenos varejistas e empreendedores regionais passaram a usar plataformas digitais para vender para todo o território nacional, reduzindo barreiras geográficas e criando novas oportunidades de renda.
Tecnologia e comportamento moldam a nova fase do varejo
A forte adoção de tecnologias como inteligência artificial impulsiona a personalização da experiência do usuário, permitindo que empresas acompanhem preferências e padrões de consumo de forma mais precisa.
Para Tiago Winter, diretor de sucesso do cliente da Nuvemshop, essa evolução marca uma nova etapa do varejo digital:
“Sabemos que gerenciar a loja virtual e escalar o negócio, enquanto se oferece um atendimento próximo e personalizado, é um grande desafio. Pensando nisso, unimos inteligência artificial a um atendimento humanizado para ajudar o lojista a vender mais e se relacionar melhor com o cliente”, afirma.
Essa combinação entre automação e atendimento de qualidade deve ser um dos pilares do setor ao longo de 2025.
Desafios estruturais e perspectivas
O cenário otimista não elimina os desafios. A logística ainda é um dos maiores obstáculos, especialmente fora dos grandes centros urbanos, onde custos de frete e prazos de entrega seguem mais altos.
A concorrência crescente também exige estratégias mais sofisticadas de branding, atendimento e fidelização, pressionando as empresas a oferecer diferenciais reais para manter margens competitivas.
Outro ponto de atenção é a segurança digital. Com o aumento das transações, cresce também a necessidade de investimentos em proteção de dados e prevenção a fraudes, além da importância de educação financeira para empreendedores iniciantes no ambiente digital.
O comércio conversacional, porém, surge como um dos caminhos mais promissores. Soluções que permitem que toda a compra, da vitrine ao pagamento, seja feita diretamente pelo WhatsApp estão ganhando força, facilitando o acesso de pequenos negócios ao e-commerce e aproximando ainda mais marcas e consumidores.
Um setor que redefine o varejo nacional
Com projeções recordes e um consumidor cada vez mais habituado ao digital, o e-commerce consolida sua posição como um dos pilares do varejo brasileiro. O faturamento estimado acima de R$ 230 bilhões sinaliza não apenas o avanço das vendas online, mas uma mudança estrutural na forma como o país consome.
Mais do que tendência, o comércio eletrônico se torna elemento central da economia, influenciando cadeias logísticas, estratégias de marketing, comportamento de compra e a relação das empresas com o público.




