King Charles III addresses a joint session of the U.S. Congress at the U.S. Capitol in Washington, D.C., on April 28, 2026. King Charles III is the first sitting British monarch to speak before a joint session of Congress. (Photo by Samuel Corum/Sipa USA)
© Reuters/Sipa USA/Arquivo/Proibida reprodução

A derrota histórica do presidente Donald Trump nos Estados Unidos (EUA), que , pode contribuir para frear a política de intervenções da Casa Branca na América Latina, além de incentivar Washington a chegar a um acordo com o Brasil no caso das tarifas comerciais.  levou os republicanos a perderem maioria na Câmara e no Senado

A política externa de Trump vem na região, incluindo a defesa da “dominação” dos EUA no continente com medidas para bloquear a influência econômica da China nos países latino-americanos e caribenhos.  defendendo a “proeminência” de Washington

Essa política foi marcada pela invasão da Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026, e posterior acordo petroleiro com Caracas, que para uma empresa ligada ao Pentágono, dos EUA, com parte do óleo a ser vendido pelo preço de custo.reservou 21% do petróleo do país

A professora de Relações Internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explicou à que um , como na autorização de gastos para ações no exterior, e na abertura de investigações contra membros do Executivo.Agência BrasilCongresso de maioria democrata vai impor uma série de limites para Trump

“No âmbito da defesa, isso vai ser muito importante. Eu imagino que o Congresso tende a sustar os gastos desse setor. Na América Latina, isso tende a ser percebido, inclusive, dentro do Escudo das Américas, com talvez menos recursos e menos ênfase a essa política. Portanto, pode vir a representar um freio para interromper essas políticas intervencionistas”, avalia.

Uma das iniciativas que marca a política de Trump neste segundo mandato é o , criado sob a justificativa de combater os cartéis de drogas, mas que tem sido apontado instrumento de interferência dos EUA na região.Escudo das Américas

Na Bolívia, o Escudo das Américas foi usado para prender o procurador-geral do país, Roger Mariaca, por uma acusação de colaboração com o narcotráfico. A levantou suspeitas porque ele investigava o operador digital Fernando Cerimedo, ligado ao movimento de Trump nos EUA, e que atuou como assessor dos presidentes da Argentina, Javier Milei, e da própria Bolívia, Rodrigo Paz.  prisão de Mariaca

Tarifas 

Entre outras medidas da Casa Branca, o tarifaço aplicado pelo governo Donald Trump contra o Brasil vem sendo interpretado pelo governo brasileiro como uma de outubro a favor do adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  interferência política que mirou as eleições

O doutor em Ciência Política Juliano Machado Pires avalia que a .derrota eleitoral desta terça-feira (3) deve funcionar como um incentivo para o governo Trump chegar a um acordo com o Brasil

“Se eles aprenderam algo com a derrota, é que a economia precisa melhorar. Comprar briga com o Brasil neste momento não faz o menor sentido”, disse à .Agência Brasil

Juliano acrescentou ainda que o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, responsável pela política externa do governo Trump, deve ficar mais ocupado dando explicações ao Congresso agora com maioria democrata.

“Eles precisam de uma série de acordos que eles têm interesse no Brasil, em várias áreas, como nas tarifas, terras raras e data centers. Se eles forem racionais, é o momento de fazer as pazes com o governo brasileiro”, disse.

Juliano Machado não descarta, no entanto, a possibilidade de o governo Trump buscar criar “factóides” no exterior para desviar a atenção de problemas internos. 

Com informações do site: Agência Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato