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Como a inteligência emocional pode ser benéfica no combate da ‘bolha das redes sociais’

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As redes sociais são espaços que possibilitam inúmeras trocas entre as pessoas. E, muitas vezes, essas trocas são benéficas e colaborativas. Mas nem sempre o conteúdo que é postado ali é visto com bons olhos por quem lê. Opiniões divergentes acontecem com frequência e, em alguns casos, a discussão sai do mundo real e pode causar o afastamento de pessoas, inclusive familiares.

Por conta disso, ultimamente tem aumentado o efeito ‘bolha’ das redes sociais, no qual as pessoas bloqueiam ou excluem contatos que possuem outras opiniões e acabam consumindo apenas conteúdos que estejam alinhados com suas crenças e preferências.

Mas isso é saudável? De acordo com o psicólogo Wanderley Cintra Jr., é possível treinar a inteligência emocional para conviver melhor com opiniões diversas nas redes sociais e, consequentemente, manter uma discussão saudável e ter uma relação mais homogênea e menos desgastante com as pessoas.

 

Equilíbrio

“É preciso filtrar o que é lido, pois nem sempre aquilo está conectado diretamente a quem lê. Fazer o exercício de avaliar se aquela crítica serve para você ou se a opinião daquela pessoa é tão importante assim a ponto de te atingir, são o que chamamos de ‘camadas de importância’”, diz Wanderley.

O psicólogo ainda explica que essa polarização pode ser evitada com a quantidade de tempo a que as pessoas ficam expostas às redes sociais. “Podemos usar o exemplo da exposição ao sol: quanto mais sol eu tomo, mais sensível fica a pele. Se ainda assim eu continuar e não me proteger, vai doer. E o mesmo acontece na internet, pois o excesso de tempo que as pessoas passam nas redes sociais, pode se tornar estressante. Ou seja: eu preciso avaliar a minha capacidade de lidar com aquilo.”, afirma.

Essa exposição excessiva pode gerar um descontrole emocional e, por isso, o mais indicado é reservar alguns momentos do dia para acessar as redes sociais. “Se você se limitar a usar essas mídias duas horas por dia, por exemplo, será que a opinião divergente do outro vai ser tão desgastante? Provavelmente, não. Por isso, é importante saber ter esse limite e ter mais momentos reais com as pessoas que estão próximas de você”, conta Wanderley.

 

Assertividade

E como identificar que estamos no limite de exposição para não desencadear algum tipo de estresse? O psicólogo explica que o ideal é você ter um comportamento assertivo. “O nosso corpo foi feito para lutar ou fugir e isso acontece muito nas redes sociais. A assertividade busca fazer esse equilíbrio: saber dizer as coisas que te incomodam de maneira gentil e educada, saber se posicionar sem ser agressivo e dizer não para algumas coisas. Por exemplo, as pessoas costumam olhar os comentários em sites de notícias ou posts e, ali, tem muita coisa tóxica. Esses comentários podem gerar gatilhos negativos, angústia e estresse”, diz.

Por isso, ele conta que o comportamento mais indicado nesse caso é se perguntar: qual a utilidade de ler esses comentários? O que isso vai mudar na minha vida? E esse é um exemplo de comportamento assertivo, que é você saber o que é útil para você ou não.

O mesmo ocorre no ambiente de trabalho para conseguir manter um bom clima com o chefe ou colegas que possuem outras opiniões. Se eles costumam postar nas redes sociais opiniões pessoais diferentes das suas, isso não deve afetar a forma como você se relaciona com esses colegas. “Caso contrário, só conseguiríamos trabalhar com pessoas que possuem os mesmos gostos, interesses e crenças que nós. Ou seja: tem coisas que não se misturam, e essa é uma delas”, ressalta Wanderley.

O psicólogo ainda finaliza explicando que equilíbrio e assertividade são alguns dos principais hábitos da inteligência emocional e que, se treinados diariamente, podem contribuir com a melhoria da vida das pessoas, não só na internet, mas também, na vida real. “Ao participar de uma discussão, eu não preciso personificar aquelas opiniões que são divergentes das minhas. Ouvir o outro e estar aberto a conhecer os argumentos dele é saudável. Só é preciso ter em mente de que você não precisa absorver aquelas opiniões para você”, diz.

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Economia

Auxílio emergencial é pago a beneficiários do Bolsa Família com NIS 2

Redação

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Os beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 2 recebem hoje (19) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. Os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, por quem recebe pela conta poupança social digital, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou do Cartão Cidadão.

O recebimento dos recursos segue o calendário normal do Bolsa Família, pago nos últimos dez dias úteis de cada mês. A primeira parcela começou a ser depositada na última sexta-feira (16) e será paga até 30 de abril.

Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial.

Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família – Arte/Agência Brasil

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

Quem recebe na poupança social digital, pode movimentar os recursos pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele, é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas. A conta é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

* Colaborou Andreia Verdélio

Wellton Máximo* – Repórter da Agência Brasil

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Economia

Agência Brasil explica: o que é Ibovespa

Redação

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O movimento de “sobe e desce” das ações (frações de capital de uma empresa; quem compra ações torna-se sócio) no país é avaliado, em tempo real, em todos os dias úteis da semana, por meio do Ibovespa. Esse é o principal indicador das ações negociadas na B3 (bolsa de valores brasileira).

O indicador é observado com atenção por analistas do mercado financeiro, investidores, imprensa especializada e por quem quer saber como anda a economia do país, já que é um termômetro do desempenho das empresas e, por consequência, da atividade econômica brasileira.

Criado em 1968, o Ibovespa é formado por uma carteira teórica de ativos negociada na bolsa. Mas nem todas as ações de empresas listadas na B3 fazem parte do índice. No Ibovespa, estão os papéis mais negociados nos últimos meses, reunindo ações que tiveram maior volume de movimentação de dinheiro. Periodicamente, a B3 reavalia as ações que fazem parte do Ibovespa.

E o que é a B3?

O Ibovespa foi criado um ano depois do surgimento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Como explica a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no guia Como funciona a bolsa? , a instituição é um “ponto de encontro” de investidores interessados em comprar e vender ativos.

Quando se fala em bolsa, é comum vir à mente a imagem de uma sala com pessoas gritando ao telefone para comprar ou vender papéis. Mas a CVM lembra que a partir de 2005 na Bovespa e de 2009 na BM&F (que na época eram sociedades diferentes), o pregão presencial viva voz foi extinto, e as negociações passaram a ser realizadas por meio de sistemas eletrônicos.

Mas o conceito continuou o mesmo: há um ambiente de negociação (eletrônico) em que as ordens de compra e venda são registradas. A B3 – Brasil, Bolsa e Balcão – administra o sistema de negociação de ativos.

A bolsa desempenha atividades como negociação, compensação, liquidação, depósito e registro de ativos, como ações e títulos de renda fixa corporativa.

Em 2008, houve a fusão entre a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em 2017, foi anunciada a fusão da BM&F Bovespa com a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip) para formar a B3.

Pontos do Ibovespa

Como explica a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), no site Como Investir, os pontos são formados pelo preço de cada ação no dia, multiplicado pela quantidade de papéis dentro do índice. Essa conta é feita considerando as ações de todas as empresas que compõem o índice. Depois de fazer esse cálculo, é aplicado um redutor e,com isso, chega-se à pontuação do índice. Em termos financeiros, cada ponto equivale a R$ 1, explica a Anbima.

Oscilações

O preço de uma ação reflete a percepção do mercado sobre como serão os resultados de uma empresa. Para fazer essa análise, são considerados os dados da empresa, o setor a que pertence, a economia do país e do mundo. Quando a expectativa é de resultados bons, as ações sobem, e caem quando a situação é contrária.

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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Educação

8 motivos para fazer um intercâmbio no Canadá

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Por Jéssica Carvalho

Há mais de 15 anos, o Canadá lidera o ranking da Associação das Agências de Intercâmbio (Belta) como o destino mais requisitado por estudantes brasileiros. Não há como não se encantar pelas belezas, oportunidades e cultura riquíssimas do segundo maior país do mundo. E, mesmo nunca o tendo visitado, uma coisa é certa: o Canadá surpreende a todos.

Com uma história marcada por tradições indígenas, britânicas e francesas, é uma das maiores referências quando falamos sobre pluralismo cultural – especialmente graças à sua inspiradora postura de abertura a estrangeiros. Inclusive, metade das pessoas que vivem em Toronto, uma de suas maiores cidades, são de outra nacionalidade.

O Canadá é um país incrível e existem diversos motivos que encantam e conquistam corações de diferentes idades e culturas. Vamos ver os mais especiais:

#1 É um país bilíngue: o Canadá possui duas línguas oficiais: o inglês e o francês – sendo este último predominante na província de Quebec. Para aqueles que desejam se aprofundar no francês, os custos são bem mais em conta se compararmos aos estudos na França. O inglês canadense, por sua vez, é limpo, uniforme, sem gírias populares e sofre pouca variação ao redor do país – o que facilita seu aprendizado.

#2 Segurança: segundo uma pesquisa feita pela ONG Vision of Humanity, o Canadá é considerado como um dos países mais seguros do mundo. Quando comparado a outros países, a região registra números extremamente baixos de acidentes de carros, desastres naturais e até mesmo homicídios.

#3 Qualidade de estudo: quando falamos sobre qualidade de ensino, o Canadá é uma grande referência mundial. O país possui quatro instituições de Educação Superior classificadas entre as 100 melhores do mundo, de acordo com o Times Higher Education. São elas: Universidade de Toronto, University of British Columbia, McGill University e McMaster University.

#4 Possibilidade de trabalhar durante os estudos: todos os estudantes matriculados em um curso técnico de no mínimo 6 meses possuem permissão para trabalhar enquanto estudam. Durante o curso, a permissão é de 20 horas por semana e, durante os intervalos programados, essa permissão chega a 40 horas por semana. Há ainda cursos que oferecem um estágio ao final do programa, chamados de COOP, e podem ser remunerados ou não. Durante a fase de COOP os estudantes podem trabalhar até 40 horas por semana. Isso ocorre devido à um grande incentivo proporcionado por seu mercado de trabalho: as leis trabalhistas são iguais para nativos e estrangeiros. Uma ótima forma de incentivo e, inclusive, de imersão na cultura canadense.

#5 Belezas naturais: é impossível visitar o Canadá e não se encantar com suas belezas naturais. Para os que apreciam diversão e adrenalina, a região concilia tudo. Você pode optar por passeios mais tranquilos, admirando belezas como o Niagara Falls ou as Montanhas Rochosas, ou se desafiar no salto de bungee jump em meio à natureza, por exemplo.

#6 Diversidade: por ser um país de imigrantes e ter uma política de incentivo aos estrangeiros, a diversidade é uma característica marcante e claramente visível no Canadá. Isso o torna uma região acolhedora, com hospitalidade e sempre prezando pelo respeito a todos. Mesmo em outro país, é possível se sentir em casa.

#7 Amplas opções de lazer: após o trabalho e estudo, o que não faltam no Canadá são opções de lazer e entretenimento. Além de ser famoso por seus esportes de inverno, sua população organiza cerca de 200 festivais ao longo do ano, voltados aos mais variados temas: música, gastronomia, teatro, arte e até mesmo carnaval. Dentre eles, o Celebration of the Light é um dos mais famosos, sendo uma competição de fogos de artifício organizado em Vancouver.

#8 Nem só as grandes metrópoles são boas: muitas regiões do Canadá estão completamente preparadas para receber visitantes e oferecer uma boa qualidade de estudo e trabalho, não se limitando somente às maiores cidades. Por isso, pesquise e se aprofunde sobre a região até encontrar seu lugar ideal.

Visitar o Canadá e, principalmente, conquistar uma oportunidade de estudo e trabalho é uma experiência única e completa. Em pouco tempo, toda a região irá te acolher imensamente, fazendo com que se sinta em casa e, principalmente, tenha ótimas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional. Um sonho para todas as idades.

Jéssica Carvalho é gerente de Produtos SEDA Intercâmbios.

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