Dr. Porrada encara maratona de desafios e chega à semifinal do ADCC Trials no Rio: ‘Vitorioso por me sentir vivo’

Dr. Porrada encara maratona de desafios e chega à semifinal do ADCC Trials no Rio: ‘Vitorioso por me sentir vivo’

Fernanda Leite
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Mesmo em meio a semanas intensas fora do tatame, Antônio Assef, o Dr. Porrada, mostrou competitividade na seletiva do ADCC realizada no último fim de semana, no Velódromo do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. O faixa-preta chegou até a semifinal do torneio após vencer dois combates e acabou ficando próximo do pódio na disputa que reuniu alguns dos principais nomes do Grappling nacional.

Na campanha, Assef começou superando Paulo Max por 3 a 0 nos pontos nas oitavas de final. Em seguida, avançou diante de Victor Muralha nas quartas de final, após decisão dos árbitros. A caminhada rumo à final parou apenas na semifinal, quando foi derrotado por Pedro Alex “Bombom”, também por 2 a 0 nos pontos.

A participação no torneio ganha ainda mais peso quando se observa o momento vivido pelo atleta fora das competições. Nas últimas semanas, Assef esteve diretamente envolvido na mobilização para ajudar vítimas das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira, especialmente Juiz de Fora e Ubá, sua cidade natal, tragédia que deixou dezenas de mortos e milhares de desabrigados. Paralelamente, ele também inaugurou recentemente a Dr. Porrada Academy, em Ubá, além de conciliar a rotina de médico com a preparação para o ADCC.

“As coisas na minha vida sempre foram assim. Desde que comecei a competir na CBJJ sempre trabalhei muito e saía do hospital ou do Exército direto para lutar. Dessa vez também não consegui fazer o camp como queria por causa do consultório, da inauguração da academia e, quando parecia que ia melhorar, veio a tragédia em Minas. Mas isso não é motivo para deixar de lutar. Tento sempre encaixar o melhor que posso”, explicou Assef.

Mesmo sem a preparação ideal, o faixa-preta avaliou de forma positiva sua atuação no evento: “Foi mais um Trials com uma performance boa. Fiz lutas dentro da estratégia de cada adversário. Claro que tem pontos para melhorar, principalmente resistência e intensidade por causa da preparação, mas isso não me limitou de fazer boas lutas. A que eu perdi foi uma guerra e saí de lá vitorioso por me sentir vivo e capaz de ganhar qualquer competição.”

Além de competir, Assef também esteve no evento como treinador. Ele fez o córner dos atletas Pedro Henrique e Gabriel Costa, que disputaram o ADCC Open. O mineiro destacou a evolução dos dois, especialmente do jovem Pedro, a quem apontou como promessa da modalidade: “Fiquei muito feliz com a performance deles. O Pedro é um fenômeno, um garoto para guardar o nome e o rosto. Ele tem uma performance impecável. Não venceu por detalhes de competição, não foi falta de Jiu-Jitsu ou preparo. Tenho certeza de que em breve, talvez em dois anos, ele pode ser o nome para buscar a vaga da categoria até 77kg no Trials”.

(Foto: Elevaty Esportes)

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