conecte-se conosco

Entretenimento

Debates sobre a memória da Guerra de Canudos e passeios virtuais por locais históricos vão movimentar a II Flican

Avatar

Publicado

em

Um dos temas mais estudados no Brasil na atualidade, a Guerra de Canudos não poderia ficar fora da pauta do principal evento literário do sertão baiano. Durante a II Feira Literária de Canudos (Flican), que acontece de 8 a 10 de abril, autores, artistas e pesquisadores vão se debruçar sobre os aspectos históricos, míticos e o impacto desse símbolo de luta e resistência, no contexto contemporâneo do país. Entre os participantes das mesas estão importantes especialistas no assunto, como o coordenador do Centro de Estudos Euclydes da Cunha da Uneb Manoel Neto, o cineasta Antônio Olavo, o fotógrafo Evandro Teixeira e o escritor Eldon Canário.
Uma das mesas dedicadas ao tema acontece no dia 09/04 (sexta-feira), às 14h15, com o título de Evocação de Canudos. Mediada pelo curador da Flican, professor Luiz Paulo Neiva, a mesa contará com a participação de Manoel Neto, Pedro Lima Vasconcelos (Universidade Federal de Alagoas), Floriza Sena (Instituto Popular Memorial de Canudos), do historiador João Batista e do professor João Ferreira.
 “Evocação de Canudos, do presente ao passado ou do passado ao presente, pode significar a presentificação dos fenômenos que deram forma a Canudos, desde as imagens dos rincões desertos do sertão, da sua formação societária, econômica, histórica, política, religiosa, linguística até a formação da fazenda canudos, do arraial de Canudos e de suas gentes chegadas com o Conselheiro, das forças desiguais e antagônicos, dos palcos e horrores da guerra fratricida, das águas do rio Vaza Barris represadas no Cocorobó, sepultando os restos da Delenda Canudos, a Jerusalém de Taipa”, diz Luiz Paulo Neiva, que também é diretor do Campus Avançado da Uneb em Canudos,
“Para quem ‘vive’ Canudos há mais de 35 anos, as evocações são várias, diversas. São evocações sobre o espaço físico, o cenário onde está cidade está colocada, no semiárido. E sobre pessoas com as quais convivi e aprendi a desvendar a alma do sertão, os bichos, os costumes, o modo de ver o mundo e a vida. A minha participação na mesa será uma forma de falar sobre esse mundo e como tenho vivido nela”, diz Manoel Neto que é autor de artigos, ensaios e da Cartilha Histórica de Canudos, entre outras obras.
Também na sexta-feira, às 19h20, acontece a mesa Museu João de Régis: Olhares e vertigens na memória. O debate contará com a participação de Antônio Olavo, Evandro Teixeira, autor do livro Canudos 100 anos (1997) e um dos homenageados desta edição da feira, além do historiador Sérgio Guerra, convidado a falar sobre o acervo fotográfico de Flávio de Barros, que foi um dos poucos a registrar imagens da Guerra de Canudos e autor da única foto conhecida de Antônio Conselheiro.
“Minha história com Canudos começou há 38 anos, quando fui fazer um trabalho como fotógrafo em Monte Santo e ouvia as pessoas falarem das histórias de seus antepassados. A partir daí, comecei a me interessar e pesquisar sobre o assunto, que é hoje um dos mais estudados nas universidades brasileiras”, conta Olavo. Ele destacou ainda a importância da segunda edição da Flican, consolidando um espaço para discussão de temas que são universais.
Depoimentos e passeios virtuais

No sábado, às 19h, o tema Olhares e vertigens na memória coloca em destaque o trabalho do artista plástico Trípolli Gaudenzi, convidado que também é um dos homenageados desta edição pelas suas obras sobre Canudos, e do poeta e pesquisador José Aras, já falecido (1893-1979). Ele será evocado por Lina Aras, uma de suas descendentes.
Outro ponto forte serão os depoimentos memoriais que serão apresentados, ao longo da Flican, resgatando a história de luta e resistência dos antigos habitantes do lugar. Dona Duru e Joselina Guerra falarão sobre os relatos que ouviram de seus antepassados, nas manhãs de sexta (09/04) e sábado (10/04), respectivamente. A programação dos depoimentos memoriais também terá a participação de Eldon Canário, que se apresenta na tarde de sexta, e que falará sobre o cotidiano da sua  vida na segunda Canudos.

O público poderá acompanhar ainda um passeio virtual por locais guardadores da memória histórica, tais como, Memorial Antônio Conselheiro, o Parque Estadual de Canudos, Museu Manoel Travessa, Instituto Popular Memorial de Canudos e o Museu João de Régis, que foi implantado recentemente, sob a curadoria do artista plástico e cenógrafo  Edmilson Santana.

A II Flican é uma realização da Dona Edite Comunicação Integrada. O projeto  tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. Toda a programação da feira poderá ser conferida, gratuitamente, pelo público no canal Youtube do Campus Avançado da Uneb em Canudos e pela Canudos TV.

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Teatro

Espetáculo teatral ganha versão online para entreter toda a família

Avatar

Publicado

em

Depois de circular por centenas de cidades Brasil afora, ‘Um Reino Sem Dengue’ transforma a tela no seu palco principal para continuar conscientizando crianças e adultos sobre a dengue, um tema que se mantém atual e que, agora, utiliza a tecnologia para diminuir distâncias e garantir acesso à cultura e lazer à população de todas as idades.

A peça é ambientada em um reino onde não existem doenças, mas que é invadido por um inimigo “invisível” que deixa o rei doente. Para desvendar este mistério, o melhor detetive das redondezas é chamado. Com a ajuda do príncipe, das princesinhas e seus súditos, ele descobre que o grande vilão é o mosquito Aedes Aegypti. A história é baseada no livro homônimo de Alda de Miranda, que traz ilustrações de Ricardo Girotto.

“Em todos os nossos projetos temos o propósito de democratizar o acesso às artes e utilizá-las como ferramenta de fixação e conscientização sobre temas relevantes, como a dengue, por meio de atividades lúdicas e estimulantes, como o teatro. O intuito de ‘Um Reino Sem Dengue’ é reforçar as principais medidas de prevenção: fazer a limpeza adequada, eliminar focos de água parada e jogar lixo no lugar devido. Tudo isso com auxílio de uma linguagem mais leve e divertida e, claro, com o encantamento que o teatro traduz”, comenta Ana Paula dos Santos, coordenadora geral do projeto que está em sua segunda edição.

O espetáculo terá tradução em libras e será comandado pela primeira vez por Mariane Bigio que, entre tantas atribuições, é atriz, cordelista e contadora de histórias. Apostando na ludicidade, a peça utiliza a informação, o teatro de bonecos e a trilha sonora animada como ferramentas para estimular a imaginação das crianças e esclarecer (ou reforçar) a relevância do assunto para os adultos, contribuindo – mesmo que indiretamente – para o combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Neste novo formato, ‘Um Reino Sem Dengue’ será apresentado no sábado (24 de abril) com transmissão ao vivo pelo Canal da Villa 7 | AH7 no Youtube e pelo Instagram da atriz. Viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto Teatro na Villa – 2ª Edição é apresentado pelo Ministério do Turismo através da Secretaria Especial de Cultura, contando com produção da Villa 7 Cultura e Agroinfo, apoio cultural da AH7 Gestão Cultural e com patrocínio da Chem-Trend.

SERVIÇO

Teatro na Villa – Um Reino sem Dengue

Quando: Sábado, 24 de abril

Horário: Às 16h

Transmissão ao vivo: Canal da Villa 7 | AH7 no Youtube e Instagram da Mariane Bigio

Evento online e gratuito

Continue lendo

Entretenimento

Artesanato dos Povos Indígenas terá exposição em Salvador

Avatar

Publicado

em

No mês em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas (19/04), as etnias da Bahia serão homenageadas com a exposição Artesanato dos Povos Indígenas: Herança de um Brasil Profundo, que acontece de 23 de abril a 22 de maio, no Centro de Comercialização do Artesanato da Bahia, no Largo do Porto da Barra, nº 2, em Salvador. A exposição, uma das ações do Abril do Artesanato Indígena, vai reunir peças utilitárias e de decoração em cerâmica, madeira, cocares e acessórios produzidos por Pataxós (Porto Seguro), Kiriris e Tuxás, ambas em Banzaê.

Todos os objetos serão comercializados na loja, que estará aberta de terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado, das 10h às 16h. Durante a visita, o público deverá respeitar o protocolo de combate à Covid-19, através de aferimento de temperatura, higienização das mãos com álcool em gel, uso de máscara e distanciamento social.

A exposição Artesanato dos Povos Indígenas: Herança de um Brasil Profundo é realizada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – Setre Bahia, através da Coordenação de Fomento ao Artesanato, e pela Associação Fábrica Cultural.

ABRIL DO ARTESANATO INDÍGENA

Em celebração à contribuição dos povos indígenas baianos ao artesanato do estado, uma série de ações dedicadas a artesãs e artesãos indígenas será realizada no mês de abril. Além da exposição, a live Abril do Artesanato Indígena, no dia 20/04, às 15 horas, acontecerá no YouTube do Artesanato da Bahia e contará com entrega virtual das Carteiras Nacionais do Artesão para profissionais Kiriris e Tuxás e apresentação do Plano de Qualificação do Artesanato da Bahia, que terá turmas específicas voltadas aos povos indígenas.

MOSTRA

As comunidades indígenas baianas trabalham com matérias-primas extraídas em sua região, como argila, sementes, cocos, madeiras, penas, palhas e fibras. Um exemplo é a tradicional cerâmica com pintura em Tauá (pigmento de argila na cor branca), produzida por artesãs e artesãos Kiriris.

Na exposição, os Kiriris estarão representados com vários objetos, entre eles, cerâmicas utilitárias, máscaras, cabeças, pássaros, maracas, apitos e colares. Já os Tuxás, da mesma região, trazem o artesanato em madeira, que destaca a fauna em bichos entalhados, além de cachimbos e colares com ossos e dentes. Os Pataxós participam com o artesanato mais desejado pelos turistas que visitam a região de Porto Seguro, com destaque para os objetos utilitários e de decoração talhados em madeira, a exemplos de gamelas em vários formatos, além de cocares coloridos.

SERVIÇO:

Artesanato dos Povos Indígenas: herança de um Brasil profundo

Quando: 23 de abril a 22 de maio

Onde: Centro de Comercialização – Largo do Porto da Barra, 02 – Salvador

Horários: terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 10h às 16h.

Continue lendo

Festival

Usina Jam se reinventa e promove festival online na pandemia com programação diversa e plural

Avatar

Publicado

em

Com a proposta de reunir e divulgar a diversidade artístico-cultural da cena de Campinas e da RMC, o Festival Usina Jam entrega ao seu público uma versão remodelada em 2021: por conta da pandemia, todas as atividades acontecem em formato online, mas ainda destacando as múltiplas linguagens. A programação do evento contempla shows de música, workshops, apresentações teatrais, uma ação continuada de live painting e uma mostra documental.

“As atividades serão divididas em três dias, embora toda a programação seja online. A ideia é contribuir com o cenário artístico autoral da região a partir do oferecimento de uma grade diversificada e de qualidade. Para além da exposição das obras e dos conteúdos artísticos, o Festival Usina Jam preza pela interatividade como ponto alto da experiência cultural, com o intuito de incentivar que os(as) participantes sejam, além de espectadores passivos, agentes ativos na realização do produto cultural”, explica Daniel Resende, proponente do projeto e curador do Festival.

setlist completo será dividido com o público por meio dos perfis do Festival no Instagram e no Facebook, mas alguns nomes já são conhecidos: o multiartista André Abujamra, o artista de vanguarda RAPadura e a banda de rock’n’roll Tutti Frutti. Idealizado pelos Pedro Barsa e Gra Soares, o Projeto Corredeira leva ao público um repertório autoral fundamentado nas matrizes musicais afro-brasileiras; Eduardo Machado Trio (considerado pela crítica especializada como um dos maiores nomes do baixo brasileiro da atualidade), Nayra Lays (que mostra toda a sua versatilidade ao passar por estilos diversos da música negra a partir das experimentações de flows, ritmos e expressões), o quarteto Death Metal Sinaya (destaque na cena do rock nacional) e Jasper e a Gana (banda de rock alternativo brasileiro) também estão confirmados no Festival.

Viabilizado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, o Festival Usina Jam foi aprovado pelo ProAC Expresso Lei Aldir Blanc nº. 40/2020 e está marcado para acontecer nos dias 23, 24 e 25 de abril com transmissão ao vivo pelo Canal Hocus Pocus no YouTube; todas as atividades são gratuitas.

Workshops

Dentro da programação serão oferecidas três workshops com ações formativas. Na primeira, Duda Crespa ministra a oficina “Produção Cultural Periférica”, que tem como objetivo formar agentes de cultura e lazer através do estímulo ao aprendizado sobre a produção periférica. “Será uma ótima oportunidade para dividir as experiências pessoais que adquiri em anos de estudo e prática ao longo da minha trajetória, além de incitar reflexões e provocações no que tange os chamados ‘eventos de quebrada’, sejam eles no formato presencial ou online. A ideia é conduzir uma oficina que forme pessoas com criatividade, perspectiva de parcerias e acessibilidades para os diversos corpos, e na autogestão da economia a partir da mão-de-obra contratada na própria periferia”, explica Duda, mulher preta, não hétero e artista nascida e criada na periferia.

Criador do primeiro curso de discotecagem voltado para cegos no Brasil (2014), o DJ Anderson Farias desenvolveu e adaptou ferramentas digitais de discotecagem para apoio aos deficientes visuais. Durante o Festival Usina Jam, ele ministra a oficina “Discotecagem para Pessoas com Deficiência Visual”, que defende que ensinar a arte de discotecar para quem não enxerga é completamente possível.

Por fim, o bate-papo “Lei Aldir Blanc – Panorama e Impacto Nacional” será mediado por Ana Luíza Pradella (produtora, gestora cultural, atual vice-presidente e cofundadora do Movimento Nacional ‘Sou 1 de 11 Milhões de Trabalhadores da Cultura’) e Cintia de Almeida (produtora cultural e especialista em Leis de Incentivo à Cultura).

“Em uma perspectiva setorial, vamos discorrer sobre a implantação da Lei nos Estados e Municípios, bem como sua execução e como ela está caminhando na visão do Movimento, que vem atuando diretamente com ações de representação dos trabalhadores da cultura e visa ser um centro catalisador para a mobilização, difusão e apoio ao setor, pretendendo ainda promover o respeito pelo trabalho e criação de cada um”, explica Pradella.

Espetáculos Teatrais

Em uma narrativa que mistura cordel, teatro de mamulengos e músicas típicas (como o xaxado e a embolada), Canoa Encantada apresenta “As Pelejas de Severino em Busco do Boi Suvaco”. O espetáculo narra as aventuras do vaqueiro Severino – representação do homem simples que mantém acesa a chama do sonho e da alegria herdados através das manifestações culturais de seu povo – que adentra às terras do temido João Redondo em busca de um boi perdido, sem saber que elas são assombradas pelo terrível Fantasma do Jaraguá Encantado.

Cia. Pé no Asfalto também é atração confirmada no Festival. Em “O Macaco e a Lua”, dois palhaços pescadores se perdem em alto mar. Buscando por comida, eles acabam pescando um livro de contos africanos e iniciam uma travessia imaginária até a África. Através da leitura da lenda africana que nomeia o espetáculo, eles entram em uma grande aventura, na qual descobrem a origem do tambor e suas raízes de matriz africana.

O espetáculo “A Caravana dos Pássaros Errantes”, do Grupo Nômade, tem como tema principal a liberdade. A partir de uma história real acontecida no Piauí em 1913, o grupo reconta as vivências de uma família cigana que foi perseguida e massacrada, trazendo para o espaço cênico as discriminações, lembranças e as crenças dos personagens. Juntamente com dois músicos, os atores Ana Cristina Freitas e Jonas di Paula narram e se multiplicam em personagens diversos.

Mostra Documental

“Em Construção: Das bases da vida aos dias atuais” trata da personalidade de Samuel Pérsio, um artista plástico nascido em 1982 na cidade de Araucária/PR que está montando um ateliê aberto na sua casa em Recife. No roteiro, o veículo que conduz o conhecer deste artista é sua própria voz, que compartilha sua trajetória em uma conversa entre amigos em um ambiente cotidiano, sua “casa ateliê”. Assinado pelo próprio Samuel Pérsio e por Gabriel Fardin, o mini doc conta com trilha sonora Bapurréca (Arthur Prado e Atabaquara Catulo).

Live Painting

Os artistas Thiago Monster Ectoplasma e Gi Ruggieri serão os responsáveis pela live paint, na qual será criado ao vivo o cenário de um dos palcos da Usina Jam.

Continue lendo

TENDÊNCIA