A dor na coluna está entre as queixas de saúde mais comuns no mundo e afeta milhões de pessoas em diferentes fases da vida. Seja por fatores posturais, desgaste natural, sedentarismo ou lesões, o desconforto nessa região pode comprometer desde atividades simples até a capacidade de trabalho. Diante do sintoma, uma dúvida recorrente surge nos consultórios e nas buscas online: afinal, quem deve avaliar o problema — o ortopedista ou o neurocirurgião?
A resposta depende, sobretudo, da origem da dor e dos sintomas associados. A coluna vertebral é uma estrutura complexa, formada por ossos, discos, músculos, ligamentos e um componente essencial: a medula espinhal e as raízes nervosas. Quando há alterações mecânicas, como sobrecarga muscular, desgaste das articulações ou deformidades estruturais, a avaliação costuma ser conduzida por um ortopedista, especialista no aparelho locomotor. Já quando há sinais de comprometimento neurológico — como dor irradiada, formigamento, perda de força ou sensibilidade — a atuação do neurocirurgião torna-se fundamental.

Segundo o neurocirurgião especialista em coluna Dr. Rodolfo Carneiro, a confusão entre as especialidades é comum e compreensível. “Muitos pacientes não sabem que grande parte das dores incapacitantes envolve compressão de nervos. Entender a diferença ajuda a acelerar o diagnóstico e evita atrasos no tratamento”, explica. Ele destaca que a escolha do profissional adequado pode influenciar diretamente no prognóstico e na recuperação funcional.
O ortopedista atua principalmente nos aspectos estruturais e biomecânicos da coluna, avaliando condições como escoliose, fraturas, alterações degenerativas, distúrbios posturais e lesões musculares ou ligamentares. O tratamento pode incluir reabilitação, medicamentos, mudanças de hábito e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos voltados à correção estrutural ou estabilização.
Já o neurocirurgião dedica-se às doenças que afetam o sistema nervoso central e periférico. Na coluna, isso inclui hérnias de disco com compressão nervosa, estenose do canal vertebral, tumores, traumatismos medulares e quadros de dor com irradiação para braços ou pernas, como a ciática. Nesses casos, a avaliação neurológica detalhada é essencial para identificar riscos e definir a melhor abordagem, que pode envolver técnicas minimamente invasivas voltadas à descompressão e preservação da função neural.
Na prática clínica, as fronteiras entre as áreas muitas vezes se sobrepõem. Uma hérnia de disco, por exemplo, começa como uma alteração estrutural, mas pode evoluir para compressão nervosa significativa, exigindo avaliação especializada. “O olhar integrado é essencial. Não tratamos apenas a imagem de um exame, mas o impacto que aquela alteração provoca na vida do paciente”, afirma Dr. Rodolfo Carneiro, ressaltando a importância de considerar sintomas, histórico e exame físico na tomada de decisão.
Alguns sinais ajudam a orientar a busca por atendimento. Dor localizada que piora com movimento, sem sintomas neurológicos, costuma ser inicialmente avaliada pela ortopedia. Por outro lado, dor associada a dormência, choque, perda de força, dificuldade para caminhar ou alterações no controle urinário ou intestinal deve motivar avaliação urgente por especialista em coluna com foco neurológico.
Especialistas reforçam que ignorar sintomas persistentes pode levar à progressão de quadros que, quando tratados precocemente, têm melhor evolução. A avaliação adequada permite identificar desde condições benignas até situações que exigem intervenção mais rápida, reduzindo riscos de sequelas e melhorando a qualidade de vida.
Para o Dr. Rodolfo Carneiro, o principal objetivo do tratamento é devolver funcionalidade e segurança ao paciente. “Nosso compromisso é aliviar a dor, proteger a função neurológica e oferecer opções terapêuticas baseadas em evidência, sempre considerando o que é menos invasivo e mais eficaz para cada caso”, afirma.
Embora a escolha do especialista possa gerar dúvidas, o mais importante é não adiar a avaliação diante de sintomas persistentes ou progressivos. A coluna é o eixo de sustentação do corpo e desempenha papel central na mobilidade e no bem-estar. Buscar orientação médica qualificada é o primeiro passo para compreender a causa da dor e iniciar o caminho para a recuperação.
Para mais informações, a especialista compartilha conteúdos educativos no link mencionado: https://colunaeneuro.com.br