Crioula 52, Avohai e Kameha Meha-Brancante assumem liderança do Brasileiro de Oceano 2026
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A classificação inicial do Campeonato Brasileiro de Oceano 2026 tem Crioula 52, Avohai e Kameha Meha-Brancante na primeira colocação das classes ORC, Bra-RGS e RGS Clássicos, respectivamente. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (27), após a realização da 76ª Regata Santos-Rio, primeira etapa da competição. A disputa prossegue com o 57º Circuito Rio, entre 30 de outubro e 2 de novembro, no Rio de Janeiro.

Promovido pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), em parceria com o Iate Clube de Santos e o Iate Clube do Rio de Janeiro, o campeonato combina os resultados da tradicional travessia Santos-Rio com as regatas do Circuito Rio em uma única classificação. A prova de percurso, iniciada em 22 de outubro, tem peso 1 e não poderá ser descartada na contagem final.

Na classe ORC, o Crioula 52, comandado por Eduardo Plass, lidera com 22 pontos. Além de ocupar o topo da classificação geral e da divisão Performance pelo tempo corrigido, a embarcação foi a primeira a completar a travessia, garantindo a Fita Azul.

A segunda colocação da ORC Performance pertence ao Bravo Soto 40, de Jorge Berdasco Martinez, com 21 pontos. O Duma, de Kiko Pellicano, aparece logo atrás, com 20. Na categoria ORC Cruiser/Racer, o primeiro lugar é do Ventaneiro 3, de Renato Cunha Faria, que acumula 12 pontos. Double Black e Maximus completam as posições seguintes.

Na Bra-RGS, o Avohai, de Luiz Henrique Macedo, está na frente com 13 pontos. O Beleza Pura 2, de Felipe Degan Ferraz, contabiliza 12, enquanto o Nativo 3, de Eduardo Harabedian, soma 11 pontos e ocupa o terceiro lugar.

Já na RGS Clássicos, o Kameha Meha-Brancante, de Edmar Moraes, iniciou o campeonato com quatro pontos. Asteriscus, de Marcelo Passarelli Gomes, tem três, e Don Alberto, de Tomas Bonel, registra dois. Na RGS-Cruiser, os participantes estão empatados, todos com zero ponto.

Sistema de pontuação mantém possibilidade de mudanças

O Campeonato Brasileiro adota o formato High Point, em que a vitória cabe à equipe que acumular a maior pontuação. O primeiro colocado recebe tantos pontos quanto o número de barcos inscritos na classe, enquanto os demais recebem um ponto a menos em relação à posição anterior. Posteriormente, os resultados são ajustados conforme o peso de cada regata.

Nesta edição, uma das novidades é a adoção de multiplicadores progressivos. Depois da Santos-Rio, as provas do Circuito Rio começam com peso 1,1, aumentando 0,1 a cada regata. O índice poderá alcançar 1,7 na oitava prova do campeonato.

Estão programadas até oito regatas para ORC e Bra-RGS, contando a travessia, e cinco para as classes Clássicos e RGS-Cruiser.

O regulamento permite retirar o pior resultado da classificação quando forem realizadas pelo menos cinco regatas. A exceção é a Santos-Rio, cuja pontuação deverá permanecer obrigatoriamente no cálculo. A travessia também será utilizada como primeiro critério de desempate.

Para Bayard Neto, comodoro da ABVO, as condições enfrentadas pelas tripulações na primeira etapa e a progressão dos pesos das próximas provas devem contribuir para uma disputa equilibrada.

“A Santos-Rio exigiu muito das tripulações, com vento forte, mar contra e períodos de calmaria. Esse esforço já está representado na classificação e seguirá contando até o fim do Brasileiro. Ao mesmo tempo, os pesos crescentes do Circuito Rio mantêm a disputa aberta e valorizam a capacidade das equipes de velejar bem em diferentes condições. Ao reunir essas duas competições, a ABVO busca fortalecer o campeonato e a vela oceânica brasileira”, afirma.

O calendário do Circuito Rio terá início na sexta-feira (30), com a Regata Victor Demaison. A prova, de percurso médio, está programada para largar às 11h. As competições seguem até segunda-feira (2), data em que serão definidos os campeões brasileiros de 2026.

Resultados: Sail Race

Sobre a ABVO

Criada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade dedicada à promoção da Vela de Oceano no Brasil. Vinculada oficialmente à Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a associação organiza competições anuais e atua na preservação e no desenvolvimento de uma modalidade que integra o histórico de conquistas do esporte brasileiro, tanto nas categorias olímpicas quanto nas não olímpicas.

A entidade tem como Comodoro o santista Bayard Umbuzeiro Neto. O bicampeão olímpico Torben Grael ocupa o cargo de 1º Vice-Comodoro, enquanto Paulo Cezar Gonçalves, conhecido como Pileca, é o 2º vice-Comodoro.

Entre as prioridades da atual gestão estão a reorganização do calendário nacional, o fortalecimento das parcerias com os clubes, a ampliação da participação de embarcações das flotilhas regionais e a prestação de apoio técnico às competições. Também fazem parte dos objetivos aprimorar a divulgação imediata dos resultados e buscar, junto ao Governo Federal, incentivos tributários e condições mais favoráveis para a importação de barcos.

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