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Internacional

Denúncia contra Israel por suposto crime de apartheid é enviesada

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Foto: André Lajst é Mestre em governo, diplomacia e estratégia pelo Centro Interdisciplinar IDC Herzliya (Israel), doutorando em Ciências Políticas e Sociais na Universidade de Córdoba (Espanha) e diretor executivo da StandWithUs Brasil.

André Lajst, cientista político e especialista em Oriente Médio, afirma que a entidade Human Rights Watch, responsável pela denúncia, costuma perseguir Israel, enquanto poupa ditaduras que atropelam diariamente os direitos humanos

A entidade Human Rights Watch denunciou Israel por suposto crime de apartheid e de perseguição a palestinos. Israel, entretanto, respondeu que a organização tem uma longa agenda anti-Israel e — uma das provas disso — não enviou o relatório com 200 páginas para receber comentários das autoridades israelenses. “Trata-se de uma denúncia enviesada, o que é costume da organização no Oriente Médio, ao perseguir Israel, enquanto poupa países que atropelam diariamente os direitos humanos, com ditaduras e guerras”, analisa o cientista político André Lajst, especialista em questões do Oriente Médio e diretor executivo da StandWithUs Brasil.

Lajst explica que a HRW tem uma longa história de preconceito contra Israel. Embora em diversas partes do mundo a organização seja destaque por defender os valores humanitários, em Israel e nos territórios sob controle da Autoridade Nacional Palestina é nítido seu posicionamento enviesado. Parte disso pode se dever à sua liderança local. Por exemplo, um de seus pesquisadores é Osmar Shakir, membro ativo do BDS (movimento que prega o boicote, desinvestimento e sanções a Israel) e seu conselheiro é Shawan Jabarin, também apoiador do BDS, além de recrutador e instrutor condenado pelos EUA por seu trabalho na Frente Popular para a Libertação da Palestina, organização que não reconhece o estado de Israel, considerada um grupo terrorista pelos EUA, Japão, Canadá, União Europeia e Israel.

O próprio fundador da HRW, Robert Bernstein, declarou sua desaprovação pela perseguição da organização que criou a Israel: “os ataques da Human Rights Watch a Israel, enquanto o país tentava se defender,  estavam distorcendo as questões. Eu me vi em forte desacordo com as políticas e ações da Human Rights Watch no Oriente Médio”.

Em seu famoso artigo no New York Times de 19 de outubro de 2019, Bernstein resumiu a atuação da HRW: “em nenhum lugar isso é mais evidente do que em seu trabalho no Oriente Médio. A região é povoada por regimes autoritários com históricos terríveis de direitos humanos. No entanto, nos últimos anos, a Human Rights Watch escreveu muito mais condenações a Israel por violações do direito internacional do que a qualquer outro país da região”, escreveu.

Sobre a comparação entre Israel e a África do Sul sob o regime de exceção, o alto oficial do Congresso e ex-ministro da Defesa sul-africano, Mesoia Lekota, afirmou: “tentei encontrar uma comparação entre a forma como vivíamos sob o regime do apartheid e a situação em Israel e não consegui encontrar uma.”

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